Percorrer por autor "Sousa, Ana Carolina"
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- Celícantina: nutrir sem glúten, incluir com saborPublication . Sousa, Ana Carolina; Martins, Carolina; Dias, Daniela; Rocha, Julia; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Sá, CarlaA doença celíaca é uma patologia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, cujo único tratamento é uma dieta estritamente isenta desta proteína. Na restauração coletiva, a contaminação cruzada é um risco elevado, exigindo espaços alimentares especializados e seguros. Objetivos: Desenvolver o modelo da "Celícantina", uma cantina 100% isenta de glúten para indivíduos celíacos, garantindo segurança alimentar, equilíbrio nutricional e inclusão social. Metodologia: Aplicou-se uma abordagem técnico-descritiva em três etapas: (1) diagnóstico das necessidades da população-alvo, segundo a Association of European Coeliac Societies; (2) definição de requisitos nutricionais, operacionais e de segurança; (3) desenvolvimento do modelo técnico. O processo seguiu as normas NP EN ISO 22000, Portaria n.º 987/93, referenciais da DGS e princípios da NP EN ISO 9001. Resultados: O serviço estruturou-se em 5 secções e zonas funcionais com circuito unidirecional, eliminando o cruzamento entre áreas limpas e sujas. Projetou-se a confeção de 200 refeições/dia (sopa, prato e sobremesa), com tempo médio de confeção de 20 minutos. A equipa prevê 10 funcionários; com 4 afetos à confeção, o indicador de rendimento de mão de obra alinha-se com os valores ideais do setor. Para alcançar uma margem de lucro de 35%, fixou-se o preço de 5€ por refeição, sendo parte do lucro revertida para a Associação Portuguesa de Celíacos. Discussão: A Celícantina demonstra a viabilidade de um serviço alimentar totalmente seguro para celíacos, integrando segurança, ergonomia, sustentabilidade e gestão da qualidade. Fluxos físicos separados, equipas formadas e processos padronizados mitigam o risco de contaminação cruzada. Além da segurança, o modelo promove a inclusão, autonomia e qualidade de vida dos utilizadores, servindo de referência para a restauração coletiva inclusiva em Portugal.
- Perfil de macronutrientes na dieta e composição corporal: um estudo em praticantes de atletismoPublication . Menezes, Ana Carolina; Sousa, Ana Carolina; Fernandes, António; Pereira, Ana Maria Geraldes RodriguesUma alimentação equilibrada é fundamental no atletismo, influenciando a recuperação e o rendimento. A ingestão adequada de macronutrientes otimiza a composição corporal e previne a Deficiência Energética Relativa no Desporto. Objetivos: Avaliar a relação entre a ingestão de macronutrientes e a composição corporal em atletas, caracterizando o seu perfil sociodemográfico, alimentar e antropométrico. Metodologia: Estudo observacional transversal com 13 atletas (8 mulheres; 5 homens) de um clube do norte de Portugal. Aplicou‑se um questionário sociodemográfico, um Questionário de Frequência Alimentar e realizou‑se a avaliação da composição corporal por bioimpedância. A análise estatística (SPSS v.31) utilizou testes de Spearman e Mann-Whitney/t-Student (p<0,05). Resultados: A amostra apresentava uma idade média de 29,9 (± 11,9 ) anos. Nas mulheres, a massa gorda (MG) foi 21,4 ± 8,8% e a ingestão de proteína, hidratos de carbono (HC) e lípidos foi 158,8 ±70,1g, 310,3 ± 129,8g e 132,6 ± 88,0g, respetivamente. Nos homens, a MG foi 13,3 ± 7,0%, com ingestão proteica de 147,2 ± 33,1g, HC de 389,8 ± 180,9g e lípidos de 116,0 ± 25,9g. Observou-se uma correlação negativa forte entre a duração do treino e a MG apenas no sexo feminino (ró=-0,879; p=0,021). Atletas de trail apresentaram MG superior (24,7%) aos restantes (12,8%; p=0,008). Não houve associações significativas entre a ingestão de macronutrientes e antropometria. Discussão: A correlação inversa entre volume de treino e a MG nas mulheres ratifica a literatura que identifica o gasto energético como preditor de adiposidade. A MG superior no trail pode prender-se com a especificidade da modalidade. A ausência de associação significativa entre a ingestão de macronutrientes e os indicadores antropométricos pode refletir vários fatores. O tamanho reduzido da amostra limita o poder estatístico para detetar efeitos subtis. A heterogeneidade entre modalidades, cargas de treino e perfis metabólicos individuais pode ter contribuído para a ausência de relações significativas entre ingestão de macronutrientes e antropometria. Estes resultados reforçam a importância de abordagens nutricionais individualizadas e periodizadas, sobretudo em contextos de treino competitivo.
