Percorrer por autor "Torres, Filipa"
A mostrar 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de ordenação
- Livro de resumos da XXXVI Reunião de Primavera da SPPFPublication . Aguiar, Carlos; Torres, Filipa; Corte-Real, Jerónimo; Ferreira, Luís; Pacheco, Luís; Castro, Marina (Ed.); Carita, TeresaLivro de resumos da XXXVI Reunião de Primavera da SPPF, realizado em Vila Pouca de Aguiar nos dias 8 e 9 de maio de 2015, como tema: as pastagens e o pastoreio em áreas de montanha
- O pastoreio em áreas de carvalhal. Um ensaio na Serra de NogueiraPublication . Rego, Francisco; Guerra, Teresa Pimenta; Torres, Filipa; Teixeira, AlfredoO presente trabalho visa o estudo da utilização das áreas de carvalhal para o pastoreio. Sendo o fogo tradicionalmente usado pelos pastores da região c sendo o gado ovino o mais abundante, os ensaios efectuados procuraram criar situações que pudessem ser mais facilmente assimiladas e reproduzidas em larga escala, pelo que a combinação fogo controlado de Inverno- pastoreio com ovinos foi seleccionada. Os ensaios decorreram na Serra da Nogueira, num povoamento de Quercus pyrenaica em cujo sub-bosque dominavam a sua própria regeneração natural , a giesta (Cytisus scoparius) e gramíneas (Agrostis curtisii, etc.) tendo consistido num pastoreio de duas áreas, uma testemunha e outra submetida a fogos controlados. A disponiblidade de alimento num sub-bosque típico de carvalhal não é negligenciável (3.59 ton. M.S./ha), por outro lado na zona regularmente tratada com fogo controlado a disponibilidade total de alimento foi menor (2.89 ton. M.S./ha), mas a percentagem de folhas de carvalho desceu para cerca de 40% enquanto que as gramíneas c as folhas de outras arbustivas aumentaram significativamente. Estes dois tipos de alimentos, juntamente com as folhas e raminhos de giesta, apresentarem os maiores índices de preferência, poderemos concluir pelo interesse da utilização do fogo controlado na gestão dos carvalhais com o objectivo do pastoreio por ovinos.
- Sustainable management model for the preservation of valuable open mountain areas: the Open2preserve projectPublication . Múgica, L.; Canals, Rosa María; San Emeterio, L.; Mosquera-Losada, M.R.; Torres, Filipa; Plaixats, J.; Castro, Marina; Robles, A.B.; Sáez, J.L.; Aguerre, Cécile; Duperron, Carole; Yebra, Rafael T.In south-western Europe, the abandonment of traditional practices in mountains is causing a homogenization of the landscape and an increased risk of extreme wildfires, endangering ecosystems of high ecological value. The Interreg Sudoe Open2preserve project (2018-2021) aimed to develop a sustainable management model based on the principles of the pyric herbivory (combination of prescribed fires and targeted grazing) to preserve a mosaic of open landscapes in abandoned and high fire-prone areas. Thirteen partners from Spain, France and Portugal established eight pilot experiments in protected areas of contrasting environments in the SUDOE region (Atlantic mountains, Pyrenees, and Mediterranean areas). In these pilot experiments, we implemented a common management and monitoring design based on an initial removal of biomass and a multi-year targeted grazing with autochthonous horses and sheep. We monitored the intensity and severity of the burnings, the livestock welfare, the vegetation dynamics, and the soil function for two years, and tested drone and GPS technological tools. This multidisciplinary and international project gathered the main bases to implement pyric herbivory practices on mountain grasslands valuing prescribed burnings and targeted grazing, which promote the preservation of biodiversity and resilient ecosystems, while ensuring the environmental, social and economic sustainability of these practices.
- Visitas técnicas: guia de campo da XXXVI Reunião de Primavera da SPPFPublication . Aguiar, Carlos; Torres, Filipa; Corte-Real, Jerónimo; Ferreira, Luís; Pacheco, Filipe; Castro, MarinaOs geógrafos e planeadores portugueses frequentemente definem como Montanha os territórios acima dos 700 m de altitude. Há uma razão prática para isso. A cota dos 700m, com oscilações consoante a exposição, latitude e proximidade do mar, está associada a mudanças significativas no coberto vegetal e no uso agrícola e pastoril do território. A montanha assim definida corresponde a cerca de 11% da superfície do pais. Kapos et al. (2000), pelo contrário, valorizam muito mais o declive do que a cota na identificação dos espaços de montanha. Para estes autores 38% da superfície nacional é Montanha (Azevedo et al., in litt.). Portugal não tem montanhas elevadas, mas é, sem dúvida, um pais de montanhas e de agricultura de montanha. Não surpreende, por isso, que o tema da XXXVI Reunião de Primavera da SPPF seja precisamente as “Pastagens e o Pastoreio em Área de Montanha”. A Serra do Alvão foi a montanha selecionada como objeto das visitas técnicas pela SPPF. Esta serra eleva-se a 1283 m de altitude no Alto de Caravelas. Reparte-se pelos concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Mondim de Basto. Xistos e granitos são os tipos litológicos dominantes. A combinação de um clima temperado de chuvas copiosas, concentradas no semestre invernal, e um substrato rochoso granítico, originou solos ácidos, de textura grosseira e argilas cauliníticas de baixa capacidade de troca catiónica, nutricionalmente desequilibrados, em resumo pouco férteis. A flora indígena de matos e prados, como todos os participantes nas visitas de estudo terão oportunidade de constatar, reflete isso mesmo. À semelhança de outras visitas técnicas da SPPF, houve que escolher uma exploração agrícola que servisse de ponto de partida para a construção, sempre inacabada, de respostas às perguntas de investigação que dominam cada uma Reuniões de Primavera da SPPF. A pergunta fundamental que atravessa toda a XXXVI Reunião de Primavera da SPPF é a seguinte: A montanha é um espaço demasiado vasto em Portugal para ser votado ao abandono. O bem-estar dos portugueses depende também dos serviços ecossistémicos fornecidos pela montanha: água de qualidade, paisagem, refúgio de biodiversidade, produtos agrícolas e animais de qualidade, ou cultura, por exemplo. Os pastos e as pastagens são uma componente determinante na génese do pacote de serviços ecossistémicos fornecidos pela montanha. Sem animais e sem pastos sobrar-nos-á uma montanha disfuncional e pobre. Quais são, então, as melhores soluções técnicas para um regresso bem sucedido dos gados à montanha?
