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Conhecimentos em intervenções de enfermagem forense - estudo numa unidade local de saúde do norte de Portugal

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A Enfermagem Forense constitui uma área emergente que articula a prática clínica com a preservação de evidências, desempenhando um papel central na avaliação, tratamento e acompanhamento de vítimas de violência e, em alguns contextos, de agressores de crimes. Os enfermeiros, pela sua posição privilegiada no contacto direto com a pessoa em situação crítica, assumem funções estratégicas na identificação, recolha, preservação e documentação de vestígios forenses, sendo fundamental o domínio de conhecimentos específicos nesta área para garantir um cuidado integral e baseado em evidência. Objetivos: Analisar o efeito moderador de uma formação específica, relativamente às diferenças no nível de conhecimento em Enfermagem Forense, antes e após a respetiva frequência, segundo a perceção da amostra. Métodos: Estudo exploratório, de análise quantitativa relacional aos dados obtidos a partir da aplicação do instrumento de recolha de dados: Questionário de Conhecimentos sobre Práticas de Enfermagem Forense (Libório & Cunha, 2012), à amostra de 49 enfermeiros, num Serviço de Urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. A seleção da amostra emergiu de critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, maioritariamente do género feminino (91,8%), estado civil casado (30,6%), e especialista (28,6% %) em Enfermagem Médico-Cirúrgica, e 4,1% com Mestrado. Resultados: Antes da formação, o nível médio global de conhecimentos situou-se em 59,7%, aumentando para 82,3% após a ação formativa. A aplicação prática das intervenções de Enfermagem Forense passou de 41,8% para 73,4%, com maior evolução nas subescalas de Preservação de Vestígios (de 42,1% para 75,9%) e Comunicação e Documentação (de 38,7% para 70,2%). A correlação entre conhecimentos e aplicação foi positiva e significativa (r=0,62; p<0,01). Os principais constrangimentos identificados foram a escassez de formação (82,5%), a ausência de protocolos institucionais (77,1%) e a sobrecarga de trabalho em serviço de urgência (69,8%). Conclusão: O estudo evidencia fragilidades iniciais nos conhecimentos e na aplicação da Enfermagem Forense, mas demonstra que a formação estruturada constitui um instrumento eficaz para a sua melhoria significativa. Torna-se, assim, pertinente investir em estratégias educativas contínuas, no desenvolvimento de protocolos claros e no reforço do suporte institucional, assegurando que os enfermeiros possam exercer plenamente o seu papel na interface entre saúde e justiça.
Forensic Nursing is an emerging field that articulates clinical practice with the preservation of evidence, playing a central role in the assessment, treatment, and follow-up of victims of violence and, in some contexts, perpetrators of crimes. Nurses, due to their privileged position in direct contact with individuals in critical situations, assume strategic functions in the identification, collection, preservation, and documentation of forensic traces. Mastery of specific knowledge in this field is therefore essential to ensure comprehensive, evidence-based care. Objectives: To analyze the moderating effect of specific training regarding diferences in the level of knowledge in Forensic Nursing, before and after attendance, according to the participants’ perception. Methods: E Exploratory study, with relational quantitative analysis of data obtained from the application of the data collection instrument: Knowledge Questionnaire on Forensic Nursing Practices (Libório & Cunha, 2012), to a sample of 49 nurses, in the Emergency Department of a Local Health Unit in Northern Portugal. The sample selection was based on previously defined inclusion and exclusion criteria, mostly female (91.8%), married (30.6%), and specialists (28.6%) in Medical-Surgical Nursing, with 4.1% holding a Master’s degree. Results: Before training, the overall mean knowledge level was 59.7%, increasing to 82.3% after the educational intervention. The practical application of Forensic Nursing interventions increased from 41.8% to 73.4%, with the greatest improvements in the subscales of Evidence Preservation (from 42.1% to 75.9%) and Communication and Documentation (from 38.7% to 70.2%). The correlation between knowledge and application was positive and significant (r=0.62; p<0.01). The main constraints identified were lack of training (82.5%), absence of institutional protocols (77.1%), and work overload in emergency services (69.8%). Conclusion: The study highlights initial weaknesses in knowledge and application of Forensic Nursing, but demonstrates that structured training is an effective tool for significant improvement. It is therefore relevant to invest in continuous educational strategies, the development of clear protocols, and the strengthening of institutional support, ensuring that nurses can fully exercise their role at the interface between health and justice.

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Enfermeiros Enfermagem forense Conhecimentos

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