Percorrer por autor "Neto, Alexandra"
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- Apoio à família no processo terapêutico do doente esquizofrénicoPublication . Neto, Alexandra; Anes, Eugénia; Brás, Manuel Alberto; Geraldes, Maria de Fátima; Praça, Maria Isabel FernandesA doença mental está ainda hoje carregada de crenças e preconceitos, devidas essencialmente ao medo do desconhecido, verificado na abordagem familiar, muitas vezes sem conhecimentos e preparação, principalmente quando se fala de esquizofrenia. A esquizofrenia é uma perturbação mental grave caracterizada por uma perda de contacto com a realidade, alucinações, delírios, pensamento anormal e alteração do funcionamento social e laboral. Esta é uma condição, que na maioria das vezes, deixa a família perplexa, sem saber como agir perante este diagnóstico. As doenças mentais, afetam países ricos e pobres que, pela sua duração evoluem para a cronicidade. De acordo com a pesquisa efetuada, a esquizofrenia atinge diretamente cerca de 0,7-1% da população, tem um curso variável, ocorrendo a recuperação sintomática e social em apenas cerca de 25% a 30% dos casos. É fulcral promover informação, esclarecendo e educando a família no sentido de diminuir o estigma social e promover o sucesso do tratamento e qualidade de vida destes doentes. Este estudo pretendeu constituir um contributo para sensibilização dos enfermeiros face à importância do apoio prestado à família, que desempenha um papel ativo no processo terapêutico do doente esquizofrénico. Desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa do tipo exploratório-descritivo, com recurso à aplicação de questionários aos Enfermeiros de um Departamento de Saúde Mental e Psiquiátrica, para avaliar a sua atuação em relação ao apoio prestado aos familiares dos doentes internados. Nos conteúdos de esclarecimento sobre o tratamento foram evidenciados, os direitos e deveres dos doentes, a adesão e os efeitos adversos da terapêutica, o controlo de crises e terapias complementares. Relativamente aos apoios na comunidade para com o doente e família, os resultados mostram alguma falta de recursos humanos, necessários para dar resposta às necessidades manifestadas ao nível do apoio e intervenção face à reinserção social. Sendo os enfermeiros os principais agentes promotores de saúde e responsáveis pelo fornecimento de informação esclarecida, este estudo é testemunho de que os altos índices de controlo encontrados, são resultado da intervenção dos profissionais de enfermagem junto das famílias destes doentes.
- Diabetes literacy among higher education studentsPublication . Neto, Alexandra; Pinheiro, Marco; Galvão, Ana Maria; Gomes, Maria JoséLiteracy in diabetes appears to be one of the key tools to combat the increasing prevalence of this chronic disease that has grown exponentially over the years and globally at national level. This study aimed to evaluate the level of literacy in diabetes among students and provide guidelines for proposing an intervention project among this community. The specific objectives were: validate the Diabetes Knowledge Questionnaire (DKQ); and relate the levels of knowledge about diabetes with the socio-demographic and clinical variables. The sample comprises 432 higher education students who replied to the questionnaire in the period between February 15 and March 18, 2016. It was found that the DKQ (Sousa, 2003) that evaluates the knowledge of people about diabetes and its treatment seems to be acceptable for the general population and the two-dimensional model obtained from the confirmatory factor analysis revealed good levels of adjustment (CMIN/ DF=1.645, CFI=0.983, NFI=0.959, TLI=0.979, PCFI=0.803, RMSEA=0.039). The results showed a low level of literacy about diabetes and that there is a need for investment in community education projects to increase literacy about diabetes.
- Literacia em diabetes nos alunos do ensino superior público do concelho de MirandelaPublication . Neto, Alexandra; Mata, Maria Augusta; Brás, Manuel AlbertoA literacia em diabetes parece ser uma das ferramentas fundamentais para combater o aumento de prevalência desta patologia crónica que tem crescido exponencialmente ao longo dos anos quer a nível mundial, quer a nível nacional. Com este estudo pretendeu-se avaliar o nível de literacia em diabetes nos estudantes do ensino superior público do concelho de Mirandela, para, em consequência, fornecer algumas diretrizes para a proposta de um projeto de intervenção nesta comunidade. Teve como objetivos específicos: validar o questionário dos conhecimentos da Diabetes (QCD); relacionar os níveis de conhecimento sobre diabetes com as variáveis sociodemográficas e clinicas. A amostra estudada compreende 432 alunos do ensino superior público do concelho de Mirandela que reponderam ao questionário no período de 15 de fevereiro a 18 de março de 2016. Verificou-se que a aplicação do questionário dos conhecimentos da diabetes (QCD; Sousa & McIntyre, 2003) que avalia os conhecimentos das pessoas acerca da diabetes e seu tratamento, parece ser aceitável na população em geral e o modelo bidimensional obtido com a análise fatorial confirmatória revelou bons índices de ajustamento. Os resultados indicaram um reduzido nível de literacia em diabetes na amostra de participantes e o seu desconhecimento está associado a mitos e falsos conceitos mais do que a incerteza; que o conhecimento na dimensão duração da doença era maior que na dimensão conhecimento global da diabetes (causas, controlo, tratamento e complicações); os alunos mais novos possuem mais conhecimento sobre a diabetes, o género feminino parece revelar maior conhecimento do que o masculino, que os alunos que residem no concelho de Mirandela apresentam menor conhecimento do que os restantes e que os alunos que possuem e residem com familiares com diabetes possuem mais conhecimento do que os outros, embora apresentem igualmente elevado desconhecimento por mitos e falsos conceitos. Conclui-se que existe uma necessidade de aposta em projetos educacionais comunitários para aumentar a literacia em diabetes.
- Medicamento: segurança no circuito …um passo para o êxitoPublication . Brás, Manuel Alberto; Neto, Alexandra; Anes, EugéniaA indústria farmacêutica, e intermináveis equipas de pesquisa, estão em permanente e incessante procura de novos e diferentes fármacos, que possam trazer réstia de esperança aos doentes. O aparecimento constante de novos e diferentes fármacos, pode sem dúvida potenciar e agudizar o erro, muito particularmente os relacionados com a sua administração. Os erros ocorrem em diferentes contextos; hospital,centros de saúde, unidades de cuidados continuados, lares e domicílios. Sabemos, que muitas vezes o utente, tem alta hospitalar com a prescrição de um grande número de medicamentos necessários à continuidade do seu tratamento e na sequência da (in) observância de factores vários acabam ocorrendo erros na sua manipulação e administração. A ocorrência de erros no circuito da medicação, sendo da responsabilidade de todos os profissionais de saúde, assume particular responsabilidade o enfermeiro, no âmbito da administração no domicílio, tem relação com o trabalho deste profissional, uma vez que é da sua competência e responsabilidade, educar o utente ou família, para o uso correto dos medicamentos após a alta hospitalar. Neste sentido, defendemos a aplicação da regra dos cinco certos, como protocolo, observação feita por diversos autores e investigadores, como um dos guias de boas práticas, condutores no processo de administração de medicamentos.
- Medicamento: segurança no circuito...um passo para o êxitoPublication . Neto, Alexandra; Brás, Manuel Alberto; Anes, EugéniaO aparecimento diário de infinitos fármacos, o incomensurável avanço tecnológico e da indústria farmacêutica, faz da administração medicamentosa uma empreitada que requer por parte dos profissionais de saúde uma atenção e sentido de responsabilidades acrescidas. Assim conhecimentos farmacológicos, de anatomia, fisiologia e capacidades técnicas, alusivos ao circuito do medicamento e estabelecimento de protocolos, são imperativas prioridades na formação académica/profissional do enfermeiro. A falta de competências profissionais no acondicionamento, protocolos e administração de medicamentos pode e tem tido no utente, não raras vezes reacções indesejadas, por vezes mortais.
- Perceção do estado de saúde dos utentes em cuidados de saúde primáriosPublication . Praça, Maria Isabel Fernandes; Brás, Manuel Alberto; Anes, Eugénia; Geraldes, Maria de Fátima; Neto, AlexandraA saúde é um conceito globalizante, integra várias áreas do conhecimento, social, económico, político, cultural e humano, pois pressupõe um conceito holístico da pessoa. Segundo Albuquerque e Matos (2006) saúde é um desafio, um conceito dinâmico, difícil de definir e medir. Pode dizer-se que é um estado, uma qualidade de vida influenciada por múltiplos fatores ou físicos, mentais, sociais, económicos e ambientais. A avaliação da qualidade de vida começa assim a fazer parte da prática clínica, para medir problemas que interferem no bem-estar e na vida dos doentes, constituindo-se como medidas efetivas para a avaliação terapêutica de doentes e de grupos de doentes (Anes & Ferreira, 2009). Pretendeu-se, avaliar a perceção do estado de saúde nos indivíduos utentes em cuidados de saúde primários, através da aplicação do Instrumento de Avaliação de Saúde (SF-36 v2). Estudo não experimental, analítico e transversal, desenvolvido com uma abordagem quantitativa, utilizando um instrumento genérico de avaliação da Qualidade de Vida - SF 36. A colheita de dados foi efetuada em julho 2010 aos utentes maiores de 18 anos que frequentam os Centros de saúde de um ACES. A amostra é maioritariamente do sexo feminino (71,4%) e a idade oscila entre 18 e 90 anos. A maioria é casada (61,8%), 46,8 % possui abaixo do ensino básico, maioritariamente com rendimentos familiares inferiores a 1000 €. Os resultados demonstram um impacto negativo de algumas variáveis sociodemográficas e clínicas ao nível da perceção do estado de saúde, mais concretamente o sexo, a idade, o estado civil, a escolaridade, o grupo profissional e situação profissional, o rendimento familiar e a atividade física. A maioria dos inquiridos (51,7%) apresenta alto nível de perceção do estado de saúde. Numa análise dimensional os inquiridos apresentam maiores pontuações na dimensão funcionamento físico (74,9) e desempenho emocional (71,7). É reconhecida a importância deste indicador quer ao nível da decisão clínica quer ao nível da gestão dos cuidados, pelo que se sugere a sua utilização, como indicador de excelência na prestação/gestão dos cuidados de saúde.
- Percepções sobre a morte e o morrer em estudantes de saúdePublication . Neto, Alexandra; Neto, Félix; Costa, Patrício; Gomes, Maria José; Galvão, Ana MariaA morte acompanha a vida do ser vivo, mas a vivência desta sofreu alterações ao longo da história humana comunitária. A forma como tem sido percecionada e as diversas respostas face à mesma têm sido motivo de estudo nas diversas áreas da saúde. Objetivos: Saber quais os níveis de medo dos estudantes da área da saúde face à morte e ao processo de morrer de si próprio e dos outros e que diferenças são apresentadas entre os estudantes de diferentes cursos da saúde, idade e género. Métodos: Estudo de natureza quantitativa, analítica e transversal, onde se aplicou a escala de avaliação do medo da Morte de Collett Lester numa amostra de 312 estudantes de Saúde, com idade média de 21 anos (DP = 3,82), 84.9% do género feminino. Foi realizada para as variáveis uma análise estatística descritiva, coeficiente de correlação de Pearson e testes t de Student e One-Way Anova. Resultados: Todos os participantes apresentaram medo moderado-alto da morte e processo de morrer, tendo-se verificado que a pontuação se encontra mais elevada na subescala medo da morte e processo de morrer dos outros. Os resultados indicaram a inexistência de uma correlação estatisticamente significativa entre a idade e o medo da morte e do processo de morrer. Embora no estudo os resultados revelarem uma diferença entre os participantes dos cursos de Enfermagem e Nutrição e Dietética e o nível de medo da morte e do processo de morrer e na subescala medo do processo de morrer próprio, embora o eta quadrado determinado revelou uma magnitude de efeito reduzida. Neste estudo verificou-se também a existência de uma diferença estatisticamente significativa de medo da morte e do processo de morrer entre os participantes do género feminino e masculino com elevada magnitude de efeito, sendo mais elevada no género feminino do que no género masculino Conclusões: Relevância no contributo para a reflexão social e científica sobre a importância de se delinearem programas de desenvolvimento de competências para gestão emocional associada à morte e processo de morrer.
- Perfumes de cores da sexualidade na adolescência: a ótica do profissional de enfermagem dos cuidados de saúde primáriosPublication . Neto, Alexandra; Anes, Eugénia; Brás, Manuel Alberto; Brás, Maria de Fátima; Praça, Maria Isabel FernandesA temática reveste-se de particular interesse, na medida em que é um dos domínios, onde se encontram de forma muito vincada e entrelaçados aspetos de ordem biológica, psicológica e sociocultural, cuja influência é determinante de atitudes e comportamentos. Objetivos: Identificar conhecimentos e opiniões dos enfermeiros dos CSP, face à sexualidade dos adolescentes. Método: Investigação observacional, estudo descritivo, transversal, metodologia quantitativa, amostragem probabilística, amostra aleatória simples. Usado questionário em 1735 enfermeiros que exercem atividade em CSP em Portugal.
- Prazer, contracepção e planeamento familiar na adolescência - a perspectiva do enfermeiro dos cuidados de saúde primários português!Publication . Brás, Manuel Alberto; Anes, Eugénia; Neto, Alexandra; Brás, Maria de Fátima; Praça, Maria Isabel FernandesO Homem desde sempre procurou conhecer os seus mecanismos biológicos, numa busca contínua de mais poder e maior bem-estar. No trilhar deste caminho, um dos marcos mais notáveis da ciência médica, foi a capacidade de interferir na biologia da reprodução. A habilidade de intervir nas funções biológicas, reflectiu-se no dimensionamento da célula familiar, sofrendo enormes e profundasalterações, espelhadas e reflectidas no tecido social, por força de várias alterações a nível dos usos e costumes, da economia e ainda no perfil etário das populações actuais. Estas profundas mudanças ocorreram talvez e especialmente, devido ao acesso a métodos contraceptivos eficazes e à possibilidade de escolher quando, quantos e em que altura ter filhos. Com o objectivo de identificar conceitos e percepções dos enfermeiros dos CSP, face à contracepção, métodos contraceptivos e sexualidade dos adolescentes, realizamos um estudo exploratório, descritivo, transversal de cariz eminentemente quantitativo. Amostragem probabilística,amostra aleatória de 1735 profissionais de enfermagem de 226 centros de saúde de Portugal.A idade média dos inquiridos é 39 anos. Mínimo 22 e máximo de 68 anos. Dos inquiridos, (93,3%)são do sexo feminino e (6,7%) são do sexo masculino. A habilitação académica mais frequente nos enfermeiros inquiridos é a licenciatura (47,1%). Dos enfermeiros investigados (85,2%), apontam o grupo etário entre os 15 e 20 anos e as raparigas (85,9%) quem mais procura os serviços de saúde por problemas de índole sexual (contracepção e planeamento familiar). Os contraceptivos mais usados pelos jovens são, na opinião de (39,4%)dos inquiridos, o preservativo e a pílula.
- Refletir sobre... Violência domésticaPublication . Neto, Alexandra; Brás, Manuel Alberto; Anes, EugéniaA análise da violência familiar torna-se cada vez mais premente. A sua relevância é comprovada com o cada vez maior número de vítimas de violência doméstica, tal como os dados estatísticos governamentais a nível nacional e mundial o demonstram. Compreender o fenómeno de violência doméstica. Analisar a incidência de episódios de violência doméstica. Foi realizado estudo de revisão bibliográfica sobre a violência doméstica, durante o período de Outubro de 2011 a Janeiro de 2012. As palavras-chaves utilizadas na procura bibliográfica pesquisa foram: violência doméstica, empowerment, reações, dependência. Foram selecionados 21 textos dentre os quais: artigos, textos, teses e dissertações divulgadas entre 1994 a 2011. Foram analisados resultados de quatro estudos de investigação, com a amostra total de 11182 participantes. Estudos demonstram que vítimas de violência doméstica experienciam: violência psicológica (30,5%, 36,8%), violência física (12,8%, 30%) violência sociocultural (4,6%,11%), violência sexual (2,6%,1,8%) e outros tipos (49,5%, 30%). DGS reporta que 50,7% dos casos de violência doméstica ocorrem em casa e que as reações das vítimas frequentemente é de “passividade” (33,3%), “desabafar com outra pessoa” (30,2%) ou “evitar a situação” (14,2%), sendo que apenas 6,7% “contacta a polícia”, 2,8% “advogados/tribunal” e 1,6% “serviços de saúde/apoio”. As reações a uma vivência continuada de violência doméstica apresentam uma forte relação com o desencadear de comportamentos de ingestão alcoólica (54,29%), suicídio (32.86%) e outros problemas psiquiátricos (31,42%), para p=0,006 (3) (7). A consciencialização das potenciais vítimas de violência familiar sobre as reações, comportamentos e fatores que interferem na dinâmica familiar em que um dos seus membros é vitimador, permitirá tomadas de decisão no sentido da autonomia e aquisição de competências, que funcionarão como ferramentas de gestão de vida. Dados estatísticos indicam que existe um cada vez maior número de relatos de violência familiar, embora se saiba que o número conhecido é inferior à ocorrência real desses episódios. Nesta realidade, qualquer intervenção comunitária que vise o empowerment humano, contribui para a consciencialização das pessoas vítimas de violência e sensibilização da sociedade geral; promovendo vivências familiares mais positivas e equilibradas.
