Percorrer por autor "Fernandes, Lucimar"
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- Educação em ciências: uma experiência com jovens com perturbação do espetro autistaPublication . Fernandes, Lucimar; Pires, Delmina; Vaz, Paula Marisa FortunatoNa perspetiva da Inclusão, no Brasil ainda se persegue o objetivo de as pessoas com necessidades especiais serem aceites e de se apropriarem dos seus direitos como cidadãos em sentido amplo e do seu direito à educação. A constituição Brasileira prescreve que a educação é um direito de todos, e referindo especificamente cidadãos com deficiência, indica, com ênfase, que o dever do Estado será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino. Em relação às pessoas que têm Perturbação do Espectro Autista (PEA), a busca pelo acesso à educação formal vem crescendo e vai-se concretizando a cada ano. É neste contexto, e enquanto profissional que trabalha com jovens que têm PEA e participante dessa luta diária e crescente para a efetivação e concretização das leis de inclusão, que desenvolvemos uma investigação sobre esta temática. O objetivo desta comunicação, que se enquadra num estudo mais amplo realizado com professores de Ciências Naturais, do Rio Grande do Sul - Brasil, que trabalham com jovens que têm PEA, é relatar a experiência de um dos participantes da amostra. A metodologia utilizada foi qualitativa, com realização de entrevista semiestruturada. Apresentam-se dados sobre o trabalho desenvolvido, bem como conceções sobre a importância da área curricular de Ciências Naturais para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos que têm PEA. Realçam-se as dificuldades sentidas no processo de ensino e aprendizagem e sugestões de melhoria. A professora, da Rede Pública, apesar de ter formação superior e mestrado, não teve formação específica na área da PEA, nem na sua formação académica, nem na rede onde trabalha. A experiência que tem “se deu na prática” e pela “busca de formação e informações em cursos e leituras de como trabalhar com jovens PEA”. Acredita que estes jovens devem estar na sala de aula regular e que, dependendo do seu nível de afetação, deve haver um profissional auxiliar e, em alguns casos, um cuidador. Considera que a grande vantagem de trabalhar conteúdos de ciências com alunos que têm PEA é que esses assuntos fazem parte do quotidiano dos jovens, que assim podem experimentar e compreendê-los de forma mais concreta, desenvolvendo conhecimentos e habilidades. A maior dificuldade do seu trabalho “é quando [os alunos com PEA] não são alfabetizados” e sugere a necessidade de formação, nomeadamente continuada, bem como de adaptação curricular que seria potenciada a partir da formação especializada recebida.
- Educação em ciências: uma experiência com jovens com perturbações do espetro autistaPublication . Fernandes, Lucimar; Pires, Delmina; Vaz, Paula Marisa FortunatoNum mundo em permanente e rápida mudança, a educação enfrenta cada vez maiores desafios, destacando-se aqui a necessidade de formar cidadãos críticos e interventivos, capazes de contribuir para a construção de sociedades cada vez mais justas e inclusivas. Desta perspetiva, a formação contínua de professores não poderá assumir uma função meramente instrumental, limitando-se a expandir o leque de técnicas e tipologia de atividades a utilizar na sala de aula, devendo envolver os formandos num processo de reflexão crítica sobre o papel da escola e a natureza das práticas escolares, à luz de princípios e pressupostos pedagógicos subjacentes ao objetivo de promover abordagens de tipo emancipatório, assentes em valores humanistas e democráticos. Uma vez que os formandos apresentam diferentes níveis de experiência profissional, bem como diferentes visões de educação, nomeadamente no que respeita aos papéis pedagógicos dos intervenientes no processo de ensino e aprendizagem, torna-se necessário estimular a sua capacidade de tomar decisões informadas e de desenvolver processos de mudança. Estes pressupostos orientaram a realização de uma Oficina de Formação dirigida a professores de línguas, na qual a dimensão reflexiva e experiencial do desenvolvimento profissional assumiu um papel central, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos pedagógicos orientados para a promoção da autonomia dos alunos, tornando-os participantes ativos no seu processo de aprendizagem. A presente comunicação tem como objetivo apresentar processos formativos e pedagógicos vivenciados e refletir sobre o seu impacto com base nos relatórios dos projetos dos formandos. A partir dos dados recolhidos, verifica-se que, além do reconhecimento dos benefícios de um maior envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem, existem sinais de crescimento profissional e manifestações da intenção de dar continuidade ao trabalho realizado no contexto da formação. Será, pois, possível concluir que a formação contínua pode constituir um importante fator de transformação das práticas, quando os intervenientes no processo – formadores e formandos – se assumem como profissionais reflexivos e atuantes, comprometidos com uma visão emancipatória da educação.
