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O Mestiço na “Urgência de Existência”. Essa Dama Bate Bué! (2018), de Yara Monteiro
Publication . Pimenta, Susana
No atual panorama cultural lusófono (2010–2020), vários artistas da geração da pós--memória (Hirsch, 2016), herdeiros do trauma colonial, têm vindo a desconstruir ou a reparar equívocos, injustiças e desigualdades consequentes do sistema colonial, assim como há um conjunto de investigadores que lutam por políticas da memória mais justas, de modo a reparar a Europa na forma como pensou, classificou e imaginou os mundos distantes. A partir do roman-ce de estreia de Yara Monteiro (1979–), Essa Dama Bate Bué! (2018), este artigo pretende analisar a forma como a condição pós-colonial e mestiça da “geração da pós-memória” lusófona é pers-petivada. As memórias permitem indagar sobre o passado colonial e sobre as raízes e heranças culturais das gerações seguintes situadas “entre-lugares” (Bhabha, 1994/1998), como é exemplo o mestiço. Yara Monteiro enceta a discussão sobre o trauma, a mestiçagem, a humanidade, e ainda sobre uma possível universalidade ou uma possível reparação histórica, procurando nor-malizar no discurso europeu o outro lado da mestiçagem. Verifica-se que o processo de identifi-cação do mestiço é ainda hoje problemático, reclamando por isso uma “urgência de existência”.
A mediatização do racismo? Análise a partir da representação dos casos Marega, Webó e Diakhaby nas primeiras páginas da imprensa
Publication . Ribeiro, Fábio; Pimenta, Susana
Este artigo pretende refletir sobre a dimensão mediática do fenómeno racismo na primeira página dos jornais, a partir da análise de três episódios polémicos observados no futebol, que envolveram jogadores negros, a saber, Moussa Marega, Pierre Webó e Mouctar Diakhaby, entre 2020 e 2021. Opta-se por uma metodologia qualitativa, com a análise formal e textual de um corpus selecionado das primeiras páginas de periódicos generalistas e desportivos. Através deste estudo de caso, conclui-se que o corpus, na generalidade, representa uma condenação das alegadas atitudes racistas enquanto crime público, quer através do discurso linguístico quer através das imagens selecionadas, gerando uma narrativa de solidariedade para com os futebolistas envolvidos.
Memória(s) e representação da mulher em gente feita de terra, de Carla M. Soares
Publication . Pimenta, Susana
No âmbito dos estudos de cultura, a ficção é um espaço privilegiado para a crítica sociocultural. Neste trabalho, pretende-se refletir sobre as questões da memória e da representação textual das mulheres no contexto das produções narrativas ficcionais sobre os refugiados decorrentes das ações da descolonização portuguesa de 1974-1975. Analisa-se Gente feita de terra, de Carla M. Soares (2021), uma narrativa contruída com base nas memórias de arquivo do tempo colonial de quem as viveu, na perspetiva da mulher. Esta obra afigura-se como um novo contributo para a memoralística retornadiana iniciada em 1975, sendo agora protagonizada pela geração da pós-memória no feminino.

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UIDP/00736/2020

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