Percorrer por autor "Teixeira, Vera"
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- Cuidadores informais no cuidado ao idoso no domicílio: o olhar da enfermagem em Vila FlorPublication . Sousa, Ana Sousa, Catarina; Fazenda, Miguel; Morais, Sofia; Teixeira, Vera, Brás, Manuel Alberto; Anes, Eugenia; Vieira, André; Sousa, Catarina; Fazenda, Miguel; Teixeira, Vera; Morais, Sofia; bras, manuel; Brás, Manuel Alberto; Anes, EugéniaOs cuidadores informais são peça-chave na assistência a idosos em contexto domiciliário, suprindo necessidades físicas, emocionais e sociais (Sousa et al., 2020). Apesar da sua relevância, enfrentam desafios como sobrecarga emocional, isolamento e carência de formação técnica (Silva & Pereira, 2021). A ausência de apoio estruturado pode comprometer tanto o bem-estar do cuidador quanto a segurança do idoso (OECD, 2023). Profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiros, têm um papel crucial na capacitação dos cuidadores informais, promovendo práticas seguras e humanizadas (DGS, 2019). Esta investigação analisa a perceção dos profissionais sobre as necessidades formativas, competências e desafios enfrentados por cuidadores informais de idosos em Portugal, com o intuito de contribuir para o desenvolvimento de estratégias de capacitação mais ajustadas e eficazes. Objetivo: Avaliar a perceção dos enfermeiros do concelho de Vila Flor sobre as hard skills e soft skills dos cuidadores informais de idosos em contexto domiciliário, identificando necessidades formativas prioritárias que promovam a segurança do idoso dependente e a melhoria da qualidade dos cuidados prestados. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e de natureza mista. A recolha de dados foi realizada através de um questionário estruturado, disponibilizado na plataforma Google Forms, assegurando o anonimato e a acessibilidade dos participantes. Participaram no estudo 11 enfermeiros a exercer funções na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e na Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) do concelho de Vila Flor. A amostra foi composta por 9 mulheres e 2 homens, com idades compreendidas entre os 40 e os 62 anos, todos com experiência profissional igual ou superior a cinco anos em cuidados de saúde primários. A construção do instrumento de recolha de dados e a fundamentação do estudo basearam-se em 8 referências científicas e institucionais, publicadas entre 2018 e 2024. Resultados: 80% dos profissionais inquiridos referiu ter contacto semanal ou mensal com cuidadores informais; 60% avaliaram os conhecimentos dos cuidadores informais como moderados, 80% reconheceram que os cuidadores demonstram competências básicas em cuidados de higiene e conforto. Os profissionais destacaram três grandes áreas de dificuldades dos cuidados informais: sobrecarga física e/ou emocional, falta de conhecimentos técnicos e práticos e gestão do stress e isolamento social, 100% dos participantes consideram fundamental a existência de programas formais de formação para cuidadores informais. Os profissionais identificaram os seguintes formatos como mais eficazes para capacitar cuidadores informais: sessões presenciais em grupo, materiais audiovisuais e formação entre pares. Conclusão: Os cuidados domiciliários prestados a idosos por cuidadores informais são, frequentemente, realizados sem preparação adequada para enfrentar as exigências físicas, técnicas e emocionais da função. A perceção dos enfermeiros inquiridos evidencia lacunas significativas nas competências técnicas (hard skills) e na gestão do stress, aspetos que comprometem a qualidade e a segurança dos cuidados. Todos os profissionais reconhecem a necessidade urgente de programas formais de capacitação, salientando o papel do enfermeiro como agente educativo e facilitador de cuidados seguros e humanizados no domicílio. Contudo, constrangimentos como a escassez de tempo e de recursos nas unidades de saúde limitam a operacionalização destas estratégias formativas. Assim, torna-se imprescindível que as políticas de saúde integrem a capacitação sistemática dos cuidadores informais como componente essencial da enfermagem comunitária, promovendo a continuidade dos cuidados, a autonomia da pessoa idosa e a sustentabilidade do sistema de saúde. Este estudo contribui para a prática clínica ao evidenciar prioridades formativas concretas e abordagens pedagógicas preferenciais, orientando os enfermeiros na sua ação educativa. Simultaneamente, reforça a relevância de novas investigações que aprofundem o impacto da formação nos resultados em saúde, bem como as melhores estratégias de apoio a estes cuidadores no território nacional.
- Fragilidade em idosos: intervenções de enfermagem baseadas em evidência para a sua prevenção e reversãoPublication . Sousa, Ana; Vieira, André; Sousa, Catarina; Fazenda, Miguel; Teixeira, Vera; Morais, Sofia; Anes, Eugénia; Brás, Manuel AlbertoA fragilidade é uma síndrome geriátrica caracterizada por um estado de vulnerabilidade fisiológica progressiva, resultante do declínio multissistémico associado ao envelhecimento. Este fenómeno dinâmico compromete a capacidade adaptativa do idoso, aumentando o risco de quedas, hospitalizações, institucionalização e mortalidade (Fried et al., 2001; Dent et al., 2019). No entanto, evidências recentes demonstram que a fragilidade pode ser prevenida ou revertida, sobretudo quando identificada precocemente e alvo de intervenções apropriadas (Apóstolo et al., 2018; Cameron et al., 2013). Os enfermeiros, enquanto profissionais-chave na promoção da saúde e funcionalidade do idoso, têm um papel central nesse processo (Fairhall et al., 2015). Objetivo: Identificar, na literatura científica recente, intervenções de enfermagem eficazes para prevenir e reverter a fragilidade em pessoas com 65 ou mais anos, e discutir a sua aplicabilidade nos cuidados de saúde primários. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa conforme o método de Whittemore e Knafl (2005). As bases de dados consultadas foram PubMed, e Web of Science, utilizando descritores controlados combinados com operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2024, com amostras iguais ou superiores a 30 participantes, redigidos em inglês, português ou espanhol. A análise dos dados foi conduzida segundo a abordagem de Braun e Clarke (2006), permitindo a identificação de cinco categorias temáticas de intervenções de enfermagem eficazes. Resultados: Categorias de intervenção identificadas: Exercício físico multicomponente supervisionado – treino de força, equilíbrio e resistência, com melhorias até 30% na mobilidade (Cameron et al., 2013). Intervenção nutricional precoce – suplementação proteica e educação alimentar, eficaz na reversão da pré-fragilidade (Apóstolo et al., 2018). Estimulação cognitiva e individualizados apoio psicossocial – programas de literacia em saúde que promovem bem-estar e desaceleram a progressão da fragilidade (Fairhall et al., 2015). Gestão de caso e visitas domiciliárias por enfermeiros – cuidados com avaliação multidimensional, promovendo autonomia (Dent et al., 2019). Rastreio sistemático da fragilidade – uso de instrumentos validados como a Clinical Frailty Scale e a Edmonton Frail Scale permite intervenções precoces e direcionadas (Rockwood & Theou, 2015; Rolfson et al., 2006). Conclusão: Os resultados desta revisão integrativa evidenciam que os enfermeiros dispõem de um conjunto diversificado de intervenções seguras, acessíveis e eficazes na prevenção e reversão da fragilidade em pessoas idosas, especialmente no âmbito dos cuidados de saúde primários. Estas estratégias revelam-se fundamentais para a promoção da autonomia, mitigação de riscos e melhoria da qualidade de vida na velhice (Apóstolo et al., 2018; Cameron et al., 2013; Dent et al., 2019; Fairhall et al., 2015). A incorporação sistemática destas práticas na atuação clínica diária e na formação contínua dos profissionais de saúde constitui um imperativo, alinhado com as recomendações das diretrizes internacionais que preconizam um envelhecimento ativo, saudável e digno (Fried et al., 2001; Rockwood & Theou, 2015).
- Hipertensão arterial em idosos: um desafio silencioso da longevidade –revisão narrativa da literaturaPublication . J Gomes, juliana; Francisco, Gonçalo; Brás, Manuel Alberto; Machado, Dora; Anes, Eugénia; Brás, Maria de Fátima; Teixeira, Vera; Rodrigues, CarinaA hipertensão arterial(HTA)é uma das principais causas de doença cardiovascular e mortalidade no mundo. O envelhecimento promove alterações fisiológicas e estruturais do sistema cardiovascular ,como a rigidez arterial, tornando esta população particularmente vulnerável. Em Portugal ,dados do INSEF 2015 revelam que mais de 71,3% dos idosos com idades entre os 65 e 74 anos apresentam hipertensão, com baixa taxa de controlo terapêutico. Com base na evidencia científica objetivamos avaliar a prevalência e o impacto da HTA em idosos portugueses;i dentificar barreiras à adesão terapêutica e; promover estratégias preventivas e educativas eficazes no contexto dos cuidados de saúde primários.
- Idosos das comunidades azuis: revisão integrativa da literatura.Publication . Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Machado, Dora; Brás, Maria de Fátima; Teixeira, Vera; Anes, Eugénia; Rodrigues, CarinaAs Zonas Azuis são regiões geográficas reconhecidas mundialmente pela alta longevidade e bem-estar dos seus habitantes. São exemplos: Okinawa(Japão), Sardenha(Itália),Icária(Grécia), Península de Nicoya(CostaRica) e LomaLinda(Califórnia,EUA). O envelhecimento saudável nas Zonas Azuis está relacionado com fatores culturais ,sociais, alimentares e espirituais. Pretendemos identificar os fatores que contribuem para a longevidade e qualidade de vida de idosos nas ZonasAzuis
- Literacia em suporte básico de vida na população idosa: revisão narrativa da literaturaPublication . Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Machado, Dora; Brás, Maria de Fátima; Teixeira, Vera; Anes, EugéniaO envelhecimento populacional coloca novos desafios à saúde pública ,sobretudo no que respeita à resposta a situações de emergência, como a paragem cardiorrespiratória. A literacia em saúde, neste contexto, torna-se um pilar fundamental, permitindo ao idoso reconhecer sinais de alerta e agir de forma eficaz. O suporte básico de vida(SBV)é uma competência essencial que ,pode salvar vidas. Os estudos mostram que os níveis de literacia em SBV entre a população idosa são insuficientes. Tem como objetivo a presentar a evidencia científica a cerca da literacia do idoso em suporte básico de vida, identificando limitações, barreiras e estratégias educativas promissoras.
- Prevenção de quedas no idoso: papel dos cuidados de saúde primários –revisão narrativa da literaturaPublication . Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Machado, Dora; Brás, Maria de Fátima; Teixeira, Vera; Anes, EugéniaAsquedas são uma das principais causas de morbilidade, incapacidade e mortalida de entre a populaçãoidosa. Estima-se que um em cada três idosos com mais de 65anos sofra pelo menos uma queda por ano .Nos cuidados de saúde primários(CSP), os profissionais têm um papel central na identificação de fatores de risco e na implementação de estratégias preventivas, dado o seu contacto regular com a comunidade idosa. Mapear a evidência científica disponível sobre intervenções de prevenção de quedas nos idosos no contexto dos cuidados de saúde primários, destacando o papel dos profissionais de saúde
- Principais necessidades dos longevos: integrativa da literaturaPublication . Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Machado, Dora; Brás, Maria de Fátima; Teixeira, Vera; Anes, Eugénia; Rodrigues, CarinaO crescimento da população de pessoas longevas (80anosoumais) tem colocado novos desafios aos sistemas de saúde e aos contextos sociais. Esses indivíduos frequentemente apresentam necessidades distintas das pessoas idosas mais jovens, exigindo abordagens específicas no cuidado ,na promoção da autonomia e na garantia da qualidade devida..
- Violência contra idosos em Portugal: revisão integrativa da literaturaPublication . Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Machado, Dora; Brás, Maria de Fátima; Teixeira, Vera; Anes, EugéniaA violência contra idosos constitui uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública em crescimento. Em Portugal, a transição demográfica, o aumento da longevidade e a dependência funcional de muitos idosos tornam-nos particularmente vulneráveis adiversas formas de violência. Esta problemática é agravada por fatores como o isolamento social, a dependência económica e a escassez de respostas sociais e institucionais adequadas. Compreender a natureza, os determinantes e as implicações desta violência é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e intervenção eficazes. Foi objetivo identificar a produção científica recente sobre violência contra idosos em Portugal,
