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Ultrabásicos de Cabeço de Vide

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Resumo(s)

As rochas ultrabásicas (ou ultramáficas) são relativamente frequentes no Alentejo. Dada a exiguidade dos afloramentos, e em consequência de processos morfogenéticos (e.g., movimento das partículas do solo por ação da gravidade) ou de lavouras e outras operações agrícolas, os produtos da meteorização destas rochas estão, geralmente, misturados com materiais provenientes de solos adjacentes derivados de outras litologias. Nas imediações de Cabeço de Vide (Alto Alentejo), nos concelhos de Fronteira e de Alter do Chão, ocorre, porém, uma área mais ou menos contínua e homogénea de solos ultrabásicos, suficientemente extensa para albergar uma flora e vegetação de grande originalidade regional, o objeto deste capítulo (Figura 1). Toda esta região apresenta uma ocupação humana com evidências que recuam ao Neolítico, testemunhadas por abundantes monumentos megalíticos que, ainda hoje, podem ser visitados em diversos pontos. A ocupação romana está assinalada pela importante e monumental vila romana da Horta da Torre, cujas ruínas podem ser observadas a cerca de dois quilómetros a sudeste de Cabeço de Vide. Contudo, a principal atração regional consiste nas Termas da Sulfúrea, situadas nos arredores de Cabeço de Vide e cuja exploração data da ocupação romana da Península Ibérica, mais precisamente desde que o imperador César Augusto aí mandou instalar um balneário (termas). Estas apresentam águas denominadas como sulfúreas (estando na origem do nome das termas), com um pH muito elevado (11,5), uma característica invulgar relacionada com a presença de rochas ultrabásicas.

Descrição

Palavras-chave

Vegetação de Portugal Rochas ultrabásicas Flora de Portugal Alentejo

Contexto Educativo

Citação

Costa, José Carlos; Neto, Carlos; Aguiar, Carlos; Flor, António; Pereira, Paulo (2021). Ultrabásicos de Cabeço de Vide. In Farminhão, João (Ed.) Sítios de Interesse Botânico de Portugal Continental. Tomo II. Lisboa: INCM, p. 243–251. ISBN 978-972-27-2967-3

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