Publicação
Mobbing em Enfermeiros – Estudo na Área da Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica
| datacite.subject.fos | Ciências Médicas::Ciências da Saúde | |
| datacite.subject.sdg | 03:Saúde de Qualidade | |
| datacite.subject.sdg | 10:Reduzir as Desigualdades | |
| dc.contributor.advisor | Veiga, Augusta | |
| dc.contributor.author | Amado, Liliana Isabel Ramalho | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-04T11:17:43Z | |
| dc.date.available | 2026-03-04T11:17:43Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | O Mobbing é um fenómeno que é exposto na literatura científica, seja na componente laboral em Enfermagem em geral, seja na área da Pessoa em Situação Crítica (EPSC), com consequências a nível biológico, psicossocial, cultural e espiritual. Objetivo geral: Analisar o nível de prevalência de Mobbing e o impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, no contexto laboral dos Enfermeiros na área da EPSC. Objetivos específicos: Analisar as associações estatisticamente significativas entre as Dimensões do Mobbing e as variáveis sociodemográficas da amostra; identificar o perfil dos agressores, das vítimas e dos espetadores, bem como as estratégias de Coping utilizadas perante as condutas de Mobbing, em contexto de EPSC. Métodos: Estudo de carácter transversal e analítico, a partir da análise aos dados recolhidos, através da aplicação do Instrumento de Recolha de Dados (IRD), “Leymann Inventory of Psychological Terrorization (LIPT – 60)” validado numa população de Enfermeiros portugueses (Carvalho, 2009; João, 2012) a partir do original (González de Rivera & Rodríguez-Abuín 2005). O questionário foi aplicado, em formato digital através da plataforma Google Forms, a uma amostra de 226 Enfermeiros que prestam cuidados na área da EPSC. Esta amostra é maioritariamente feminina (77,0%), com média de idade de 40,36 anos, em situação de conjugalidade (64,2%) e formação académica para além da licenciatura (65,4%). Resultados: A análise revelou que o nível de prevalência global de Mobbing era de 23,9%, ou seja 54 Enfermeiros da amostra, assumiram terem sido vítimas de Mobbing, e, com maiores pontuações nas seguintes Dimensões: no Bloqueio à Comunicação (𝑥 =1,47; DP= 0,63), na Difamação (𝑥 = 1,15; DP= 0,54) e no Isolamento (𝑥 = 1,00; DP= 0,44). Relativamente ao impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, verificou-se que a nível pessoal, 88,9% das vítimas afirmaram ter tido consequências a nível físico e/ou mental, e destes, 49,2% destacam sintomas como ansiedade, e 27,3% assumem ter insónias e 24,2% insegurança. No plano profissional, 64,8% dos participantes, vítimas, afirmaram que as experiências de Mobbing, comprometeram o seu desempenho no local de trabalho. Além disto, também foram identificadas associações estatisticamente significativas entre o Mobbing e variáveis como o género (p = 0,027), o tipo de contrato (p = 0,010), o grau académico (p = 0,009) e o horário de trabalho (p = 0,015). Os resultados sugerem que as vítimas de Mobbing em contexto de EPSC são, predominantemente, enfermeiras com contrato a termo, sem título de especialista e com horário fixo. Os principais agressores identificados foram superiores hierárquicos (40,7%) e colegas da mesma categoria profissional (42,6%). No que diz respeito aos espetadores, num total de 111 (49,11%) – são maioritariamente do género feminino (80,18%), 6,3% são enfermeiros com Especialidade, 4,5% detêm Mestrado, e um é Doutor. Relativamente às estratégias de Coping foi verificado que a maioria das vítimas (59,3%) não procurou ajuda e as formas utilizadas para superar o Mobbing foram: aprender a não se deixar perturbar (44,4%) e manifestar indiferença perante as situações de abuso (14,8%). Conclusão: Os resultados obtidos demonstram a presença real e persistente do Mobbing nos contextos de EPSC, o que reforça a necessidade de políticas institucionais eficazes, formação contínua e liderança ética. Este estudo permitiu aprofundar a compreensão do fenómeno, o que contribui para a construção de ambientes laborais mais seguros e humanizados para os profissionais de Enfermagem. | por |
| dc.description.abstract | Mobbing is a phenomenon widely reported in the scientific literature, both in the general nursing workplace context and in the area of Critical Care Nursing (CCN), with consequences at biological, psychosocial, cultural, and spiritual levels. General objective: To analyse the prevalence of Mobbing and its personal and professional impact, according to the perception of the sample, within the work context of nurses in CCN. Specific objectives: To examine statistically significant associations between Mobbing dimensions and the sample’s sociodemographic variables; to identify the profile of aggressors, victims, and bystanders, as well as the coping strategies used to deal with Mobbing behaviours in the CCN context. Methods: Cross-sectional and analytical study based on data collected through the application of the “Leymann Inventory of Psychological Terrorization (LIPT–60)” Data Collection Instrument (DCI), validated in a Portuguese nurse population (Carvalho, 2009; João, 2012) from the original version (González de Rivera & Rodríguez-Abuín, 2005). The questionnaire was administered in digital format via the Google Forms platform to a sample of 226 nurses providing care in CCN. The sample was mostly female (77.0%), with a mean age of 40.36 years, predominantly married or in a partnership (64.2%), and with academic qualifications beyond a bachelor’s degree (65.4%). Results: The analysis revealed that the overall prevalence of Mobbing was 23.9%, corresponding to 54 nurses who reported having been victims. The highest mean scores were observed in the following dimensions: Communication Blockage (M = 1.47; SD = 0.63), Defamation (M = 1.15; SD = 0.54), and Isolation (M = 1.00; SD = 0.44). Regarding personal and professional impact, 88.9% of victims reported physical and/or mental consequences, of whom 49.2% highlighted anxiety, 27.3% insomnia, and 24.2% insecurity. Professionally, 64.8% stated that Mobbing experiences compromised their performance at work. Statistically significant associations were also identified between Mobbing and variables such as gender (p = 0.027), type of contract (p = 0.010), academic degree (p = 0.009), and work schedule (p = 0.015). The results suggest that Mobbing victims in CCN are predominantly female nurses, with fixed-term contracts, without specialist title, and with fixed schedules. The main aggressors identified were hierarchical superiors (40.7%) and colleagues of the same professional category (42.6%). Among the 111 bystanders (49.11%), the majority were female (80.18%), 6.3% were specialist nurses, 4.5% held a master’s degree, and one held a doctorate. Regarding coping strategies, most victims (59.3%) did not seek help, with the main responses being learning not to be disturbed (44.4%) and showing indifference towards abusive situations (14.8%). Conclusion: The findings demonstrate the real and persistent presence of Mobbing in CCN contexts, reinforcing the need for effective institutional policies, continuous training, and ethical leadership. This study deepens the understanding of the phenomenon and contributes to building safer and more humanized work environments for nursing professionals. | eng |
| dc.identifier.tid | 204224357 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10198/35940 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | |
| dc.subject | Mobbing | |
| dc.subject | Enfermagem | |
| dc.subject | Cuidados críticos | |
| dc.title | Mobbing em Enfermeiros – Estudo na Área da Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica | |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de Enfermagem à pessoa em Situação Crítica |
