Browsing by Author "Oliveira, Isabela Santana"
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- Qualidade de vida relaciona à saúde de pacientes submetidos a cirurgia cardíaca de troca valvar múltipla com implante de próteses mecânica e biológicaPublication . Martins, Letícia Mansano; Souza, Matheus Nascimento; Alves, Marcos Eduardo dos Santos; Oliveira, Isabela Santana; Novo, André; Dessotte, Carina Aparecida MarostiDesde o pré-operatório, o paciente com valvopatia é exposto a tomada de decisão complexa sobre a valva (biológica ou mecânica) a ser substituída. Essa decisão repercute diretamente na rotina e estilo de vida, com consequências a longo prazo. Em casos de substituição de múltiplas valvas, pode haver a necessidade de implante concomitante de ambos os tipos de próteses. Isso impacta no prognóstico do paciente e na percepção de qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). Dessa forma, pacientes submetidos a procedimentos mais complexos, podem se beneficiar de forma significativa da reabilitação cardíaca (RC), uma vez que irão enfrentar maiores repercussões físicas e psicológicas (1-2). Discutir casos de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca de troca valvar múltipla com implante de próteses mecânica e biológica, e seu o impacto sobre a QVRS e RC no pré-operatório, seis e doze meses após a cirurgia. Relato de caso de três pacientes de cirurgia cardíaca de multivalvar com implante simultâneo de próteses mecânica e biológica. Os dados foram coletados nas enfermarias e ambulatório de um hospital universitário no Brasil, por meio de entrevistas individuais e consulta aos prontuários no pré-operatório e pós-operatório (seis e doze meses). Foram coletadas dados sociodemográficos, clínicos, evolução pós-operatória, QVRS e impacto da valvopatia no cotidiano. A QVRS foi avaliada pelo Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36) (3), composto por oito domínios com pontuação de 0 a 100, em que valores mais altos indicam melhor percepção de saúde. O impacto da valvopatia foi mensurado pelo instrumento “Impacto da Doença no Cotidiano do Valvopata – IDCV” (4), com escore geral de 14 a 350 pontos, em que valores mais altos indicam percepção negativa. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Foram realizadas análises descritivas de frequências para variáveis categóricas e de tendência central e dispersão para variáveis numéricas. Pacientes do sexo feminino, com média de 51 anos, maioria solteiras, escolaridade média de 8 anos, sem atividade profissional e renda familiar média de 1,7 salários-mínimos. Em todos os casos, as valvas mitral, aórtica e tricúspide foram substituídas, em reoperações, com implante de próteses biológicas e mecânicas, escolhidas pelos pacientes com orientação médica. Os pacientes apresentaram comorbidades como dislipidemia, hipertensão, insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, além de complicações pós-operatórias até seis meses, incluindo hemorragia, infecção respiratória e reabordagem cirúrgica, com apenas um caso de reinternação em doze meses por troca de marca-passo e anemia. Na avaliação da QVRS pelo SF-36, verificou-se que os escores apresentaram variações discretas entre os três momentos avaliados, com tendência de melhora em domínios como "Capacidade Funcional" e "Aspectos Sociais", enquanto "Dor" e "Aspectos Físicos" oscilaram ao longo do seguimento. Em relação ao IDCV, os resultados indicaram impacto moderado da doença no cotidiano, com pior percepção no período de seis meses, sobretudo nos domínios sociais e emocionais, seguido de melhora parcial aos doze meses. O escore total acompanhou essa tendência, reforçando que, apesar da complexidade cirúrgica, houve adaptação progressiva dos pacientes ao longo do tempo. Esses resultados ressaltam a importância da reabilitação cardíaca como estratégia para potencializar ganhos funcionais e psicossociais após a cirurgia multivalvar.
- Valvopatia e qualidade de vida: evolução de pacientes submetidos à cirurgia de troca valvarPublication . Martins, Letícia Mansano; Souza, Matheus Nascimento; Oliveira, Isabela Santana; Novo, André; Dessotte, Carina Aparecida MarostiExistem poucos de estudos que mensuram, de forma longitudinal, a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) e o impacto da valvopatia no cotidiano dos pacientes. Avaliar esses indicadores, durante o primeiro ano de reabilitação, é particularmente relevante, pois corresponde ao período em que os pacientes vivenciam a fase crítica de adaptação às repercussões físicas, emocionais e sociais da intervenção cirúrgica. Essa análise permite identificar as principais dificuldades enfrentadas, possibilitando o desenvolvimento de estratégias de cuidado mais individualizadas e eficazes pelas equipes multiprofissionais, promovendo a reabilitação cardíaca (RC) desses pacientes (1-2). Comparar a qualidade de vida relacionada à saúde e o impacto da valvopatia no cotidiano dos pacientes submetidos a cirurgias para troca valvar, no pré-operatório, seis e doze meses após a cirurgia. Estudo observacional, analítico e longitudinal realizado em um hospital universitário no Brasil. Amostra não probabilística, consecutiva, constituída por pacientes de ambos os sexos, maiores de idade, submetidos a cirurgia de troca valvar cardíaca. Realizado entrevistas individuais e consulta aos prontuários. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos, evolução pós-operatória, QVRS e impacto da valvopatia no cotidiano no pré-operatório, seis e doze meses após a cirurgia. A QVRS foi avaliada pelo Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36) (3), composto por oito domínios com pontuação de 0 a 100 (maiores valores indicam melhor avaliação). O impacto da valvopatia foi mensurado pelo “Impacto da Doença no Cotidiano do Valvopata – IDCV” (4), com escore geral de 14 a 350 pontos (maiores valores indicam maior percepção negativa). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram analisados descritivamente e para a comparação das medidas da QVRS e impacto da valvopatia nos três momentos, foi utilizado o teste de Friedman. Nível significância adotado foi de 0,05. Participaram 34 pacientes, maioria mulheres, com média de 55 anos, com companheiro, inativas, escolaridade média de 7 anos e renda familiar entre 2 e 3 salários-mínimos brasileiros. A hipertensão arterial foi a comorbidade mais prevalente, seguida por arritmias, dislipidemias e diabetes mellitus. As cirurgias mais realizadas foram implante de próteses metálicas e biológicas, com acometimento predominante das valvas mitral e aórtica. A maioria dos pacientes foi submetida à primeira cirurgia e 79% participaram da escolha da prótese com orientação médica. Foi possível observar o efeito do tempo na avaliação da QVRS dos pacientes nos três períodos. O teste de comparações múltiplas mostrou diferenças estatisticamente significantes nos valores dos domínios “Capacidade Funcional” e “Aspectos Físicos”, refletindo melhora entre o pré-operatório e doze meses. O domínio “Estado Geral de Saúde” mostrou diferença estatisticamente significante, com melhora entre o pré-operatório e seis meses. Para os domínios “Dor”, “Vitalidade” e “Aspectos Emocionais”, apesar do teste de Friedman indicar diferença global significativa, as comparações múltiplas não mostraram diferenças entre os tempos, sugerindo variação geral sem distinção estatística entre períodos específicos. Não houve diferença significante no escore do IDCV. Os resultados obtidos oferecem evidências relevantes para subsidiar o planejamento da RC, orientando a elaboração de estratégias multiprofissionais que considerem as necessidades desses pacientes, contribuindo para reintegração às atividades cotidianas.
