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Título: Avaliação dos padrões de diversidade genética nas populações de abelha melífera do território interior Português: a rusticidade posta à prova
Autor: Guedes, Helena
Orientador: Pinto, M. Alice
Palavras-chave: ADNmt
Linhagem africana
Haplótipos
Diversidade genética
Padrão geográfico
Issue Date: 2010
Editora: Instituto Politécnico de Bragança, Escola Superior Agrária
Citação: Guedes, Helena Isabel Alves Carvalho (2010) - Avaliação dos padrões de diversidade genética nas populações de abelha melífera do território interior Português: a rusticidade posta à prova. Bragança: Escola Superior Agrária. Dissertação de Mestrado em Tecnologias Veterinárias
Resumo: A Península Ibérica, pela sua proximidade com o Norte de África, explica a presença de linhagem africana na Europa. A abelha que habita nesta região é a Apis mellifera iberiensis Engel 1999. A Península Ibérica, representa um dos redutos das populações de abelhas que povoam a Europa, quer pela sua localização quer pelas barreiras naturais que a limitam. As abelhas ibéricas são o resultado da interacção entre as abelhas de linhagem Europeia (M) que sobreviveram ao último fenómeno glaciar e as abelhas da linhagem Africana (A) que colonizaram o sudoeste europeu. Partindo dos estudos que caracterizaram o perfil evolutivo da abelha A. m. iberiensis em Espanha, foram aplicadas as mesmas metodologias de análise, em território Português, ao longo dos distritos do interior, acompanhando a linha fronteiriça entre os dois países. Este trabalho permitiu caracterizar, por análise molecular, a linhagem materna predominante nas populações. Tal como em Espanha, a linhagem A de origem Africana é dominante, e está presente em mais de 93% das colónias. É evidente a distribuição clinal com orientação Sul-Norte de substituição gradual da sub-linhagem AI pela sub-linhagem AIII. A sublinhagem AII, a qual é dominante no Norte de África, também está presente em Portugal, contudo sem se destacar perante as demais. A frequência observada de haplótipos pertencentes à linhagem C foi muito baixa (0,02%), pelo que concluímos que a poluição genética, por linhagens exóticas, no interior de Portugal continental é muito reduzida. Nos nove distritos estudados, a diversidade genética é elevada, com valores máximos de 0,92 no distrito de Castelo Branco. É também neste distrito que cinco novos haplótipos foram identificados, entre os nove que não se encontraram referenciados para o território Espanhol. Esta variabilidade genética pode suportar a hipótese de que na Península Ibérica a distribuição dos haplótipos a nível regional, está associada às condições climáticas locais, aos ecossistemas e às práticas apícolas (De La Rúa et al., 2009b). Na área de estudo, que representa aproximadamente 10% do território espanhol, é possível correlacionar a distância genética com a distância geográfica das populações. As maiores distâncias genéticas calculadas pelo índice de Nei, foram observadas entre as populações de Vila Real, Santarém e Faro, que representam exactamente os distritos mais norte, central e sul de Portugal continental. The Iberian Peninsula, by its proximity with the North of Africa, explains the presence of the African honey bee lineages in Europe. The resident honey bee is the Apis mellifera iberiensis Engel 1999, formerly known as A. m. iberica Goetze 1964. The geographical position of the Iberian Peninsula, and its natural barriers, represent the last refuge for the European honey bees. The Iberian honey bees are the result of the interaction between the M lineage from Europe, and the A Lineage from Africa, that colonised the Eastern of Europe. Following previous studies which characterized the patterns of genetic diversity of A. m. iberiensis in Spain, the same methodology was applied to honey bee populations across the Portuguese border with Spain. This study allowed characterization of the predominant maternal lineage among the Portuguese honey bee population. As it was reported in Spain, the A lineage is dominant with over 93% of honey bee colonies belonging to this lineage. It is also remarkable the clinal distribution of the haplotypes. The sublineage AI, which is dominant in southern Portugal, is gradually replaced by sublineage AIII in the north. The AII sublineage, which is dominant North Africa, is also present in Portugal, but in lower frequencies than the others sublineages. The frequency of haplotypes belonging to the C lineage was very low (0,02%). With this result, we can conclude that genetic pollution, by exotic honey bee lineages, is very low in continental Portugal. The genetic diversity is high in the nine geographical regions studied. The highest value was observed in Castelo Branco (0,92), in which it was also found the largest number of new haplotypes (5), that were never identified in previous studies. This genetic variability might support the hypothesis that at the Iberian Peninsula the haplotypic distribution has a direct relationship with the environmental conditions, the ecosystems and the beekeeping practices (De La Rúa et al., 2009b). This study was focused in a small area (approximately 10% of the Spain). Nevertheless it was possible to establish a direct relationship between the genetic distance (estimated by Nei’s Indice), and the geographical distance of the populations. The higher values for genetic distance were found between Vila Real, Santarém and Faro populations, which are located exactly at the North, Center and South of Portugal.
URI: http://hdl.handle.net/10198/4079
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