Percorrer por autor "Pereira, Andreia Cristiana Teixeira"
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- Conhecimentos em intervenções de enfermagem forense - estudo numa unidade local de saúde do norte de PortugalPublication . Pereira, Andreia Cristiana Teixeira; Veiga, AugustaA Enfermagem Forense constitui uma área emergente que articula a prática clínica com a preservação de evidências, desempenhando um papel central na avaliação, tratamento e acompanhamento de vítimas de violência e, em alguns contextos, de agressores de crimes. Os enfermeiros, pela sua posição privilegiada no contacto direto com a pessoa em situação crítica, assumem funções estratégicas na identificação, recolha, preservação e documentação de vestígios forenses, sendo fundamental o domínio de conhecimentos específicos nesta área para garantir um cuidado integral e baseado em evidência. Objetivos: Analisar o efeito moderador de uma formação específica, relativamente às diferenças no nível de conhecimento em Enfermagem Forense, antes e após a respetiva frequência, segundo a perceção da amostra. Métodos: Estudo exploratório, de análise quantitativa relacional aos dados obtidos a partir da aplicação do instrumento de recolha de dados: Questionário de Conhecimentos sobre Práticas de Enfermagem Forense (Libório & Cunha, 2012), à amostra de 49 enfermeiros, num Serviço de Urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. A seleção da amostra emergiu de critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, maioritariamente do género feminino (91,8%), estado civil casado (30,6%), e especialista (28,6% %) em Enfermagem Médico-Cirúrgica, e 4,1% com Mestrado. Resultados: Antes da formação, o nível médio global de conhecimentos situou-se em 59,7%, aumentando para 82,3% após a ação formativa. A aplicação prática das intervenções de Enfermagem Forense passou de 41,8% para 73,4%, com maior evolução nas subescalas de Preservação de Vestígios (de 42,1% para 75,9%) e Comunicação e Documentação (de 38,7% para 70,2%). A correlação entre conhecimentos e aplicação foi positiva e significativa (r=0,62; p<0,01). Os principais constrangimentos identificados foram a escassez de formação (82,5%), a ausência de protocolos institucionais (77,1%) e a sobrecarga de trabalho em serviço de urgência (69,8%). Conclusão: O estudo evidencia fragilidades iniciais nos conhecimentos e na aplicação da Enfermagem Forense, mas demonstra que a formação estruturada constitui um instrumento eficaz para a sua melhoria significativa. Torna-se, assim, pertinente investir em estratégias educativas contínuas, no desenvolvimento de protocolos claros e no reforço do suporte institucional, assegurando que os enfermeiros possam exercer plenamente o seu papel na interface entre saúde e justiça.
