Percorrer por autor "Pinto, Maria Isabel Monteiro"
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- Caracterização dos sintomas e cuidados prestados ao doente terminal nos últimos três dias de vida, num serviço de internamento hospitalarPublication . Pinto, Maria Isabel Monteiro; Magalhães, Carlos PiresNum hospital de agudos, o atendimento é direcionado essencialmente para a vertente curativa, pelo que nem sempre é possível atender às necessidades dos que padecem de uma doença terminal, acabando muitas vezes por falecer no serviço, sem que lhes seja facultado o devido cuidado, inúmeras vezes de carater paliativo. Objetivo: Caracterizar os cuidados prestados ao doente terminal, nos últimos três dias de vida, num serviço de internamento hospitalar. Metodologia: Estudo descritivo simples, retrospetivo, de cariz quantitativo. A recolha de informação foi efetuada a partir dos processos individuais de 32 doentes falecidos num serviço de Medicina Interna. O instrumento de recolha de dados utilizado foi construído e utilizado por Delgado (2012), tendo sido concebido com base no Protocolo de Liverpool Care Pathway (LCP – versão 12). Resultados: A amostra em estudo é predominantemente do sexo feminino, com média de idade de 89 anos, admitida pelo serviço de urgência, a residir em casa própria, com dependência em grau elevado nos autocuidados. Respeitante à sintomatologia mais observada nos três últimos dias de vida, aferiu-se que foi a dispneia (46,9%), estertor/respiração ruidosa (40,6%) e dor (37,5%). Os analgésicos assumem uma posição de destaque, no que concerne às intervenções farmacológicas. No que tange às intervenções não farmacológicas, a maioria continua ativa durante todo o período de tempo, salientando-se a monitorização e os exames complementares de diagnóstico, mais especificamente as análises sanguíneas (62,5%). Intervenções de Enfermagem que contemplam o cuidado com a pele, eliminação intestinal e urinária foram transversais ao processo de finitude, almejando a satisfação das necessidades e conforto do doente. Conclusão: Apesar da irreversibilidade clínica, muitas vezes são praticadas intervenções que não coadunam com as autênticas necessidades do doente em fase terminal, o que inviabiliza a prestação de cuidados que promovam o conforto e a qualidade de vida, nesta fase tão peculiar do ciclo vital.
- O doente terminal em fase agónicaPublication . Magalhães, Carlos Pires; Pinto, Maria Isabel Monteiro; Cruz, João Ricardo Miranda daAtualmente, deparamos-nos com doentes de idade mais avançada, com patologias crónicas, contribuindo para um incremento de situações de doença terminal, com necessidades paliativas. Os cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida dos doentes, bem como das suas famílias/cuidadores. Muitos destes doentes são internados em serviços de medicina interna. Na literatura científica a fase agónica corresponde ao período que precede a morte, correspondendo aos últimos dias/horas de vida, cujo agravamento gradual se manifesta por sinais e sintomas que variam de doente para doente, sendo que alguns estudos apontam como os mais frequentes: a dispneia, a dor, as secreções respiratórias/estertor e a confusão. A sua avaliação é relevante para a instituição de medidas farmacológicas e não farmacológicas. Na década de noventa, no Reino Unido desenvolveu-se uma ferramenta multiprofissional direcionada para o atendimento a pacientes moribundos, denominada de Liverpool Care Pathway for the Dying Patient (LCP). Em 2013, uma comissão independente recomendou a sua substituição, por um “Plano de Cuidados em Fim de Vida”, amparado por orientações de boas práticas específicas a cada condição. Visando caracterizar os cuidados prestados ao doente terminal, nos últimos dias de vida, em internamento hospitalar, alguns estudos recorreram a um formulário construído com base no LCP, sendo evidenciado as dificuldades das equipas de saúde em adequar os cuidados. Integrados numa equipa multidisciplinar, as intervenções não farmacológicas desenvolvidas pelos enfermeiros são de extrema importância, sendo que, atendendo à condição especifica de cada doente, estas devem ser apropriadas, em prol da promoção do conforto e da sua qualidade de vida.
