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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/6796

Título: A depressão no idoso
Outros títulos: Causas pessoais e sociológicas no idoso residente em lares, frequentador de centros de dia e residente no domicílio no Distrito de Bragança
Autor: Magalhães, Emília
Palavras-chave: Depressão
Idoso
Issue Date: 2004
Editora: Universidad de Extremadura. Departamento de Psicología Y Sociología de la Educación
Citação: Magalhães, Emília ( 2004) - A Depressão no Idoso. Badajoz: Universidad de Extremadura, Departamento de Psicología Y Sociología de la Educación. Tese de Doutoramento em Desarrollo Y Intervención Psicológica
Resumo: O estudo da Depressão é já há alguns anos objecto de investigação em vários países. A pesquisa bibliográfica efectuada permitiu-nos considerar que a Depressão possa ser mais elevada nos idosos institucionalizados que nos não institucionalizados. Pretendemos comparar e analisar, como se comportam relativamente à Depressão – função de um conjunto de variáveis ou propriedades independentes que supusemos poderem ter relação com ela – três grupos de base: – os Idosos Institucionalizados (LI’s), os que frequentam Centros de Dia (CD’s) e os que vivem em suas Casas (RS’s). Esta questão, apresenta-se como possível de ser investigada através de um método exploratório-analítico, segundo uma via quantitativa, embora, dada a natureza dos dados em análise, a maioria deles traduzam à partida respostas do tipo qualitativo, pelo que recorremos à Análise Multivariada (AM) e em particular, à Análise Facto- rial de Correspondências Múltiplas (AFCM) – método de redução de dados “não numéricos”, usado para converter grupos de variáveis categóricas (nominais) em contínuas É usado intensamente de gráficos que o “expert” interpreta, baseado normalmente em heurísticas (Gráfico III–1, p, 426 e seguintes). A Análise Exploratória dos Dados (AED), constituiu a primeira fase do estudo, procurando observar-se a distribuição das diversas propriedades nos grupos amos- trados. A análise univariada das propriedades vs Sexo, possibilitou estabelecermos algumas hipóteses iniciais de agregação em tornos dos locais (CD’s, LI’s e RS’s). Continuando sempre na perspectiva de uma interacção com os dados, no sentido de os “deixar falar”, procedemos de seguida, a uma Análise de Componentes Princi- pais (ACP), ainda que, dado a natureza do método, ficassem de fora algumas das propriedades em estudo por não serem métricas. Embora as escalas de avaliação de sintomas não sejam suficientes para fazer o diagnóstico da Depressão, podem no entanto, ajudar a identificar indivíduos cujos sin- tomas depressivos excedem a norma, proporcionando um meio para seguir as mo- dificações relacionadas com o tratamento (SPAR & LA RUE [1998] p. 49) No presente trabalho utilizámos adicionalmente e como complemento ao Questionário elaborado para o efeito, as escalas,  ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA, de YESAVAGE; BRINK; ROSE et al. [1982];  ÍNDICE DE ACTIVIDADES INSTRUMENTAIS, de LAWTON & BRODY [1969];  INVENTÁRIO DE AUTO-CONCEITO, de VAZ SERRA In: I CONGRESSO PORTUGUÊS DE TERAPIA COMPORTAMENTAL [1985] 
A aplicação do Questionário e das três escalas referidas, sobre uma amostra de 744 indivíduos de ambos os sexos com mais de 65 anos de idade, residentes no Distrito de Bragança, em Lares de Idosos (LI’s), Centros de Dia (CD’s) e ainda Residentes (RS’s), nas suas casas na cidade de Bragança, constituiu o datum analisado. Na impossibilidade de cobrirmos exaustivamente a população de idosos, estabelece- mos uma amostragem inicial de 30%, proporcional ao tamanho, nos Lares de Idosos (LI’s) e Centros de Dia (CD’s). Relativamente aos Residentes em suas casas ou nas da família (RS’s), utilizámos a base cartográfica da cidade (Figura V-1 – “Plots” da Amostragem na Cidade), tendo estabelecido sobre uma quadrícula sobreposta àquela, uma amostragem segundo um dado algoritmo que garantiu a aleatoriedade do processo. Inquiriram-se 537 idosos institucionalizados (LI’s), 97 em Centros de Dia (CD’s) e 120 em suas Casas (RS’s). Embora a amostragem não traduza a realidade, dado não termos respeitado as proporções da população, o que a Figura III-1 – População e Proporções da Amostragem, revela, foi o estudo possível. Estamos convictos que o nível de discriminação não foi o mais adequado, mas sabemos também que outros estudos virão e estes dados serão parâmetros balizadores para melhores amostragens e interpretações mais correctas. O Questionário e as Escalas foram elaborados de início, no propósito da sua leitura automática, pelo que as todas as questões foram numeradas, usando um tipo (“font”), que transpõe por simples correspondência a numeração para um código de barras – Code 39. A leitura por recurso a uma vulgar caneta óptica, permitiu a construção de um ficheiro de texto, posteriormente importado para um Sistema Relacional de Base de Dados a fim de permitir uma mais conveniente manipulação e consulta dos dados. Embora não tenhamos concluído de uma forma absoluta – em parte pelas razões já invocadas – sobre a diferenciação dos níveis de Depressão nos diversos locais con- siderados, ainda que os testes nos indiquem que a suposição inicial está correcta; o estudo possibilitou-nos isolar um conjunto restrito de variáveis que supomos muito relacionadas com a Depressão: – A Dor, a Dificuldade em lidar com a Dor, as Queixas Dolorosas, o Sentir-se Só entre outras, e ainda, observar as diferenças tão profundas entre Mulheres e Homens, bem como identificar alguns padrões que naturalmente serão objecto de novos estudos ou mesmo como proposta para uma nova escala.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/6796
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