Browsing by Author "Mesquita, Sofia Alexandra Lourenço"
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- Fatores de atratividade para a fixação de jovens médicos: (velhos) dilemas entre o interior e o litoralPublication . Mesquita, Sofia Alexandra Lourenço; Costa, Cláudia S.; Pires, Rui A.R.Nas últimas décadas tem-se assistido a uma degradação dos recursos humanos no setor da saúde, levando a que uma das questões políticas fundamentais se preocupe com a má distribuição dos médicos pelas diversas zonas geográficas. Perante estas problemáticas, é comum os governos definirem políticas de incentivos para atrair médicos para as zonas mais carenciadas. No entanto, segundo Holte, Kjaer, Abelsen e Olsen (2015), estas políticas nem sempre alcançam os resultados pretendidos. O seu sucesso depende do processo de desenvolvimento e implementação. Os responsáveis pela formulação destas políticas públicas devem considerar, de forma ponderada, quais os objetivos políticos, os mecanismos de influência e os grupos de médicos alvo, com o intuito de maximizar o seu impacto (Holte et al., 2015; Ono, Schoenstein, & Buchan, 2014). Neste sentido, esta dissertação pretende obter resposta para a seguinte questão de investigação: Quais os fatores de atratividade para a fixação dos médicos internos de formação específica em zonas carenciadas, especificamente na Unidade Local de Saúde no Nordeste, E.P.E. (ULSNE)? O pressuposto principal visa compreender quais os fatores de atratividade, intrínsecos e extrínsecos, para a fixação dos médicos internos, que se encontram a frequentar a formação especializada, nesta zona carenciada, de modo a perceber o que os motivaria, após o término da especialidade, a nela permanecer para o exercício da prática médica. Com a resposta a esta questão de investigação pretende-se contribuir para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas mais adequadas para corrigir os desequilíbrios da distribuição geográfica dos médicos. A estratégia de investigação adotada segue um paradigma interpretativista, apresentando uma abordagem qualitativa de um estudo de caso, sendo utilizada a técnica de entrevista, realizada a médicos internos de formação específica da ULSNE. A informação recolhida através da realização das entrevistas permitiu verificar os pressupostos assumidos e averiguar que fatores intrínsecos (e.g., origem/educação rural) e extrínsecos (e.g., sistema de apoio à família e incentivos financeiros) contribuem para a escolha, por parte dos médicos internos de formação específica da ULSNE, da zona para a prática médica. Permitiu verificar, também, o impacto reduzido que os incentivos atribuídos pelo Governo apresentam relativamente à decisão dos médicos internos em permanecer na ULSNE, ou noutra zona carenciada, mostrando a necessidade de reformulação da política de incentivos.
- Fatores de atratividade para a fixação de jovens médicos: o caso da ULSNEPublication . Mesquita, Sofia Alexandra Lourenço; Costa, Cláudia S.; Pires, Rui A.R.Nas últimas décadas tem-se assistido a uma degradação dos recursos humanos existentes no setor da saúde, levando a que uma das questões políticas fundamentais incida sobre a má distribuição de médicos em certas zonas geográficas. É comum os governos definirem políticas de incentivos para motivar os médicos a exercerem a sua atividade em zonas consideradas carenciadas. O objetivo principal deste estudo consistiu em compreender quais os fatores de atratividade para a fixação dos internos de formação específica, em zonas carenciadas. Assim, esta investigação apresentou uma abordagem qualitativa de um estudo de caso, tendo sido utilizada a técnica de entrevista, aplicada aos internos de formação específica da ULSNE. As principais conclusões sugeriram que os fatores intrínsecos (e.g., origem nas zonas carenciadas e antecedentes rurais) motivam uma futura fixação e, relativamente aos extrínsecos, a possibilidade de diferenciação e progressão na carreira pareceu ser a condição mais mencionada pelos internos para uma futura fixação nas zonas do interior. Dos fatores considerados não motivadores foram apontados a falta de apoio estrutural e humano, assim como o afastamento da família. Os internos apontaram como incentivo de fixação, essencialmente, o acréscimo remuneratório, o investimento na saúde e o desenvolvimento das zonas rurais. Foi possível verificar, também, que, na opinião dos internos, os incentivos atribuídos pelo Governo são insuficientes e não são decisivos para a fixação. Por último, foram reveladas algumas sugestões para a reformulação desta política pública com o intuito de melhores resultados, tal como algumas estratégias a adotar.
- Incentivos à mobilidade geográfica de médicos: o caso da ULSNEPublication . Mesquita, Sofia Alexandra Lourenço; Costa, Cláudia S.; Pires, Rui A.R.Nos últimos tempos tem-se assistido a uma degradação dos recursos humanos existentes no setor da saúde. Uma das dimensões que a caracteriza é a má distribuição dos profissionais da saúde, especialmente em carreira médica, e sobretudo na região norte. Apontam-se, como principais fatores que contribuem para esta problemática as más condições de trabalho nas zonas mais carenciadas e o receio da não progressão profissional. Face a estas dificuldades, os responsáveis pela gestão de recursos humanos em saúde, através de instrumentos de gestão estratégica, tentam garantir o número de profissionais necessários para assegurar os serviços de saúde à população. Reconhece-se, assim, a importância da atribuição de incentivos aos profissionais como uma possível solução para a fixação de médicos nas zonas carenciadas (Buykx, Humphreys, Wakerman, & Pashen, 2010; Lehmann, Dieleman, & Martineau, 2008). Em Portugal, a atribuição de incentivos à mobilidade geográfica de médicos está estabelecida no Decreto-Lei n.o 101/2015, de 4 de junho, entretanto alterado pelo Decreto-Lei n.o 15/2017, de 27 de janeiro. Neste contexto, o principal objetivo do estudo baseou- se em perceber se esta atribuição de incentivos fixou médicos na Unidade Local de Saúde do Nordeste, E.P.E. (ULSNE), e se o seu impacto na unidade foi significativo e resolutivo, através de uma análise comparativa aos Decretos-Lei e Despachos mencionados anteriormente, e aos seus resultados.
- Incentivos à mobilidade geográfica de médicos: o caso da ULSNEPublication . Mesquita, Sofia Alexandra Lourenço; Costa, Cláudia S.; Pires, Rui A.R.Nos últimos tempos tem-se assistido a uma degradação dos recursos humanos existentes no setor da saúde. Uma das dimensões que a caracteriza é a má distribuição dos profissionais da saúde, especialmente em carreira médica, e sobretudo na região norte. Apontam-se, como principais fatores que contribuem para esta problemática as más condições de trabalho nas zonas mais carenciadas e o receio da não progressão profissional. Face a estas dificuldades, os responsáveis pela gestão de recursos humanos em saúde, através de instrumentos de gestão estratégica, tentam garantir o número de profissionais necessários para assegurar os serviços de saúde à população. Reconhece-se, assim, a importância da atribuição de incentivos aos profissionais como uma possível solução para a fixação de médicos nas zonas carenciadas (Buykx, Humphreys, Wakerman, & Pashen, 2010; Lehmann, Dieleman, & Martineau, 2008). Em Portugal, a atribuição de incentivos à mobilidade geográfica de médicos está estabelecida no Decreto-Lei n.o 101/2015, de 4 de junho, entretanto alterado pelo Decreto-Lei n.o 15/2017, de 27 de janeiro. Neste contexto, o principal objetivo do estudo baseou- se em perceber se esta atribuição de incentivos fixou médicos na Unidade Local de Saúde do Nordeste, E.P.E. (ULSNE), e se o seu impacto na unidade foi significativo e resolutivo, através de uma análise comparativa aos Decretos-Lei e Despachos mencionados anteriormente, e aos seus resultados.
