Percorrer por autor "Neves, Carla Alexandra Ferreira"
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- Avaliação e intervenção familiar segundo modelo Calgary a três famílias utentes de um centro de saúde do Nordeste de Portugal: estudo de casoPublication . Neves, Carla Alexandra Ferreira; Brás, Manuel AlbertoAs boas práticas no âmbito da saúde familiar desenvolvem-se em torno de modelos, teorias e instrumentos de avaliação essenciais à enfermagem neste contexto. Após a avaliação o enfermeiro e a família decidem sobre a intervenção (Wright e Leahey, 2009). O Modelo Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar (MCAIF) (Wright & Leahey, 2012) surge para atender à necessidade de investigar as famílias, descrevendo as dimensões: estrutural, desenvolvimental e funcional. Compreender e estabelecer proximidade junto das famílias é uma vantagem do enfermeiro de família, o que lhes permite prestar cuidados direcionados e avaliar a família enquanto sistema funcional (Figueiredo, 2012). São objetivos do estudo: avaliar, identificar áreas (de atenção alteradas) e estabelecer um plano de intervenção para minimização dos problemas identificados. Metodologia: Foi usado o estudo de caso como estratégia metodológica e o MCAIF como referencial teórico. O estudo foi realizado em contexto de uma UCSP e para a colheita de dados recorremos a entrevistas dirigidas às famílias e análise de dados constantes nos aplicativos informáticos resultantes de registos do enfermeiro de família. A aplicação do modelo permitiu realizar as análises familiares levantando os principais itens relativos à estrutura (interna e externa – Genograma e Ecomapa), desenvolvimento (Ciclo de Vida de Duvall) e funcionamento (APGAR Familiar). Foram analisados os dados obtidos, identificados e elaborados diagnósticos de enfermagem e propostas de intervenções segundo o Modelo. Resultados e Discussão: A família “Andrade”, composta por mãe e filha, mantém com a família alargada uma relação conflituosa. Família na etapa do ciclo vital familiar “Família idosa” e com score 7 na escala de APGAR familiar o que nos sugere uma família altamente funcional. No entanto é uma família com graves problemas de comunicação e socialização familiar. A família “Barros” é uma família constituída por cinco elementos, pai, três filhos e neto, tendo como família alargada um quarto filho, e mãe, com quem mantém relação conflituosa. Segundo o ciclo vital familiar situa-se na etapa “Famílias com crianças em idades pré-escolar” e com score de 4 na escala de APGAR familiar o que nos sugere uma família moderadamente (dis)funcional. Família com problemas de comunicação, e socialização familiar. A família “Castro”, é composta por cinco elementos, casal, a filha do casal e a sua avó e o enteado do pai e família alargada os tios do pai. Segundo o ciclo vital familiar situa-se na etapa “Famílias com crianças em idades pré-escolar”, e com score 9,75 na escala de APGAR familiar o que nos sugere uma família altamente funcional. A família tem criança menor totalmente dependente, do que resulta problemas de comunicação e socialização familiar. Delineamos intervenções para a gestão de conflitos provocados pela comunicação (sua ausência e forma de comunicar), cuidados e ensinos à família no sentido da otimização do ambiente físico tendo em conta os recursos e competências da família e comunidade. A relação familiar é sempre beliscada quando a comunicação familiar está comprometida, o foco de atenção dos intervenientes é a melhoria dos aspetos comunicacionais da pessoa “comprometida” e da família (Carvalho, 2012). Face aos diagnósticos comuns, as intervenções de enfermagem e da equipa multiprofissional assentaram na promoção da comunicação e (re)socialização familiar, facilitando, encorajando e providenciando mecanismos facilitadores da manutenção da comunicação e (re)socialização familiar, encorajando a expressão de sentimentos e expectativas dos membros. Relativamente à socialização familiar comprometida, os sintomas negativos das pessoas portadoras de doença podem promover a falta de vontade e por reação tendem para a conflitualidade dentro da família (Carvalho, 2012). Face à socialização familiar, procuramos uma intervenção relativa à gestão de conflitos e uma (re)socialização mais efetiva, fornecendo apoio familiar na procura de informação e recursos externos disponíveis, auxiliando as famílias no acesso ao apoio social. Referimos só os focos transversais detetados, que englobaram os domínios cognitivo, comportamental e afetivo, centradas na capacitação da família e na mobilização de recursos da família e comunidade. Conclusões: Foi possível evidenciar que a aplicação do MCAIF possibilita uma abordagem aprofundada sobre a estrutura, o desenvolvimento e o funcionamento familiar, o que se configura como uma ferramenta efetiva para identificar diagnósticos e intervenções na família. Face aos diagnósticos, procuramos intervir, envolvendo as famílias tendo em conta seus valores e crenças. A intervenção precoce, potencia a promoção, a autonomia e funcionamento familiar.
- Prevalência de dor, interferência funcional e sua relação com variáveis clínicas: um estudo em doentes renais crónicos em tratamento de hemodiálisePublication . Neves, Carla Alexandra Ferreira; Baptista, GoreteA dor é um sintoma frequente nos doentes renais crónicos que fazem hemodiálise como tratamento de substituição da função renal, os quais referem sentir diferentes tipos, de dor, de intensidade e de localização variáveis. Objetivos: O objetivo geral do presente estudo foi avaliar a prevalência da dor e interferência funcional em doentes renais crónicos em tratamento de hemodiálise e a sua relação com variáveis clínicas. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal analítico, de abordagem quantitativa, numa amostra de 140 indivíduos com doença renal crónica e que efetuam tratamento de hemodiálise como meio de substituição renal. Como instrumento de recolha de dados utilizou-se um questionário, repartido em três partes: caracterização de variáveis sociodemográficas e variáveis clínicas do doente renal crónico em programa de hemodiálise e o inventário “Brief Pain Inventory- Short Form” (BPI). Este inventário é formado por 15 itens que avaliam a existência, severidade, localização, interferência funcional, estratégias terapêuticas aplicadas e eficácia do tratamento da dor. Resultados: Amostra na sua maioria de homens (62,9%), com idades entre os 51 e 80 anos (63,6%), com manifestação de dor durante a HD (57,86%) e com perceção de dor que persiste no domicílio. 42,9% referiram dor máxima (6 a 10) na última semana e a maioria (82,9%) recorreu ao paracetamol para o alívio da dor, com apenas 20% a referir alívio total. Verificaram- se algumas relações estatisticamente significativas (p<0,05): quem realiza hemodiálise há mais tempo é mais suscetível de apresentar dor não comum, com persistência no domicílio; menos tempo em tratamento maior interferência da dor nas atividades de vida diária; doentes com cateter venoso central referem mais queixas quanto à interferência nas atividades de vida diária e no trabalho normal. Conclusão: A dor não comum é prevalente entre os pacientes hemodialisados. Os resultados destacam a importância de uma abordagem interdisciplinar para a prevenção, tratamento e alívio da dor nesses pacientes, usando, além de terapias farmacológicas, também não-farmacológicas, tais como a fisioterapia e terapia ocupacional.
- Relação entre variáveis clínicas e a dor percecionada por doentes renais crónicos em tratamento de hemodiálisePublication . Neves, Carla Alexandra Ferreira; Baptista, GoreteA dor é um sintoma frequente nos doentes renais crónicos (DRC) que fazem hemodiálise (HD) como tratamento de substituição da função renal, os quais referem sentir diferentes tipos de dor, com intensidade e localização variáveis. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a prevalência da dor em doentes renais crónicos em tratamento de hemodiálise e sua relação com variáveis clínicas. É um estudo transversal analítico, numa amostra de 140 indivíduos em tratamento de HD. Recolha de dados por questionário, incluindo variáveis clínicas e o inventário “Brief Pain Inventory- Short Form”, com 15 itens-avaliam a existência, severidade, localização, interferência funcional, estratégias terapêuticas aplicadas e eficácia do tratamento da dor. Verificou-se que a prevalência da dor sentida na última semana é significativa para a maioria dos DRC (65% em 100%), enquanto no momento da aplicação do inventário, 80% afirmou não ter dor. Ainda, quem realiza HD há mais tempo é mais suscetível à dor não comum, sendo que a maioria dos DRC refere que a sente durante o tratamento e se prolonga no domicílio.
