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Caminhos para a autonomia: estratégias para jovens acompanhados pela CPCJ para a vida independente

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Abstract(s)

O presente estudo exploratório teve como foco compreender as perceções dos profissionais das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens sobre as práticas e experiências de apoio à autonomia de vida e sobre o acompanhamento personalizado de jovens em processo de autonomização, analisando como estes profissionais interpretam o seu papel na mediação entre as políticas institucionais e as necessidades concretas dos jovens que transitam do acolhimento para a vida independente. Os objetivos principais consistiram em analisar o impacto das CPCJ no acompanhamento pós-acolhimento, compreender as perceções dos profissionais sobre as práticas de promoção da autonomia, identificar as estratégias de acompanhamento individualizado e reconhecer os desafios e constrangimentos sentidos no processo de apoio à autonomia. A investigação seguiu uma abordagem qualitativa, centrada na análise compreensiva das perceções e representações dos profissionais. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas, orientadas por um guião que abordou dimensões como a intervenção, a articulação com outros serviços e a avaliação dos resultados das práticas. Participaram no estudo seis profissionais pertencentes a uma CPCJ, com formações diversas nas áreas da educação, serviço social e psicologia, o que permitiu captar uma pluralidade de perspetivas sobre o fenómeno estudado. Os resultados mais significativos revelaram que as profissionais concebem o acompanhamento à autonomia como um processo relacional, flexível e ajustado às necessidades individuais dos jovens, articulando apoio prático e emocional, embora tenham identificado lacunas estruturais, nomeadamente a ausência de mecanismos formais de acompanhamento após a cessação das medidas de promoção e proteção e a limitação de recursos humanos e materiais, que dificultam a continuidade e a consistência das intervenções. O estudo contribui para uma compreensão aprofundada das perceções profissionais sobre as práticas de promoção da autonomia, evidenciando a necessidade de políticas mais integradas, de formação especializada e de dispositivos de avaliação que reforcem a qualidade e a sustentabilidade do acompanhamento pós-acolhimento.
This exploratory study focused on understanding the perceptions of professionals from the Commissions for the Protection of Children and Young People (CPCJ) regarding the practices and experiences of supporting life autonomy and the personalised follow-up of young people in the process of becoming independent. It aimed to analyse how these professionals interpret their role in mediating between institutional policies and the concrete needs of young people transitioning from institutional care to independent living. The main objectives were to analyse the impact of the CPCJ in post-institutionalisation support, to understand professionals’ perceptions of practices that promote autonomy, to identify strategies of individualised support, and to recognise the main challenges and constraints experienced in this process. The research followed a qualitative approach, focused on a comprehensive analysis of the professionals’ perceptions and representations. Data were collected through semi-structured interviews guided by themes such as intervention practices, inter-service collaboration, and the assessment of outcomes. Six professionals from a CPCJ participated in the study, with backgrounds in education, social work, and psychology, which allowed for a diversity of perspectives on the phenomenon under study. The most significant results revealed that professionals conceive support for autonomy as a relational and flexible process, tailored to the individual needs of young people, combining practical and emotional guidance. However, they also identified structural gaps, namely the absence of formal mechanisms for follow-up after the cessation of child protection measures and the limited human and material resources that hinder the continuity and consistency of interventions. The study contributes to a deeper understanding of professionals’ perceptions of practices promoting autonomy, highlighting the need for more integrated policies, specialised training, and evaluation mechanisms that can strengthen the quality and sustainability of post-institutionalisation support.

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