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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Nowadays, bee products are notably commended by consumers for medicinal and dietary purposes. Bee pollen is particularly used as a precious source of nutritious compounds like proteins (which includes enzymes), carbohydrates, lipids, minerals as well as a large range of secondary plant metabolites (polyphenols, carotenoids, tocopherol and vitamins). According to the literature, bee pollen possesses great potentialities such as antioxidant, anti-inflammatory, antibacterial activities, among other . Therefore, it can be used as a food supplement to promote the human body resistance against numerous diseases including cancer. However, the bee pollen composition varies depending on the botanical and the geographical origin, which represents the major difficulty in the application of this matrix. The aim of the present study was to differentiate bee pollen origin through the phenolic and volatile profiles of samples from Portugal and Morocco. Also, the contribution of their phenolic compounds to the antioxidant and cytotoxic activities were investigated. After the determination of the total phenolics and flavonoid content analysis through UV-Vis analysis, the phenolic composition was assessed by liquid chromatography coupled to mass spectrometry (LC-MS). The volatile profile of the samples was access through gas chromatography coupled to mass spectrometry (GC-MS) after solid-phase microextraction (SPME). The antioxidant properties were measured by DPPH and ABTS scavenging activity and reducing power assays. Finally, the cytotoxicity of the extracts was examined employing different human tumor cell lines. Our results showed that bee pollen has a rich phenolic profile. Samples from Portugal displayed diverse phenylamides and flavonoid glycosides, while the Moroccan ones presented mostly flavonoid glycosides, phenylamides and some phenolic acids, except M7 which contained important phenylamide quantity. Concerning volatile compounds, plenty of compounds were detected majorly aldehydes, alcohols and some ketones. Some samples presented a high antioxidant capacity particularly the chestnut bee pollen from Bragança. In terms of anti-carcinogenic activity, only P1, Asteraceae carduus bee pollen, exhibited a remarkable anti-tumor potential against MCF-7 (breast carcinoma). Overall, Bee pollen samples belonging to the same floral origin presented similarities in both phenolic and volatile compounds profiles. Also, some detected phenolic and volatile compounds can be considered as fliral and geographical biomarkers.
Atualmente, os produtos apícolas são especialmente apreciados pelos consumidores para fins medicinais e dietéticos. O pólen de abelha é particularmente usado como uma fonte valiosa de compostos nutritivos como proteínas (que incluem enzimas), hidratos de carbono, lipídos, minerais, além de uma grande variedade de metabolitos secundários de plantas (polifenóis, carotenóides, tocoferóis e vitaminas). De acordo com a literatura, o pólen de abelha possui grandes potencialidades, tal como atividades antioxidante, anti-inflamatória e antibacteriana. Portanto, ele pode ser usado como um complemento alimentar para promover a resistência do corpo humano contra inúmeras doenças, na qual se inclui o cancro. No entanto, a composição do pólen de abelha pode variar de acordo com a origem botânica e geográfica, representando esta a maior dificuldade na aplicação desta matriz. O objetivo do presente estudo foi diferenciar a origem do pólen de abelha através dos perfis fenólico e volátil de amostras de Portugal e Marrocos. Também foi investigada a contribuição destes compostos fenólicos para as atividades antioxidante e citotóxica. Após a determinação do conteúdo em fenóis e flavonóides total, feita por análise UV-Vis, a composição fenólica foi avaliada por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa (LC-MS). O perfil volátil das amostras foi determinado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (GC-MS) após micro-extração em fase sólida (SPME). As propriedades antioxidantes foram avaliadas pelos ensaios do DPPH e do poder redutor. Finalmente, a citotoxicidade dos extratos foi estudada usando diferentes linhas celulares tumorais humanas assim como células não tumorais. Os resultados mostraram que o pólen de abelha possui um perfil rico em compostos fenólicos. As amostras de Portugal apresentaram diversas fenilamidas e flavonóides glicosilados, enquanto as com origem em Marrocos apresentaram maioritariamente flavonóides glicosilados, fenilamidas e alguns ácidos fenólicos, com exceção para a M7 que continha uma importante quantidade de fenilamidas. Em relação aos compostos voláteis, uma grande variedade de compostos foi detectada, como aldeídos, álcoois e cetonas. Algumas amostras apresentaram uma elevada capacidade antioxidante em particular o pólen de abelha de castanheiro. Em termos de atividade anticancerígena, apenas a P1, pólen de abelha de Asteraceae Carduus, exibiu um potencial antitumoral notável contra MCF-7 (carcinoma de mama). De maneira geral, as amostras de pólen de abelha pertencentes à mesma origem floral apresentaram semelhanças nos perfis de compostos fenólicos e voláteis. Além disso, alguns compostos fenólicos e voláteis detectados podem ser considerados como biomarcadores flirais e geográficos.
Atualmente, os produtos apícolas são especialmente apreciados pelos consumidores para fins medicinais e dietéticos. O pólen de abelha é particularmente usado como uma fonte valiosa de compostos nutritivos como proteínas (que incluem enzimas), hidratos de carbono, lipídos, minerais, além de uma grande variedade de metabolitos secundários de plantas (polifenóis, carotenóides, tocoferóis e vitaminas). De acordo com a literatura, o pólen de abelha possui grandes potencialidades, tal como atividades antioxidante, anti-inflamatória e antibacteriana. Portanto, ele pode ser usado como um complemento alimentar para promover a resistência do corpo humano contra inúmeras doenças, na qual se inclui o cancro. No entanto, a composição do pólen de abelha pode variar de acordo com a origem botânica e geográfica, representando esta a maior dificuldade na aplicação desta matriz. O objetivo do presente estudo foi diferenciar a origem do pólen de abelha através dos perfis fenólico e volátil de amostras de Portugal e Marrocos. Também foi investigada a contribuição destes compostos fenólicos para as atividades antioxidante e citotóxica. Após a determinação do conteúdo em fenóis e flavonóides total, feita por análise UV-Vis, a composição fenólica foi avaliada por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa (LC-MS). O perfil volátil das amostras foi determinado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (GC-MS) após micro-extração em fase sólida (SPME). As propriedades antioxidantes foram avaliadas pelos ensaios do DPPH e do poder redutor. Finalmente, a citotoxicidade dos extratos foi estudada usando diferentes linhas celulares tumorais humanas assim como células não tumorais. Os resultados mostraram que o pólen de abelha possui um perfil rico em compostos fenólicos. As amostras de Portugal apresentaram diversas fenilamidas e flavonóides glicosilados, enquanto as com origem em Marrocos apresentaram maioritariamente flavonóides glicosilados, fenilamidas e alguns ácidos fenólicos, com exceção para a M7 que continha uma importante quantidade de fenilamidas. Em relação aos compostos voláteis, uma grande variedade de compostos foi detectada, como aldeídos, álcoois e cetonas. Algumas amostras apresentaram uma elevada capacidade antioxidante em particular o pólen de abelha de castanheiro. Em termos de atividade anticancerígena, apenas a P1, pólen de abelha de Asteraceae Carduus, exibiu um potencial antitumoral notável contra MCF-7 (carcinoma de mama). De maneira geral, as amostras de pólen de abelha pertencentes à mesma origem floral apresentaram semelhanças nos perfis de compostos fenólicos e voláteis. Além disso, alguns compostos fenólicos e voláteis detectados podem ser considerados como biomarcadores flirais e geográficos.
Description
Trabalho financiado pelo Projeto DivInA (PDR2020-101-031734), no âmbito de uma iniciativa comunitária promovida pelo PDR2020 e cofinanciada pelo FEADER, Portugal 2020. Este trabalho foi também parcialmente financiado pelo CIMO UID/AGR/00690/2019) através do FEDER no âmbito do PT2020.
Mestrado de dupla diplomação com a Université Libre de Tunis
Mestrado de dupla diplomação com a Université Libre de Tunis
Keywords
Bee pollen Phenolic compounds Volatile compounds Antioxidant activity Cytotoxicity activity