Percorrer por autor "Silva, Diego Paulino"
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- Dinâmica temporal de armazenamento de carbono em áreas de matos queimadas com fogo controlado, NE PortugalPublication . Silva, Diego Paulino; Fonseca, Felícia; Figueiredo, Tomás de; Bueno, Paulo Agenor AlvesOs incêndios florestais causam imensos impactos sociais, econômicos e ambientais em Portugal, principalmente no nordeste do país. Uma das razões desta problemática é o abandono de propriedades em razão de suas características impróprias para mecanização e produção em massa. Deste modo, é de grande relevância o uso de práticas de gestão da vegetação para controle de material combustível em tais áreas, como o fogo controlado. Comumente utilizado na região mediterrânea, o fogo controlado constitui uma importante ferramenta de redução da quantidade de combustível disponível, sendo de baixo custo, rápido e contribui para a redução do risco de ocorrência de incêndios florestais. Esta técnica permuta as condições severas e intensas de um incêndio por condições mais amenas, de modo a impactar menos o ambiente. Porém, também realiza imensas modificações na paisagem e impacta diretamente a dinâmica do carbono na atmosfera. Neste contexto, este trabalho tem como principal objetivo avaliar a dinâmica temporal do armazenamento de carbono na sequência da aplicação de um fogo controlado numa área de matos do Parque Natural de Montesinho, nordeste de Portugal. Antes da aplicação do fogo, a área de estudo era constituída por vegetação arbustiva, essencialmente por urze (44%), esteva (26%) e carqueja (30%). A carqueja e a urze apresentaram um fator de combustão de 80%, enquanto a esteva revelou maior resistência ao fogo, com um fator de combustão de 50%. Então, em 11 locais distribuídos de forma aleatória, foi avaliado o carbono na biomassa aérea e radicular da vegetação arbustiva (urze, esteva e carqueja), no horizonte orgânico e no solo, através de colheitas de amostras nas profundidades 0-5, 5-10 e 10-20 cm, antes do fogo controlado, dois meses, seis meses e três anos após o fogo controlado. Os resultados mostram uma elevada redução do teor de carbono armazenado na biomassa da vegetação arbustiva e uma redução total do horizonte orgânico do solo após o fogo. Dois e seis meses após o fogo a área não apresentou horizonte orgânico. O carbono armazenado no solo mineral revelou um acréscimo de cerca de 6,4 t ha-1 no final do período considerado. Dentre as espécies arbustivas, a urze apresentou maior armazenamento de carbono, com cerca de 70% de carbono radicular. Dois meses após o fogo, a taxa anual de perda de carbono era de 43,5 t ha-1 ano-1 (7,4 t ha-1 em dois meses) contra 21,5 t ha-1 ano-1 após seis meses (10,8 t ha-1 em seis meses), apresentando um ganho de 0,24 t ha-1 ano-1 após três anos (0,7 t ha-1 em três anos) comparativamente à situação antes do fogo controlado. Assim, no final do período considerado a dinâmica de armazenamento de carbono no sistema foi recuperada, com maior influência do compartimento solo. Dentre os compartimentos analisados (biomassa aérea e radicular, horizonte O e solo), a maior quantidade de carbono está presente no solo.
- Dinâmica temporal do armazenamento de carbono em áreas de matos queimadas com fogo controlado, NE PortugalPublication . Silva, Diego Paulino; Fonseca, Felícia; Figueiredo, Tomás de; Nogueira, ClotildeO fogo controlado é uma prática de gestão da vegetação comumente utilizada na região mediterrânea e constitui uma importante ferramenta de redução da quantidade de combustível disponível, contribuindo para a redução do risco de ocorrência de incêndios florestais. Este trabalho tem como principal objectivo avaliar a dinâmica temporal do armazenamento de carbono na sequência da aplicação de um fogo controlado numa área de matos do Parque Natural de Montesinho, Nordeste de Portugal. Na área em estudo a vegetação era constituída (antes do fogo controlado), essencialmente por urze (44%), esteva (26%) e carqueja (30%). A carqueja e a urze apresentaram um fator de combustão de 80%, enquanto a esteva revelou maior resistência ao fogo, com um fator de combustão de 50%. Em 11 locais distribuídos aleatoriamente, foi avaliada a biomassa da vegetação arbustiva e do horizonte orgânico (numa área de 0,49 m2 por local) e colhidas amostras de solo nas profundidades 0-5, 5-10 e 10-20 cm, antes do fogo controlado, dois meses, seis meses e três anos após o fogo controlado. Os resultados mostram uma elevada redução do teor de carbono armazenado na biomassa da vegetação arbustiva e nos horizontes orgânicos do solo (0-5 cm de profundidade) mostrando uma perda de cerca de 5,7 t ha-1 ao fim de três anos. O carbono armazenado no solo mineral, nas profundidades 5-10 e 10-20 cm mostrou um comportamento diferente, com tendência de aumento, revelando um acréscimo de cerca de 6,4 t ha-1 no final do período considerado. Dois meses após o fogo a taxa anual de perda de carbono era de 43,5 t ha-1 ano-1 contra 21,5 t ha-1 ano-1 após 6 meses, apresentando um ganho de 0,24 t ha-1 ano-1 após três anos em relação a situação existente na vegetação e no solo antes do fogo controlado. Apesar da severidade do fogo controlado ter sido classificada de baixa, três anos após a sua ocorrência ainda são visíveis os efeitos no armazenamento de carbono no sistema.
- Indicadores de sustentabilidade aplicados em bairros da cidade de Bragança – PortugalPublication . Silva, Diego Paulino; Pereira, Simone Lima; Royer, Ana Caroline; Santos, Edmar dos; Gonçalves, Artur; Ianela, Milena ClarindoOs indicadores de sustentabilidade podem ter várias funções, dentre elas esclarecer e tornar a informação acessível aos gestores, de modo que melhores decisões e ações mais eficientes sejam tomadas, contribuindo para a avaliação do progresso em concordância com as metas do desenvolvimento sustentável. Ainda permitem alertar sobre os problemas existentes em contexto econômico, social e ambiental, pelo fato de disponibilizar informações e facilitar sua interpretação. A partir da década de 90, os indicadores ambientais ganharam grande importância em escala mundial, sendo essenciais para avaliar o desempenho ambiental e frequentemente utilizados no planejamento e gestão, esclarecendo os objetivos e prioridades na avaliação de qualquer atividade que degrade o ambiente. Neste contexto, a presente pesquisa aplicou um conjunto de indicadores em cinco bairros da cidade de Bragança - Portugal, relacionando-os com fatores que afetam a sustentabilidade do ambiente urbano. O estudo consistiu na definição dos indicadores de desenvolvimento sustentável, sua aplicação, análise dos resultados obtidos e apresentação de propostas de intervenção com objetivo de aperfeiçoamento dos bairros analisados e sua envolvente. Os critérios de seleção dos indicadores foram baseados em princípios de sustentabilidade, disponibilidade de dados e tempo de aplicação, sendo: densidade populacional; densidade habitacional; área de espaço verde por habitante; distância entre os pontos de recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU); edificados em zona de potencial inundação e espaços verdes com acesso ao público. Através dos instrumentos de gestão, é de grande importância que os aspectos de densidades dos bairros sejam melhorados, fomentando a construção de edifícios plurifamiliares de forma coerente e organizada, almejando o desenvolvimento sustentável e uso do solo eficiente. Os indicadores de espaços verdes revelam a necessidade de implementação de áreas verdes equipadas, uma vez que aquelas públicas existentes nos bairros não atendem aos critérios mínimos de referência estabelecidos. Em relação à distância entre pontos de recolha de resíduos sólidos aplicado no bairro da Rica Fé, verificou-se uma inconformidade dos ecopontos de RSU, pelo fato de atender uma população superior a capacidade no contexto bairro, sendo necessário a implementação de mais dois ecopontos completos. Com este estudo, os resultados apontaram que os parâmetros analisados nos bairros devem ser melhorados, de forma a obter índices mais elevados de sustentabilidade para os bairros e consequentemente, a cidade. Além disso, demonstra os principais problemas associados a cada indicador aplicado, contribuindo para gestão das áreas analisadas.
