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Sistemas agroflorestais mediterrânicos: situação atual e perspectivas futuras

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As regiões mediterrânicas ocorrem na transição entre as zonas climáticas temperadas e tropicais, em latitudes que variam sensivelmente entre os 30° e 40° Norte e Sul, na parte oeste dos continentes (Gómez-Sal, 2000). Distribuem-se pela bacia do Mediterrâneo, África do Sul, sudoeste da Austrália, Chile e Califórnia. Na Europa, a região mediterrânica estendese parcialmente pelos territórios da França, Itália, Espanha e Portugal, integralmente pelo território da Grécia, Malta e Chipre (Sundseth, 2009). Estas regiões caracterizam-se por precipitações irregulares, verões secos e elevada sensibilidade a variações ambientais (altitude, exposição à radiação solar, relevo, solo, etc.) (Casals et al., 2009). As difíceis condições climáticas (frio no inverno e aridez no verão), conjugadas com a frequente baixa fertilidade dos solos (Llorens et al., 2013), traduz-se em baixa produtividade primária. A baixa produtividade florestal e agrícola, explica os usos tradicionais multifuncionais nesta região, com dominância dos usos silvipastoris. Por outro lado, a imprevisibilidade climática, favoreceu ao longo da história a procura da diversificação agrícola. Os sistemas integrados de uso do solo estão presentes em toda a região do Mediterrâneo, entre os exemplos mais notáveis destaca-se a Transumância (Ruiz; Ruiz, 1986) e a Transterminância, que permitem a exploração de recursos complementares no tempo e no espaço. O uso do solo secular, na região Mediterrânica moldou a paisagem atual (Gómez Sal, 2000). As transformações induzidas pelo homem configuraram a paisagem, modificando comunidades de plantas e animais, a constituição genética de indivíduos, raças e ecotipos. A adaptação humana desenvolveu sistemas diferenciados de uso do solo e formas de exploração dos recursos. Entre eles, os usos multifuncionais como os agroflorestais, são de extrema importância nas regiões mediterrâneas. Os sistemas agroflorestais foram definidos por diferentes autores (Nair, 1993) como combinações do uso do solo que envolvem “a integração deliberada de árvores e/ ou arbustos com culturas agrícolas e/ou produção de gado, simultaneamente ou sequencialmente, na mesma superfície”. Os sistemas agroflorestais caracterizam-se por otimizar os benefícios das interações biológicas entre estratos (árvores e/ou arbustos) e culturas no sub-bosque e/ou pastagens, e com eles a produção pecuária (Association for Temperate Agroforestry, 2015; European Agroforestry Association, 2015).

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Palavras-chave

Sistemas agroflorestais Regiões mediterrânicas

Contexto Educativo

Citação

Castro, Marina; Rosati, Adolfo; Pantera, Anastasia; Moreno, Gerardo; Mosquera Losada, María Rosa (2019). Sistemas agroflorestais mediterrânicos: situação atual e perspectivas futuras. In ILPF: inovação com integração de lavoura, pecuária e floresta. Brasília: Embrapa, p. 787-807. ISBN 978-85-7035-922-3

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