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- Cantar cedo para as crianças: uma forma de aprenderPublication . Castro, IsabelNeste artigo pretendo ilustrar como o feto e o bebé demonstram capacidades auditivas que lhes permitem escutar e discriminar sons. Estas capacidades são importantes e podem ser potenciadas a partir de estimulação diferenciada, como por exemplo cantar. Os pais, numa primeira fase, e posteriormente, os educadores, na escola: podem contribuir para o desenvolvimento de outras capacidades auditivas através da música, nomeadamente, a partir do ato de cantar canções, desde cedo, ao feto e ao bebé.
- MetodologiaPublication . Seabra, Filipa; Mota, Graça; Castro, IsabelEsta investigação assenta claramente num paradigma qualitativo e fenomenológico de investigação (Bogdan & Biklen, 1992; Bresler 1992, 1994,2000; Bresler & Stake, 1992; Denzin & Lincoln, 2000; Clandinin & Connelly, 2000). De acordo com esta perspectiva, assumimos um olhar sobre o nosso objecto de estudo que parte dos seguintes pressupostos (Bresler, 1994, 2000)
- O comportamento de bebés perante a audição de uma canção de embalarPublication . Castro, IsabelA literatura sobre canções de embalar indica, por um lado, que este género vocal surge em diferentes partes do mundo como uma canção ligada à primeira infância; e por outro lado que o bebé exibe comportamentos diferenciados quando escuta uma canção de embalar. Neste artigo e irei centrar-me no estudo da canção de embalar abordando algumas caraterísticas que fazem dela um género musical com propósitos específicos. Descrevo estudos que reflectem como a audição de canções de embalar influência o comportamento do bebé nos períodos de sono. A partir de um estudo de caso realizado por mim, com bebés dos 4 aos 6 meses de idade, observei a forma como a audição de uma canção de embalar influenciou o comportamento dos mesmos, no período de sono. Uma das conclusões do estudo indica que, a audição da canção de embalar induz ao aquietamento e posterior adormecimento dos bebés e ao seu bem estar.
- PIC: quando um projeto de intervenção comunitária se transforma em artePublication . Castro, IsabelPIC é uma produção artístico-musical na sua essência. Concebido e realizado, maioritariamente no espaço da sala de aula agregou estudantes do curso de Música em Contextos Comunitários (2.o ano) e a respetiva docente, com o objetivo de ser produzida uma peça musical que pudesse comportar os ingredientes essenciais para poder ser uma referência artística. Letra, harmonia e composição musical são originais e procuram descrever o ideal do que se entende ser o espírito da academia, através do “olhar” e da vivência dos estudantes envolvidos; e, por outro lado, dar a conhecer, à comunidade envolvente da cidade de Bragança, formas de trabalhar e construir um pensamento musical expressar. Deste modo quisemos perceber o impacto e o papel transformador da música, deste género de projetos, nos estudantes envolvidos e junto da comunidade local. Para o efeito foi desenhado um plano inicial que teve como base a elaboração de um poema que pudesse compreender diferentes mensagens alusivas à “força” da comunidade académica. Posteriormente foi preparada a melodia em função do poema. Seguiram-se períodos de ensaios, de ajuste em relação à seleção dos instrumentos e vozes. A gravação do som foi realizada de forma faseada num estúdio da cidade. Para a captação de imagem foi utilizado um drone, fotografia e pesquisa na internet. Podemos afirmar que o projeto PIC foi realizado com sucesso e que todos os envolvidos conseguiram afirmar a mensagem que se pretendia. As diferentes ferramentas utilizadas, permitiram tornar visível o principal objetivo: expressar e comunicar sensações, desejos, vontades, intenções. Em conclusão, este projeto representou a possibilidade de agir e transmitir mensagens. PIC tornou-se assim, num desafio e procurou ir mais além do som através da imagem. A fusão destas duas formas de expressão – música e imagem - produziram um efeito mágico e modificador. Lançamos o desafio para que, através do PIC, através da arte dos sons, cada um possa ter a capacidade de imaginar uma escola diferente, integrante, multicolor, sem barreiras, sem fronteiras, onde cada um pode ser e estar em comunidade.
- Alguns aspectos históricos conceptuais, sociais e musicais da canção de embalarPublication . Castro, IsabelO fato de se encontrar em alguns locais do mundo referências às canções de embalar leva-me a reflectir sobre o seu valor e ação junto da primeira infância. Os cuidados maternais, implicando um conjunto de atitudes e sentimentos vários, possui universalmente momentos muito próprios, quase únicos, de contato entre a mãe e o seu bebé. Desta maneira, cantar canções de embalar inscreve-se na singularidade desses momentos propiciadores do estabelecimento da ligação entre mãe e a criança. Neste artigo vou centrar-me no estudo da canção de embalar abordando quer a sua antiguidade e difusão por diferentes culturas, quer sobre algumas das características que fazem dela um género musical único com propósitos específicos.
- Embalar a cantar: características e efeitos da canção de embalarPublication . Castro, IsabelEntende-se que a música, em particular as canções de embalar, podem propiciar bem-estar às crianças pequenas e contribuir para fomentar laços de veiculação e de afeto com o adulto. O seu carácter dolente pode auxiliar não só a um adormecer mais rápido, como apaziguar situações críticas do bebé. Algumas das características musicais inerentes a este género vocal1, que se encontra em diferentes regiões do mundo, contribuem para esse resultado. Sendo um dos géneros vocais normalmente reconhecido por muitos, integra particularidades que o definem como uma melodia para acalmar e adormecer os bebés. Em outros cenários do passado, as canções destinadas ao embalo do bebé, eram cantadas pela voz materna e, por vezes, acompanhadas com instrumentos musicais, nomeadamente a lira. O ressoar do acompanhamento adensava o tom mavioso deste género musical e induzia tranquilidade, calma e doce sonolência à melodia. Estamos perante a génese do que se denomina de um género vocal, melhor talvez, literário-musical, designado de canção de embalar.
- O papel da música na reconstrução da história e da memória em comunidades migrantesPublication . Castro, IsabelOs diferentes percursos migratórios desenhados pelos goeses, quer antes da incorporação de Goa pela União Indiana (1961) quer com o fim da Guerra Colonial (1975), definiram espaços de acolhimento preferenciais na Europa e em África, nomeadamente em Portugal e Moçambique. Nas localidades de Catembe e Maputo (Moçambique) vivem dois grupos de uma comunidade de descendentes de goeses, sujeitos que fazem parte da nossa investigação desde 2010. Em Maputo, reside o grupo de indivíduos socialmente inscritos numa elite de certo modo privilegiada e na Catembe habita o grupo de goeses que se dedica sobretudo à pesca do camarão. Os momentos em que estes dois grupos se encontram são frequentemente marcados pela performance musical, como processo de reconstrução e rememoração do lugar de origem – Goa. No decorrer do nosso trabalho de campo, tivemos oportunidade de observar e acompanhar diversos eventos, nomeadamente os que se inserem nas festas de carácter religioso, como a Festa de São Pedro, que se realiza a 29 de junho na Catembe. Esta é dedicada ao padroeiro dos pescadores, incluindo diferentes momentos ritualizados que inscrevem a narrativa e a história de uma comunidade na diáspora: o lançar ao mar da coroa de flores em memória dos antepassados, a oferta de alimentos, os cânticos em konkani, são algumas práticas performativas que definem esses elementos identitários. Este trabalho procura, deste modo, partilhar a experiência de trabalho de campo realizada em Maputo e na Catembe, entre 2010 e 2012, e mostrar como, através da música, no quadro das festas religiosas, é possível rememorar e recontar uma história de migração.
- Vês, nós já cantávamos antes: a fotografia como memória da músicaPublication . Castro, IsabelDurante o trabalho de campo para doutoramento que tenho vindo a desenvolver desde 2010 no seio da comunidade goesa da Catembe e Maputo (Moçambique), a fotografia revelou-se um elemento importante na investigação enquanto mediadora na minha relação com os colaboradores e na compreensão de questões muitas vezes omissas no discurso oral. Foi a partir do recurso à fotografia e da sua visualização, que alguns dos meus colaboradores iniciaram as descrições sobre as práticas musicais, as festas e os rituais nos quais participam ou participaram no passado. Neste sentido, a fotografia preparou o cenário para a narrativa na qual a música que não se ouvia de alguma forma, se materializou a partir da evocação de memórias pessoais sugeridas pela imagem. A fotografia, enquanto documento de registo etnográfico, tem sido amplamente discutida sobretudo no quadro da antropologia. Já no início do século XX Malinowski abriu caminho para que a antropologia incorporasse a fotografia como elemento de análise e como forma de complementar a narrativa etnográfica. Lévi-Strauss ampliou esta função da fotografia atribuindo-lhe um papel documental como forma de preservação de instantes únicos permitindo recensear e analisar acontecimentos, objetos ou mesmo pessoas. Finalmente, a socióloga Ana Caetano refere-se à utilização da fotografia enquanto um instrumento com valor emocional, capaz de criar recordações de algo considerado significativo como marca de identidade pessoal ou colectiva. Porém, a relação da fotografia com a música parece ser ainda um aspeto pouco estudado, talvez pela aparente contradição entre a relação que ambas estabelecem com a noção de tempo: a música acontece no tempo de uma forma dinâmica enquanto a fotografia congela o tempo em que acontece estatizando-o, portanto. Nesta comunicação, pretendo mostrar de que forma o recurso à fotografia pode ajudar a mapear e a reconstruir a performance musical revertendo a aparente estaticidade do tempo instantâneo que representa, a partir dos testemunhos e da minha observação no quadro da comunidade goesa residente na Catembe e em Maputo.
- Ser goês fora de Goa: música e religião em viagemPublication . Castro, IsabelA festa de São Pedro na comunidade goesa da Catembe, Maputo.
- A construção da identidade musical de jovens que integram bandas filarmónicasPublication . Castro, IsabelEsta apresentação enquadra dois objetivos: o primeiro pretende descrever como a passagem de jovens, pelas Bandas Filarmónicas pode contribuir para a construção da sua identidade pessoal, musical e profissional; um segundo propósito observa como é realizada a integração da experiência musical de jovens que integram Bandas Filarmónicas, em diferentes contextos, nomeadamente quando inseridos no Ensino Superior Politécnico, na área da música. As Bandas Filarmónicas, no cenário português, são consideradas as primeiras escolas de música, permitindo que, de norte a sul do país, muitos jovens tivessem tido e tenham, acesso à prática de um instrumento musical. Várias gerações de atuais músicos tiveram como base de formação, uma Banda Filarmónica, onde aprender o solfejo era fundamental para ingressar neste género de organismo. Na atualidade, as Bandas Filarmónicas continuam a desempenhar um papel vital na formação cultural e musical de jovens, apresentando-se cada vez mais especializadas, quer no repertório musical, quer na qualificação individual de quem as frequenta.Deste modo, a partir do trabalho de campo, de entrevistas semi-estruturadas, da narrativa, de gravações e filmagens foi possível estabelecer percursos musicais e individuais, perceber as motivações culturais e familiares na escolha de um instrumento, enquanto elemento de uma Banda Filarmónica e a opção posterior em realizar um curso superior de música. Cruzando a minha experiência letiva, a investigação realizada sobre esta temática e o contato direto com jovens oriundos de Bandas Filarmónicas, pretende-se cruzar estes elementos e observar de que forma a identidade musical é reconstruída, quando integrados num curso de música no ensino politécnico. É igualmente propósito, neste documento, observar o desenvolvimento pedagógico e académico dos jovens oriundos das Bandas Filarmónicas.Pode concluir- se que a formação de um músico de Banda Filarmónica, o posterior ingresso num curso superior, se apresentam como fatores importantes para a alteração de diferentes paradigmas na construção de uma identidade profissional e na integração de outros saberes educativos.