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Título: Sobre os descontos/prémios dos fundos de investimento fechados: uma digressão sobre os quadros conceptuais que explicam a sua existência
Autor: Monte, Ana Paula
Armada, Manuel José da Rocha
Palavras-chave: Descontos dos fundos de Investimento fechados
Teoria do sentimento do investidor
Ganhos de capital não realizados
Activos ilíquidos
Custos de agência
Issue Date: 2001
Citação: Monte, Ana Paula; Armada, Manuel José da Rocha (2001) - Sobre os descontos/prémios dos fundos de investimento fechados: uma digressão sobre os quadros conceptuais que explicam a sua existência. In XI Jornadas Hispano-Lusas de Gestão Científica: Empresa y Nueva Economia. Cáceres, Espanha.
Resumo: A existência dos descontos/prémios nos fundos de investimento fechados, embora um tema estudado com alguma profundidade desde há algum tempo, continua a intrigar quer académicos quer práticos. Eles resultam da diferença entre o valor das acções do fundo e o seu valor patrimonial líquido. Os prémios nos fundos de investimento fechados eram a situação mais corrente até ao final dos anos vinte, mas a partir da crise de 1929, os descontos passaram a ser a regra, com excepção de alguns períodos. Como as acções do fundo, tal como os activos que compõem a sua carteira, são transaccionados em Bolsa, seria de esperar, pelo menos numa situação de equilíbrio de mercado, que este se encarregasse de ajustar e corrigir os seus preços, nivelando-os, tanto mais que a respectiva informação é amplamente divulgada. Neste contexto, foram desenvolvidas algumas teorias e estudos empíricos que procuraram encontrar uma explicação plausível para a existência e persistência dos descontos/prémios. No entanto, em geral, estes concentram-se num ou noutro factor, racional ou não, e muito poucos conseguiram ainda abranger toda a dimensão da problemática. Por um lado, e talvez as explicações mais comuns, são as que se baseiam em factores racionais, tais como, as obrigações fiscais potenciais por ganhos de capital não realizados, a política de dividendos, a composição da carteira do fundo, custos de agência e “performance” da gestão, entre outros; por outro, as que se baseiam em factores comportamentais, como é o caso da teoria do sentimento do investidor. Segundo esta corrente de pensamento, existem alguns investidores, designados por “noise traders”, que agem de modo quase irracional, induzindo um risco adicional nos mercados em que actuam, limitando a actuação dos arbitragistas. O objectivo deste trabalho será procurar fazer uma revisão crítica sobre estas teorias e dos estudos mais relevantes até à data.
URI: http://hdl.handle.net/10198/1457
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