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Publicação

Empreendedorismo feminino em Maputo – estudo de caso sobre as confeiteiras

datacite.subject.fosCiências Sociais
datacite.subject.sdg05:Igualdade de Género
datacite.subject.sdg01:Erradicar a Pobreza
dc.contributor.authorCordeiro, Michelle
dc.contributor.authorCardim, Sofia
dc.date.accessioned2026-03-27T13:59:51Z
dc.date.available2026-03-27T13:59:51Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractO empreendedorismo assume particular importância para o crescimento e o desenvolvimento económico de qualquer economia. No caso de Moçambique, um país em desenvolvimento, caracterizado por indicadores macroeconómicos nem sempre favoráveis, destacando-se o problema endémico de desemprego jovem e um crescimento económico, que se encontra estagnado (Bila, 2023), o papel desempenhado pelo empreendedorismo é ainda mais importante, numa perspetiva micro, uma vez que permite aos indivíduos o desenvolvimento de uma atividade económica, que lhes possibilita obter um rendimento principal, ou mesmo secundário (isto é, acumulado com outra atividade principal), que lhes viabiliza a sobrevivência, num contexto de instabilidade e debilidade económica e em que o papel social do Estado não se encontra ainda totalmente desenvolvido. O mercado de trabalho em Moçambique, à semelhança de outros países, com contextos similares ou distintos, é marcado por um diferencial entre os coletivos feminino e masculino. Aspetos como o acesso ao mercado de trabalho remunerado, o empreendedorismo e a opção entre o trabalho formal ou informal são moldados pelo género (Quak & Barenboim, 2022). Tratando-se de um país em desenvolvimento, esse diferencial tende a criar um fosso maior entre mulheres e homens. Assim, e com uma população de 32.419.747 habitantes, no ano de 2022 (segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique), a maioria da população (cerca de 65%, de acordo com a mesma fonte), reside ainda em zonas consideradas rurais, sendo o trabalho agrícola extremamente penalizador para o coletivo, uma vez que se trata de um setor de atividade, no qual a igualdade de oportunidades é considerada muito desfavorável para as mulheres, na generalidade (Chichango et al., 2023). Maputo, capital de Moçambique tem uma população que ultrapassa um milhão de habitantes, carateriza-se por ocupar uma posição central na economia do país, sendo responsável por mais de um quinto do Produto Interno Bruto (PIB). É objetivo do presente trabalho identificar o trabalho desenvolvido pelas confeiteiras, na cidade de Maputo. Esta é uma atividade tradicional da cidade e que permite a um grupo de mulheres empreendedoras, obter um rendimento principal ou secundário, de forma que possam ser economicamente independentes. Os objetivos específicos materializam-se em examinar o papel que a cultura desempenha na profissão de confeiteira, explorando de que formas as normas culturais e tradições afetam a sua participação, tomada de decisão e liderança, na gestão dos seus negócios; compreender o papel que a educação tem para as mulheres confeiteiras e de forma a formação profissional e o desenvolvimento de competências na área de gestão, afetam o seu negócio. A metodologia compreende uma abordagem mista, uma vez que primeiramente foi desenvolvido um questionário que permitiu obter os primeiros dados sobre esta temática. Estes dados foram tratados com uma análise descritiva, indicando que 46,4% das participantes no estudo já desenvolvem a atividade há mais de cinco anos; 75% têm uma idade compreendida entre 30 e 49 anos; 60,7% possuem licenciatura e formação em confeitaria; 82,1% desenvolvem a atividade por amor à confeitaria; 78,6% considera que o negócio poderia ser melhor, isto é, dar um rendimento superior; apesar de 75% considerar que é possível ter uma boa qualidade de vida somente com o rendimento proveniente do negócio; 57,1% afirma ter outra fonte de rendimento para além da confeitaria; 96,4% consideram que o mercado é competitivo; 78,6% das participantes desenvolve a atividade sem o auxílio de outros trabalhadores; 85,7% fazem a divulgação através das redes sociais; maioritariamente, através do WhatsApp (85,7%) que, de acordo com Fumo (2024) é a rede social mais utilizada por mulheres empreendedoras em Maputo. Sendo estes os resultados da primeira parte do estudo, numa segunda fase, e para que se possa obter uma visão mais profunda sobre a realidade e estudo, serão conduzidas entrevistas.por
dc.identifier.citationCordeiro, Michelle; Cardim, Sofia (2024). Empreendedorismo feminino em Maputo – estudo de caso sobre as confeiteiras. In I Jornadas AFROCIÊNCIAS. Instituto Politécnico de Bragança. p. 24–25. ISBN 978-972-745-336-8
dc.identifier.isbn978-972-745-336-8
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10198/36350
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.publisherInstituto Politécnico de Bragança
dc.relation.hasversionhttps://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/RCAP_4a84c0dc7ef6106eb2bcc28853c5bd9e
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectEmpreendedorismo
dc.subjectMulheres
dc.subjectConfeiteiras
dc.subjectMoçambique
dc.subjectMaputo
dc.titleEmpreendedorismo feminino em Maputo – estudo de caso sobre as confeiteiraspor
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oaire.citation.conferenceDate2024
oaire.citation.conferencePlaceBragança
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oaire.citation.titleI Jornadas AFROCIÊNCIAS
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person.familyNameCardim
person.givenNameSofia
person.identifier.ciencia-id671A-C409-26B3
person.identifier.orcid0000-0002-7506-5111
person.identifier.ridHPG-9403-2023
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