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Nosemose na população de abelha melífera da Madeira: Nosema ceranae ou Nosema apis?

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As duas espécies do fungo microsporídio, Nosema ceranae e Nosema apis, são os agentes causadores da Nosemose. Esta doença é considerada uma das mais importantes na abelha Apis mellifera. Originalmente, a espécie responsável pela Nosemose na Europa era a N. apis, sendo a N. ceranae apenas encontrada na abelha asiática (Apis cerana). Porém, este cenário mudou quando em 2007 foi detetada pela primeira vez N. ceranae na Europa, nomeadamente em Espanha, a infetar a A. mellifera. Desde então, a N. ceranae invadiu os diferentes continentes, mas não se sabe se entrou na Madeira. Ao nível individual, a N. ceranae pode diminuir a longevidade das abelhas pela indução de stress oxidativo e por provocar mudanças no seu metabolismo e sistema imunitário. Ao nível da colónia, os principais efeitos da presença da N. ceranae é a redução do desempenho da colónia, nomeadamente através da diminuição da produção de mel e da população podendo resultar no colapso da mesma. Outra dificuldade associada à Nosemose provocada pela N. ceranae é a ausência de sintomas nas abelhas o que torna difícil a sua deteção pelo apicultor. Para além disso, tem vindo a ser relatada uma substituição da N. apis pela N. ceranae nas regiões com clima mediterrâneo. Assim, esta doença pode resultar em perdas económicas significativas para o apicultor. Com este estudo pretendeu-se rastrear a população de abelha melífera da Madeira, a fim de se perceber se a N. ceranae já entrou na ilha e, em caso afirmativo, qual a sua prevalência e distrição espacial. Para tal, foram selecionados 31 apiários onde se realizaram colheitas de abelhas em 3 colónias por apiário resultando num total de 93 colónias amostradas por toda a ilha. O ADN dessas 93 colónias foi extraído e sujeito a uma reação em cadeia da polimerase (PCR) para Pósterior identificação da espécie de Nosema presente através de eletroforese. A N. apis não foi detetada em nenhuma das colónias analisadas enquanto a N. ceranae foi detetada em 63 das 93 colónias amostradas (67.7%). Dos 31 apiários analisados, 6 (19.6%) não tiveram nenhum resultado positivo, indicando a ausência de infeção no apiário ou então um nível muito baixo de infeção, saindo fora do limite de deteção. Os apiários negativos encontravam-se essencialmente na parte sul da ilha. Por outro lado, em 16 (64%) dos 25 apiários positivos foi possível detetar N. ceranae em todas as colónias amostradas, 6 (24%) tiveram dois terços de colónias positivas e 3 (12%) tiveram um terço. Este estudo identifica pela primeira vez as espécies de Nosema existentes na ilha da Madeira, demonstrando a predominância da N. ceranae, face à N. apis, tal como relatado para outras regiões da Europa e do Mundo. A N. ceranae encontra-se distribuída por toda a ilha, podendo causar prejuízos importante ao setor apícola Madeirense.

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Keywords

Abelha melífera da Madeira

Citation

Lopes, Ana Rita; Segura, Sara K.; Martín-Hernández, Raquel; Henriques, Dora; Pinto, M. Alice (2022). Nosemose na população de abelha melífera da Madeira: Nosema ceranae ou Nosema apis? In Maria Alice Pinto; Maria Emília Silva; João Carlos Azevedo; Miguel Sequeira; Nuno Ribeiro; Paulo Fernandes; Paulo Mateus; Susana Dias (Eds.) 9º Congresso Florestal Nacional. Funchal

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Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais

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