Percorrer por autor "Rocha, Pedrina Pinto"
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- Neofobia alimentar em estudantes internacionaisPublication . Rocha, Pedrina Pinto; Ferro-Lebres, Vera; Fernandes, AntónioIntrodução: A literacia alimentar é fundamental para a saúde, é importante compreender os determinantes da alimentação e capacitar os jovens para as melhores escolhas alimentares. À medida que os jovens mudam de país com finalidade académica, podem enfrentar alguns desa-fios durante o processo de aculturação, entre eles a nível alimentar, podendo inclusive durante a transição sofrer efeitos negativos na saúde. Durante este processo existe o risco de desenvol-ver neofobia alimentar, que segundo a literatura, está associada a uma dieta pouco variada e a uma ingestão inadequada de nutrientes. Objetivos: Estudar a relação entre o score de neofobia alimentar e a qualidade da dieta em estudantes internacionais. Metodologia: Estudo transversal quantitativo observacional e analítico, foi usada uma amostra não probabilística composta por 377 alunos internacionais matriculados no Instituto Politécnico de Bragança. Os dados foram recolhidos em duas versões: presencial e online, nos idiomas Português e Inglês. Recolheram-se informações sociodemográficas e académicas. Foi utilizada a escala de neofobia alimentar (FNS) . Resultados: Foi observada uma associação (p-value = 0,001) entre o nível de neofobia alimen-tar e o continente de origem, em que os alunos europeus e asiáticos são menos neofóbicos do que os alunos oriundos da América e África. Também se verificou que este score aumenta significativamente com a idade (p-value = 0,031), mas não difere de forma estatisticamente significativa entre géneros (p-value= 0,212). Quando considerada a área científica de formação e a neofobia, verificou-se que os alunos da área da educação são menos neofóbicos do que os das restantes áreas (p-value = 0,000). Não se verificou associações estatisticamente significati-vas (p-value >0,05) entre o score de neofobia e as diferentes categorias de rendimento, origem do rendimento e o local das refeições dos alunos. Verificou-se que houve associações estatisti-camente significativas (p-value = 0,038) na frequência do consumo de bebidas alcoólicas e a o score de neofobia alimentar. Foram identificados três padrões alimentares. Os alimentos con-sumidos com menos frequência pelos neutros e neofílicos foram os frutos secos e sementes peixes e mariscos, produtos de pastelaria e bebidas alcoólicas e os consumidos com mais frequência foram o pão, frutas, arroz e massa, batata, leite, iogurte e ovos. Os classificados como neofóbicos consomem com menos frequência os produtos de pastelaria, batata, peixe e marisco e frutos secos e com mais frequência o pão, frutas, hortícolas, batata, carne brancas, leite iogurte e queijo. Conclusão: O estudo da neofobia alimentar é particularmente importante porque esta está as-sociada com as preferências e consumo alimentares e consequentemente com a qualidade da dieta. Uma vez que há estudos que defendem que a neofobia alimentar pode ser alterada, com-preender a complexidade das questões envolvidas, no momento das mudanças no processo de aculturação e os seus efeitos sobre as questões dietéticas é essencial para a implementação e promoção de mudanças positivas nos hábitos alimentares.
- Neofobia alimentar em estudantes internacionais de origem lusófona do ensino superiorPublication . Rocha, Pedrina Pinto; Ferro-Lebres, Vera; Fernandes, AntónioA comunidade lusófona partilha a língua e cultura portuguesa, mas existe diferenças significativas ao nível dos hábitos alimentares, tipos de alimentos, confeções etc. Nos estudantes de origem lusófona a mobilidade internacional é cada vez mais comum, no entanto o contacto com outra cultura alimentar pode despertar neofobia alimentar, e limitar a prática de uma alimentação saudável. Foi objetivo estudar a neofobia alimentar nesta população e conhecer quais os cofatores. Realizou-se um estudo transversal, numa amostra não probabilística de 180 alunos internacionais de origem lusófona, matriculados no Instituto Politécnico de Bragança. Foi observada uma associação entre a neofobia alimentar e o continente de origem. Os lusófonos do continente africano revelaram ser mais neofóbicos do que os do continente americano. A neofobia diminuiu significativamente com a idade, o género feminino apresentou um maior score de neofobia alimentar. Os alunos da área da saúde foram significativamente mais neofóbicos. Não houve correlação significativa entre a neofobia e a auto-perceção da dieta. Quanto maior a neofobia, menor foi a frequência de consumo de peixe, snack salgados e bebidas alcoólicas. Verificou-se que os alunos com um rendimento maior obtiveram um maior score de neofobia. O estudo da neofobia alimentar é importante porque esta parece influenciar as preferências alimentares e a frequência de consumo de alguns grupos de alimentos, e consequentemente a qualidade da dieta. Compreender a complexidade da mudança no processo de aculturação e os seus efeitos sobre a alimentação é essencial para a promoção de hábitos alimentares saudáveis.
- Neofobia alimentar em estudantes internacionais de origem lusófona do ensino superiorPublication . Rocha, Pedrina Pinto; Ferro-Lebres, Vera; Fernandes, AntónioA comunidade lusófona partilha a língua e cultura portuguesa, mas existe diferenças significativas ao nível dos hábitos alimentares, tipos de alimentos, confeções etc. Nos estudantes de origem lusófona a mobilidade internacional é cada vez mais comum, no entanto o contacto com outra cultura alimentar pode despertar neofobia alimentar, e limitar a prática de uma alimentação saudável. Foi objetivo estudar a neofobia alimentar nesta população e conhecer quais os cofatores. Realizou-se um estudo transversal, numa amostra não probabilística de 180 alunos internacionais de origem lusófona, matriculados no Instituto Politécnico de Bragança. Foi observada uma associação entre a neofobia alimentar e o continente de origem. Os lusófonos do continente africano revelaram ser mais neofóbicos do que os do continente americano. A neofobia diminuiu significativamente com a idade, o género feminino apresentou um maior score de neofobia alimentar. Os alunos da área da saúde foram significativamente mais neofóbicos. Não houve correlação significativa entre a neofobia e a auto-perceção da dieta. Quanto maior a neofobia, menor foi a frequência de consumo de peixe, snack salgados e bebidas alcoólicas. Verificou-se que os alunos com um rendimento maior obtiveram um maior score de neofobia. O estudo da neofobia alimentar é importante porque esta parece influenciar as preferências alimentares e a frequência de consumo de alguns grupos de alimentos, e consequentemente a qualidade da dieta. Compreender a complexidade da mudança no processo de aculturação e os seus efeitos sobre a alimentação é essencial para a promoção de hábitos alimentares saudáveis.
