Percorrer por autor "Paulo, Marta"
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- Prevalência de disfagia no idoso numa unidade de avc no norte de PortugalPublication . Pires, Patrícia; Alves, Isabel; Paulo, Marta; Machado, Carla; Meireles, Cláudio; Pires, Telma; Ad MédicA disfagia é uma complicação comum e significativa em idosos com AVC. A avaliação precoce da disfagia permite reduzir custos, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vi Determinar a prevalência de disfagia no idoso numa unidade de AVC; Comparar a prevalência de disfagia em duas faixas etárias distintas (65-79 anos e ≥ 80 anos). Material e métodos: Estudo descritivo-correlacional de natureza quantitativa. A amostra inclui 163 idosos (53.4% do sexo feminino) de uma unidade de AVC do Norte de Portugal com idades entre os 65 e os 100 anos (Média = 80.1, DP = 7.9): 74 (45.4%) entre os 65-79 anos e 89 (54.6%) entre os 80-100 anos. O protocolo de recolha de dados incluiu a idade, sexo, dias de internamento, tipo de AVC, destino após a alta clínica e a escala Gugging swallowing screen (GUSS) aplicada no momento da admissão e na alta clínica. Os testes estatísticos realizados foram os testes de McNemar-Bowker e de independência do Qui-quadrado. Nível de significância de 5%. Software: SPSS - versão 29. Resultados: A prevalência de disfagia na admissão foi de 75.5%: 40.5% tinham disfagia moderada e 35.0% tinham disfagia grave. A prevalência de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissão para 45.7% na alta (p < 0.001). A percentagem de idosos com disfagia moderada diminuiu de 42.4% para 26.5% e a percentagem de idosos com disfagia grave diminuiu de 32.5% para 19.2%. A prevalência de disfagia é mais alta nos idosos com 80 ou mais anos do que nos 65-79 anos. As diferenças são próximas da significância estatística na admissão (80.2% vs 68.6%, p = 0.072) e não são significativas no momento da alta (50.6% vs. 40.0%, p = 0.127). A prevalência de disfagia diminuiu significativamente em ambos os grupos etários: no grupo de 65-79 anos de 68.6% para 40.0% (p < 0.001) e no grupo com 80 ou mais anos de 80.2% para 50.6% (p < 0.001). Discussão/Conclusões: A prevalência de disfagia na admissão foi de 75.5%, embora tenha sido mais alta entre os idosos com 80 anos ou mais em comparação com os de 65-79 anos na admissão. A prevalência de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissão para 45.7% na alta (p < 0.001). Estes resultados vão de encontro a Teasell et al. (2018), que referem que nas primeiras semanas após AVC existe recuperação da deglutição, mas cerca de 11 a 50% mantêm disfagia até 6 meses. É crucial que os profissionais de saúde compreendam a complexidade do envelhecimento e sua relação com a disfagia pós AVC. Os programas de reabilitação direcionados à disfagia são fundamentais para melhorar a deglutição do idoso e a sua funcionalidade global.
- Relação entre tipos de avc e a recuperação funcional dos doentes numa unidade de avc no norte de PortugalPublication . Alves, Isabel; Machado, Carla; Pires, Telma; Pires, Patrícia; Paulo, Marta; Enfermagem de ReabilitaçãoO Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade a nível global, com impacto significativo na função neurológica. As principais alterações verificam-se ao nível da força muscular, equilíbrio e marcha, comprometendo a mobilidade e a capacidade do indivíduo para a realização das AVDs. Objetivos: Analisar a relação entre o tipo de AVC e a força muscular, equilíbrio e deambulação na admissão e alta clínica; avaliar a associação entre a idade e a evolução da força muscular, equilíbrio e deambulação, nos diferentes grupos etários. Material e Métodos: Estudo descritivo-correlacional de natureza quantitativa. A amostra inclui 185 doentes (49.2% sexo feminino) com idades entre os 28 e os 100 anos (Média = 75.1, DP = 13.4): 18.4% com menos de 65 anos, 37.8% entre os 65 e os 79 anos e 43.8% com 80 ou mais anos, no período de 01 janeiro a 30 de setembro de 2023. Relativamente ao tipo de AVC, predominam os TACI (46.5%), seguindo-se os PACI (25.9%), POCI (17.8%) e LACI (9.7%). O protocolo de recolha de dados incluiu a idade, sexo, dias de internamento, tipo de AVC, destino após a alta clínica, escala de Council (MRC scale) e índice de Tinetti aplicados na admissão e na alta. Os testes estatísticos realizados foram os testes Wilcoxon, Kruskal-Wallis, McNemar-Bowker e independência do Qui-quadrado. Nível de significância de 5%. Software: SPSS - versão 29. Resultados e Conclusões: Este estudo investigou a associação entre a força muscular, equilíbrio e deambulação pós- AVC, com foco nas diferenças relacionadas ao tipo de AVC e à idade. Os resultados revelaram que a força muscular do membro superior (MS) e do membro inferior (MI) aumentou significativamente em todos os tipos de AVC (p < 0.05), com diferenças significativas na força muscular do MS nos doentes com POCI enquanto os PACI mostraram a menor força muscular. No entanto, não houve diferenças significativas na força muscular do MI entre os tipos de AVC, tanto à entrada como na alta (p > 0.05). A percentagem de doentes com equilíbrio aumentou significativamente em todos os tipos de AVC: TACI de 25.6% para 57.0% (p < 0.001), POCI de 33.3% para 72.7% (p < 0.001), PACI de 27.1% para 62.5% (p < 0.001) e LACI de 27.8% para 77.8% (p = 0.002). A percentagem de doentes que deambulavam aumentou significativamente em todos os tipos de AVC: TACI de 30.2% para 57.0% (p < 0.001), POCI de 42.4% para 72.7% (p = 0.001), PACI de 39.6% para 56.3% (p = 0.010) e LACI de 44.4% para 83.3% (p =0.008).Quanto à idade, observou-se que os doentes com 80 anos ou mais anos apresentaram menor força muscular nos MS e MI em comparação com os mais jovens (p < 0.05). Embora a força muscular tenha aumentado significativamente em todos os grupos etários (p <0.01), a percentagem de doentes com equilíbrio e que deambulam, diminuiu com o aumento da idade (p <0.05). Os resultados deste estudo sugerem que, independentemente do tipo de AVC, intervenções de reabilitação eficazes podem levar a melhorias significativas na força muscular, equilíbrio e deambulação, embora a idade seja um fator a considerar na avaliação da recuperação funcional.
- Relato de caso: incontinência fecalPublication . Pires, Telma; Magalhães, Bruno; Rodrigues, Vítor; Barroso, Isabel; Paulo, Marta; Carvalho, Diana; Marques, Maria Helena; Pires, PatríciaO objetivo do estudo foi avaliar a eficácia de um programa de reabilitação dos Músculos do Pavimento Pélvico (MPP) para superar a Incontinência Fecal (IF). Metodologia: estudo de caso com uma participante de 64 anos, professora, autónoma, com diagnóstico de IF devido a sequela de cirurgia a prolapso retal. Realizou-se um programa de Treino dos Músculos do Pavimento Pélvico (TMPP), de uma sessão/semana, durante 16 semanas, supervisionado por Biofeedback anorretal. Cada sessão demorou 45 minutos, dos quais 20 minutos para TMPP e o restante para o exame físico, terapia manual, massagem e ensinos/registos da doente: diário de sintomas, supervisão da gestão da alimentação, treino intestinal, técnicas/posturas de defecação e suporte emocional. Na primeira sessão (T0) e na última (T1), foi ainda efetuado a anamnese, Índice de Wexner, Bristol Stool Form Scale (BSFS) e Fecal Incontinence Quality of Life (FIQL). Os resultados evidenciaram ganhos na força dos MPP, que evoluíram de grau 2 para 4 na escala de Oxford modificada; na qualidade de vida (QdV), ausência de perdas fecais, as fezes passaram de consistência tipo 2 para 4 na BSFS. Conclusão: o programa de reabilitação uropélvica, mostrou-se eficaz na reeducação dos MPP e melhorou significativamente a QdV da participante. PALAVRAS-CHAVE: incontinência fecal; reabilitação pélvica; treino dos músculos do pavimento pélvico.
