Percorrer por autor "Ribeiro, Stephanie Caroline Siqueira"
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- Confinamento durante a covid-19 em Portugal: um estudo de caso sobre o teletrabalho ao nível da gestão de topoPublication . Ribeiro, Stephanie Caroline Siqueira; Cardim, Sofia; Vara, Natália CordeiroEm março de 2020 o mundo se surpreendeu com a proporção do efeito pandêmicos da COVID-19 e para tentar restringir a propagação do vírus foi instituído o isolamento social em todo o mundo. As organizações e os colaboradores de depararam com a necessidade de adotar um novo arranjo de trabalho. O teletrabalho, uma megatendência que já vinha se desenvolvendo lentamente nos últimos anos, apresentou um súbito crescimento com o confinamento. A inexperiência com o trabalho remoto agravou ainda mais os desafios encontrados pelas organizações e pelos teletrabalhadores, em especial os gestores de topo, mais propensos a longas jornadas de trabalho. Assim sendo, torna-se pertinente responder a seguinte questão: quais efeitos do teletrabalho obrigatório durante o confinamento da COVID-19 contribuem para a precarização do trabalho dos gestores de topo? O trabalho de caráter exploratório e de natureza qualitativa realizou-se por meio do estudo de caso de uma organização que a princípio já tinha as tecnologias da informação e comunicação difundidas. Entretanto, de acordo com a descrição dos teletrabalhadores infere-se que não existe na organização a cultura do trabalho fora das instalações da empresa. Após análise do resultado, observou-se determinada aversão ao formato contínuo de teletrabalho entre os participantes do estudo. Os teletrabalhadores relataram que a predileção pelo trabalho presencial provém da atuação neste formato durante toda a carreira profissional. Entretanto, este estudo sugere que as circunstâncias em que o teletrabalho contínuo foi experienciado pelos colaboradores contribuiu para a dificuldade de adaptação dos mesmos. A transição imediata entre os dois formatos de prestação de trabalho, presencial e remoto, no período de confinamento, somada à falta de políticas e diretrizes reativas por parte da empresa, limitou a vivência do teletrabalho de forma satisfatória para o colaborador.
