Percorrer por autor "Nhaga, Fortunato Marcolino"
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- Práticas de auditoria financeira e responsabilidade profissional dos auditores na Guiné-BissauPublication . Nhaga, Fortunato Marcolino; Pires, Amélia M.M.A auditoria tem grande importância para qualquer entidade, na sua missão de garante da veracidade das informações apresentadas nas suas demonstrações financeiras (DF). Considera-se que um dos objetivos de uma auditoria é emitir uma opinião sobre as ações executadas e as DF apresentadas, pelo que o parecer de auditoria não prova simplesmente a realidade das informações produzidas pela administração das entidades, proporcionando, também, confiança e credibilidade a essas DF perante terceiros. Esta opinião deve ser baseada no trabalho desenvolvido ao longo de várias fases de análise dos referidos demonstrativos e ao sistema de controlo interno (SCI). É neste âmbito que se desenvolve este trabalho, cujo objetivo é procurar compreender as práticas de auditoria financeira (AF), a responsabilidade profissional dos auditores e o grau de cumprimento das normas na Guiné-Bissau, mais concretamente, procurar perceber se as entidades e os profissionais auditores cumprem ou não com os normativos e em que medida o fazem. Para lhe dar resposta, o trabalho será desenvolvido com base numa metodologia de natureza qualitativa, suportada num estudo de caso múltiplo. A recolha de informação assenta em fontes de dados primários e secundários, nomeadamente com recurso à observação, análise da legislação aplicável no âmbito das normas de auditoria, e pela aplicação de entrevistas semiestruturadas aos responsáveis das entidades e aos profissionais auditores consultados. O trabalho desenvolvido permitiu concluir que não há contabilidade organizada na maioria das entidades observadas, que são várias as legislações em matérias de contabilidade e de auditoria que se encontram desatualizadas, não acompanhando a dinâmica do mercado. Entre as principais razões para justificar a realidade encontrada, que aponta para um reduzido impacto da AF, estão a instabilidade política, a falta de condições técnicas e logísticas para implementar e desenvolver práticas de AF e a falta de um verdadeiro mercado de auditores na Guiné-Bissau.
