Percorrer por autor "Valente, António Costa"
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- Duas margens do mesmo corpo: as micronarrativas e as curtas-metragens cinematográficasPublication . Martins, Cláudia; Ferreira, Cláudia Maria Pinto; Valente, António CostaEm 1895, os Irmãos Lumière apresentaram em Paris um novo ‘esperanto visual’ (termo cunhado em França nos anos 20 do século XX – cf. Brant, 1980): as projeções cinematográficas sob a forma de 10 curtíssimas filmagens que retratavam a vida quotidiana nas fábricas de Lyon, “Sortie de l’Usine Lumière à Lyon”. Desde então, o cinema como arte e indústria não tem conhecido quaisquer limites, evoluindo dos filmes surdos de pequena dimensão para os mega-sucessos de Holywood que hoje conhecemos. Os géneros audiovisuais incluem todas as tipologias possíveis: animação, ficção, documentários, docudramas, entre tantas outras, onde se destacam as longas-metragens, com “duração igual ou superior a 60 minutos”, de acordo com a Academia Portuguesa de Cinema. No entanto, nas décadas mais recentes, tem-se verificado um ressurgimento das curtas-metragens, com numerosos exemplos disponíveis em linha, em plataformas como o Youtube ou o Vimeo, quer como projetos de alunos das artes cinematográficas, quer como projetos individuais ou de cine-clubes, sem negligenciar os festivais que incluem competições significativas de curtas-metragens (e.g. Encontros Internacionais de Cinema, TV, Vídeo e Multimédia – AVANCA, CINANIMA e Festival de Curtas de Vila de Conde). Como professores de Tradução Audiovisual (TAV) e de cinema nas respetivas instituições de ensino superior, usamos regularmente as curtas-metragens como material pedagógico não só em contexto de aula, como no âmbito dos projetos de TAV dos alunos. Estas breves narrativas cinematográficas possibilitam-nos abordar a legendagem interlinguística, a legendagem para surdos e a audiodescrição, com um sentido de completude do “texto” audiovisual. Desta forma, reconhecendo indubitavelmente a relevância destes recursos, pretendemos estabelecer uma ponte de contacto e comunicação entre as micronarrativas e as curtas-metragens. Partindo das categorias narrativas tradicionais (narrador, ação, tempo, espaço e personagens) e de alguns exemplos concretos, temos como objetivo analisar de que forma estas se encontram presentes ou ausentes, são compensadas ou substituídas tanto nas micronarrativas como nas curtas-metragens. Com base neste exercício analítico, ambicionamos identificar correspondências e disparidades, analogias e assimetrias entre estas duas margens do mesmo corpo.
- O mundo das artes de expressão portuguesa no Festival de Cinema de AvancaPublication . Valente, António Costa; Ferreira, Cláudia Maria Pinto; Martins, CláudiaO cinema como sétima arte sempre se assumiu como um espaço e tempo de encontro(s), baseado na ideia de que a imagem em movimento era entendida como uma linguagem comum, o que alguns autores designam como esperanto visual (e.g. Brant, 1984; Shochat & Stam, 1985; Johnston, 2007). Assim parece ter sido construído em 1997 o Festival de Cinema de Avanca, com o nome “Encontros Internacionais”. Enquanto agregador de filmes e pessoas, nos seus 25 festivais, o Avanca viajou por todo um mundo diverso, nomeadamente o de todas as artes e o da expressão portuguesa. Por estas viagens, o Avanca iniciou o desenho de uma trajetória de coprodução de filmes, onde os falantes de português dos quatro continentes se muniam de um passado comum e de uma abrangência artística que o cinema parece ter sabido expandir. São exemplo desta convergência os filmes: “Sobre sonhos e liberdade” (Francisco Colombo e Marcia Paraíso, 2020); “Pretu Funguli” (Costa Valente e Monica Musoni, 2019); “Sonhos” (Joaquim Pavão, 2020) e “Por detrás da moeda” (Luís Moya, 2020). Com base numa breve caracterização destes filmes, temos por objetivo refletir sobre a unidade, diversidade e identidade das nossas línguas, histórias e culturas que o cinema e as outras artes permitiram congregar no espaço-tempo de Avanca, representado como epicentro de encontros multiculturais e multi artes.
- O mundo de expressão portuguesa no Festival de Cinema de Avanca: encontro de mundosPublication . Valente, António Costa; Ferreira, Cláudia Maria Pinto; Martins, CláudiaO Festival de Cinema de Avanca festejou em 2021 o seu 25.º aniversário, uma existência resiliente, repleta de encontros, amizades, aventuras e muitos filmes. O cinema como 7.ª arte sempre se assumiu como um espaço e tempo de encontro(s), baseado na ideia de que a imagem em movimento era entendida como uma linguagem comum, o que alguns autores designam como esperanto visual (e.g. Brant, 1984 cit. Gottlieb, 2008; Johnston, 2007). Durante os seus 25 festivais, o Avanca viajou por todo o mundo, mas entre estas viagens pretendemos incidir sobre o mundo de expressão portuguesa, a língua que ainda nos une a África, América do Sul e Ásia. A partir destas viagens, o Avanca começou a desenhar uma trajetória de coprodução de filmes, especialmente de documentários, em que os falantes de português dos quatro continentes se muniam de um passado comum e escreviam histórias sobre o presente e eventualmente o futuro. São exemplo desta convergência os documentários: “Sobre sonhos e liberdade” (Francisco Colombo e Márcia Paraíso, 2020); “Pretu Funguli” (Costa Valente & Monica Musoni, 2019); “Sonho Longínquo no Equador” (Hamilton Trindade, 2017). Com base numa breve caracterização destes filmes, temos por objetivo refletir sobre a unidade, diversidade e identidade das nossas línguas, histórias e culturas que o cinema permitiu congregar no espaço tempo de Avanca, freguesia de Estarreja, Aveiro, representado como epicentro de encontros multiculturais. Para alcançar este objetivo abrangente, pretendemos fazer uso de uma revisão integrativa da literatura que nos permita analisar de forma sistemática os objetos de estudo selecionados, i.e. os documentários, e refletir sobre a forma como estes podem contribuir para a unidade diversa e multicultural que subjaz ao mundo de expressão portuguesa.
- O mundo de expressão portuguesa no Festival de Cinema de Avanca: encontro de mundosPublication . Valente, António Costa; Ferreira, Cláudia Maria Pinto; Martins, CláudiaO Festival de Cinema de Avanca festejou em 2021 o seu 25.º aniversário, uma existência resiliente, repleta de encontros, amizades, aventuras e muitos filmes. O cinema como 7.ª arte sempre se assumiu como um espaço e tempo de encontro(s), baseado na ideia de que a imagem em movimento era entendida como uma linguagem comum, o que alguns autores designam como esperanto visual (e.g. Brant, 1984 cit. Gottlieb, 2008; Detwieler, 2007). Durante os seus 25 festivais, o Avanca viajou por todo o mundo, mas entre estas viagens pretendemos incidir sobre o mundo de expressão portuguesa, a língua que ainda nos une a África, América do Sul e Ásia. A partir destas viagens, o Avanca começou a desenhar uma trajetória de coprodução de filmes, especialmente de documentários, em que os falantes de português dos quatro continentes se muniam de um passado comum e escreviam histórias sobre o presente e eventualmente o futuro. São exemplo desta convergência os documentários: “Sobre sonhos e liberdade” (Francisco Colombo e Marcia Paraiso, 2020); “Pretu Funguli” (Costa Valente e Monica Musoni, 2019); “Sonho longínquo no Equador” (Hamilton Trindade, 2017). Com base numa breve caracterização destes filmes, temos por objetivo refletir sobre a unidade, diversidade e identidade das nossas línguas, histórias e culturas que o cinema permitiu congregar no espaço-tempo de Avanca, freguesia de Estarreja, Aveiro, representado como epicentro de encontros multiculturais. Três documentários que permitem refletir sobre a forma como estes podem contribuir para a unidade diversa e multicultural que subjaz ao mundo de expressão portuguesa.
