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Changes on the climatic edge: adaptation of and challenges to pastoralism in montesinho (Northern Portugal)
Publication . Castro, José; Castro, Marina; Gómez-Sal, António
Mountain areas are sensitive to changes in precipitation and temperature, which significantly impact traditional pastoralist communities, their economy, and their lifestyle. Alarming climate change scenarios justify the investigation of the ecological and socioeconomic vulnerabilities that characterize Portugal’s mountain regions. This work explores how the traditional production systems of small ruminants—sheep and goats—could adapt in the Montesinho mountain range as it changes over the next 2 decades. Land use–land cover maps from 1995 and 2018 show how the pastoral landscape has changed and indicate trends for a future scenario. Documented landscape grazing patterns are used to determine sheep and goat landscape preferences under different climatic conditions. Finally, we identify the near-future constraints on traditional sheep and goat systems, contrasting landscape changes with sheep and goat preferences. Over coming decades, the balance between rangelands and cultivated lands will persist in the Montesinho mountain landscape, despite some trade-offs between both. Woodlands could emerge from scrublands colonizing rangelands, and permanent crops could significantly replace arable lands in agricultural areas. Therefore, it is likely that the agricultural areas preferred for sheep, and rangelands preferred for goats, may not be affected by the forecast landscape changes, but rather be favored by the expansion of permanent crops. However, pasture areas must expand, as they are key to pastoral landscape function in a warming climate scenario. Landscape decision makers and managers should implement a landscape-monitoring system to inform policies and strategies aimed at protecting and safeguarding mountain pastoralism and its vital ecosystem services.
Transformação da paisagem silvopastoril no Parque Natural de Montesinho num cenário de alterações climáticas
Publication . Castro, José; Castro, João Paulo; Castro, Marina
A transformação da paisagem rural resulta da perceção e interpretação humana das alterações climáticas, e consequentes opções na utilização dos seus recursos. A compreensão destas atitudes, e opções na gestão da terra, é fundamental para o desenvolvimento de cenários e de políticas de adaptação. O território do Parque Natural de Montesinho (PNM) é uma região de transição entre as biogeografias temperadas e mediterrânicas, uma situação privilegiada, portanto, para informar sobre a evolução da paisagem face às alterações climáticas; e de facto, a paisagem deste território alterou-se significativamente nas últimas décadas. Este trabalho analisa as alterações entre 1995 e 2021 no território do PNM com utilização silvopastoril. Com base em 45 quadriculas de 100 hectares distribuídas pelos 5 pisos bioclimáticos, verificou-se que cerca de 18.5% do território amostrado tem hoje um uso diferente relativamente a 1995. As maiores transformações (86%) foram as observadas nas regiões intermédias bioclimaticamente do PNM – supramediterrânico húmido - enquanto nos extremos bioclimáticos - supratemperado húmido e hiperhumido, e mesomediterrâneo sub-húmido - elas correspondem apenas a 14% das transformações totais. As principais transformações foram a substituição de culturas de sequeiro por pomares de castanheiro (21%), o abandono de terras de sequeiro agora ocupadas por urzais (10%), a evolução dos urzais para giestais (9%) e a carvalhais (6%), e o repovoamento de urzais e estevais por pinhais (6%). Em geral, as transformações da paisagem sugerem uma opção por utilizações da terra mais extensivas, mais bem-adaptadas à atual realidade social, ao despovoamento rural e à falta de mão de obra, bem como à redução da rentabilidade da cultura frumentária, em contraponto com o aumento da rentabilidade de culturas permanentes (castanha e.g.). Tendo em conta a sua interdependência, estas transformações na paisagem requerem adaptações do sistema silvopastoril à nova realidade, quer em termos da disponibilidade, quer da distribuição dos recursos forrageiros. Se, por um lado, as novas áreas de arbustivas resultantes do abandono da agricultura podem beneficiar mais os caprinos que os ovinos, já as novas florestações e plantações de soutos colocam sérios problemas de circulação dos rebanhos pelo termo de cada aldeia. Por outro lado, o desenvolvimento de giestais altos e talhadias de carvalho pode, no longo prazo, inviabilizar tanto o pastoreio por ovelhas como por cabras, exigindo meios auxiliares de gestão desta vegetação, como são a limpeza mecânica ou a queima prescrita. Por outro lado, a continuidade de grandes áreas de vegetação arbustiva irá aumentar o risco de incêndio. Estes resultados revelam que as importantes transformações na paisagem do PNM demandam medidas urgentes de políticas públicas de planeamento e gestão desta área classificada, cuja origem e justificação reside precisamente na utilização sustentada desta paisagem humanizada.

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Funding programme

3599-PPCDT

Funding Award Number

MTS/CAC/0028/2020

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