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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/7717

Título: 29 - Lameiros de Trás-os-Montes: perspectivas de futuro para estas pastagens de montanha
Autor: Pires, Jaime
Pinto, Pedro A.
Moreira, Nuno
Issue Date: 1994
Editora: Instituto Politécnico de Bragança, Escola Superior Agrária
Citação: Pires, Jaime; Pinto, Pedro Aguiar; Moreira, Nuno (1994) - Lameiros de Trás-os-Montes: perspectivas de futuro para estas pastagens de montanha. Bragança: ESA. (Série Estudos; 29). ISBN 972-745- 025-3.
Resumo: Com este trabalho pretendemos estudar as potencialidades ele produção das tradicionais pastagens de montanha ("lameiros"), a sua contribuição para a agricultura da região e para a conservação do meio ambiente (solos), em comparação com a introdução de outras culturas pratenses e forrageiras e até arbóreas, de modo a obter dados que justifiquem ou não a sua manutenção. Partindo ela caracterização da região em termos fisiográficos, climáticos, pedológicos e de sistemas de agricultura, verificamos que estas pastagens seculares de montanha se associam aos maiores efectivos de bovinos e se distribuem por toda a faixa Oeste, Norte e Nordeste da Província, cujas altitudes médias são superiores aos 700 m, daí o seu confinamento a zonas ecológicas consideradas de montanha. Os lameiros situam-se preferencialmente junto a linhas ele água ou zonas edáficas naturalmente húmidas, beneficiando de regadio na sua totalidade ou parcialmente, ocupando por conseguinte os melhores solos. Contudo, tendo em atenção a variabilidade climática e de altitudes a que se situam, os diferentes regimes ele utilização a que têm vindo a ser sujeitos e a disponibilidade de água, são referidos e descritos os vários tipos ele lameiros. Nessa perspectiva, estas pastagens são classificadas atendendo ao regime de exploração predominante a que têm vindo a ser sujeitas, i1 disponibilidade ele água para rega ao longo do ano e ao seu enquadramento fitossociológico, segundo TELES ( 1970). Desta inventariação florística são destacadas as espécies com maior valor forrageiro para a alimentação animal pertencentes às leguminosas, gramíneas e outras famílias de plantas, bem como o seu recobrimento. Constata-se a existência ele espécies de gramíneas e leguminosas com bom valor forrageiro e em percentagem suficiente, para que o melhoramento destas pastagens se possa efectuar mantendo a vegetação natural existente. Faz-se uma apreciação crítica das técnicas culturais (regime de exploração, regime hídrico e rega, limpeza e fertilização) aplicadas aos lameiros, e da sua evolução. Focam-se os efeitos que elas têm na presença de determinada vegetação espontânea e as alterações que provocam na sua evolução e na produção, quando modificadas. Em face destas relações, propõem-se modificações deste conjunto de técnicas culturais com vista a melhorar a vegetação dos lameiros, ou seja, de modo a aumentar a percentagem de recobrimento das espécies com melhor valor forrageiro , baseados nomeadamente em dados obtidos na região e em estudos feitos em condições semelhantes noutras regiões. Salienta-se que o melhoramento deste conjunto de técnicas culturais é imprescindível, quer quando se mantém a vegetação natural quer quando se faz a sua destruição e se introduzem espécies melhoradas. Para comparação faz-se a apresentação de produções obtidas em pastagens e forragens instaladas na região, com as produções obtidas em lameiros após fertilização mineral adequada, no período de Janeiro/Fevereiro- Junho/Julho. Conclui-se que as produções das pastagens e forragens semeadas Se situam entre as 6 e as 11 tde MS-ha-1, valores onde se enquadram as produções obtidas nos lameiros sujeitos unicamente a fertilizações minerais adequadas, ainda sem o melhoramento das restantes técnicas culturais. Além disso, como resultado da comparação do valor nutritivo da forragem obtida nestes lameiros e dos obtidos por outros autores neste tipo de pastagens, com idênticos parâmetros fornecidos por algumas das principais espécies melhoradas, verifica-se que os seus valores, em estados fenológicos semelhantes, não diferem muito entre si. Esta indicação sugere-nos que a qualidade das plantas semeadas pouco superior será à fornecida por esta vegetação espontânea. Em face destes dados e das limitações fisiográficas e edafo-climáticas naturalmente impostas em zonas de montanha para a introdução de novas culturas arvenses, arbustivas ou arbóreas, defendemos a manutenção destas pastagens e o seu melhoramento. Com esta medida conservamos uma vegetação natural rica em espécies, que podem vir a ser utilizadas na obtenção de plantas melhoradas bem adaptadas à nossa região, controlamos a erosão, mantemos os bons solos que a região possui e contribuímos para o aumento dos rendimentos devidos à bovinicultura.
URI: http://hdl.handle.net/10198/7717
ISBN: 972-745- 025-3
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