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Publicação

Práticas de auditoria financeira e responsabilidade profissional dos auditores na Guiné-Bissau

datacite.subject.fosCiências Sociais
dc.contributor.authorNhaga, Fortunato
dc.contributor.authorPires, Amélia M.M.
dc.date.accessioned2026-03-26T14:44:34Z
dc.date.available2026-03-26T14:44:34Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractÀ medida que as organizações foram crescendo, desenvolvendo relações tendencialmente mais complexas e se foram a confrontar com uma concorrência crescente, foi crescendo a noção de que os riscos são tendencialmente maiores, que cada erro, falha, desvio ou desperdício podem representar uma carga igualmente pesada e difícil de sustentar. Com isto, e ainda que nem sempre com a mesma intensidade, foi crescendo o risco de manipulação, quando não mesmo de corrupção e fraude ao nível das demonstrações financeiras (DF). Com o propósito de melhorar o resultado e/ou ocultar uma realidade menos favorável, alguns responsáveis são tentados a manipular a informação e a apresentar dados que não correspondem inteiramente à realidade das instituições que dirigem (Alves & Marins, 2018), pelo que é neste âmbito que atua a auditoria financeira (AF). A fim de assegurar a fidedignidade e credibilidade das informações transmitidas e, por essa via, aumentar o nível de confiança junto dos diferentes utilizadores (stakeholders) (Kortz & Azeredo, 2022). Nesta perspetiva, a AF pode fazer muito pela credibilidade e confiança que seja depositada na informação que é preparada e divulgada (Martins & Silva, 2021). A auditoria visa realizar um exame objetivo às DF de uma entidade (Meidawati & Assidiqi, 2019), analisando as políticas e os procedimentos internos definidos (Cruz & Oliveira, 2022) e testar a eficiência e eficácia do sistema de controlo interno implementado (Silva & Sena, 2019). Considerando que o seu objetivo geral é emitir uma opinião sobre as ações executadas e as DF apresentadas por uma entidade, é vista como um meio de prova relativamente à veracidade das informações apresentadas e que a realidade produzida e divulgada é credível e merece a confiança de terceiros (stakeholders). Neste âmbito, a auditoria pode ser entendida como um processo sistemático de recolha e avaliação de evidências, realizado por pessoas competentes e independentes, para fornecer uma opinião fundamentada acerca da veracidade e justiça de um relatório financeiro (Karim et al., 2022). Um processo realizado por um auditor independente que, após planear o seu trabalho, procura identificar, avaliar e responder ao risco de distorção relevante, preparando o seu relatório (Xiao et al., 2020), que o auditor utiliza para transmitir a sua opinião aos utilizadores das DF (Karim et al., 2022). É no âmbito da relevância que se reconhecer à AF que se desenvolve esta investigação, cujo objetivo é procurar compreender as práticas de AF, o grau de cumprimento das normas e a responsabilidade profissional dos auditores, ainda que com particular enfoque na Guiné-Bissau. Neste sentido, o trabalho será conduzido para responder às seguintes questões de investigação: (1) Quais são as práticas de AF na Guiné-Bissau e respetivo grau de cumprimento? (2) Como está organizada a profissão e qual é a responsabilidade profissional dos auditores na Guiné-Bissau? Para lhe dar resposta, o trabalho compreende uma revisão de literatura e um estudo empírico, suportado numa metodologia qualitativa, recorrendo a um estudo de caso múltiplo (Cesário et al., 2020). A recolha de informação compreende fontes de dados primárias e secundárias, nomeadamente a observação, análise documental e a aplicação de entrevistas semiestruturadas (Batista et al., 2017) e o seu tratamento feito com recurso à análise de conteúdo (Cardoso et al., 2021). Os resultados mostram que os procedimentos de AF, desde a fase inicial até à emissão da opinião do auditor, se baseiam em diferentes normativos, regionais e internacionais. Como estes normativos não foram transpostos para o direito nacional da Guiné-Bissau, não existe qualquer supervisão e controlo sobre as práticas de AF e o exercício da profissão, pelo que os diferentes normativos são aplicados indiscriminadamente. Os resultados mostram também que a maioria dos profissionais auditores operam no mercado informal e não se encontram inscritos na Ordem Nacional dos Técnicos Oficiais de Contas da Guiné-Bissau (ORNATOC-GB), requisito básico e imprescindível para o exercício da profissão de auditoria no país. Estes resultados, ainda que modestos, contribuírem para a escassa literatura que existe a este respeito e apresentam-se como um importante ponto de partida para a necessária análise e reflexão que a Guiné-Bissau necessita implementar neste âmbito.por
dc.identifier.citationNhaga, Fortunato; Pires, Amélia M.M. (2024). Práticas de auditoria financeira e responsabilidade profissional dos auditores na Guiné-Bissau. In I Jornadas AFROCIÊNCIAS. ISBN: 978-972-745-336-8
dc.identifier.issn978-972-745-336-8
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10198/36319
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectAuditoria Financeira
dc.subjectDemonstrações Financeiras
dc.subjectProcedimentos de auditoria
dc.subjectNormas de auditoria
dc.subjectGuiné-Bissau
dc.titlePráticas de auditoria financeira e responsabilidade profissional dos auditores na Guiné-Bissaupor
dc.typeconference object
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferenceDate2024
oaire.citation.conferencePlaceInstituto Politécnico de Bragança
oaire.citation.titleI Jornadas AFROCIÊNCIAS
oaire.versionhttp://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85
person.familyNamePires
person.givenNameAmélia M.M.
person.identifier.ciencia-idD219-7067-D5E5
person.identifier.orcid0000-0003-4312-3820
person.identifier.ridA-1734-2018
person.identifier.scopus-author-id57194105891
relation.isAuthorOfPublication3b35ff83-9161-4ada-899c-8c68a22854ee
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