Percorrer por autor "Martins, Vanessa Fernandes"
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- Biodiversidade de artrópodes associados à copa de amendoeiras num amendoal em modo de produção integrada em Trás-os-Montes, PortugalPublication . Rodrigues, Isabel; Martins, Vanessa Fernandes; Pereira, J.A.; Bento, AlbinoO conhecimento da biodiversidade de artrópodes presentes nas culturas, em termos das funções que desempenham (fitófagos, predadores, parasitoides, detritívoros, entre outros) e das relações existentes entre si é fundamental numa perspetiva de conservação da fauna auxiliar, de promoção da proteção biológica contra as principais pragas e de manutenção da cultura em bom estado fitossanitário. No caso da amendoeira, o conhecimento acerca da biologia das pragas- -chave, a sua dinâmica populacional e os predadores e parasitoides associados é ainda escasso em Portugal. Assim, este trabalho teve por objetivo conhecer a diversidade e a abundância dos principais grupos funcionais de artrópodes associados à copa do amendoal e as suas flutuações ao longo do tempo. Nesse sentido, em dois anos consecutivos (2018 e 2019) entre abril e início de outubro, com periodicidade semanal, realizou-se a técnica das pancadas em 25 árvores selecionadas aleatoriamente num amendoal localizado em Alfandega da Fé. O material colhido foi separado e os artrópodes existentes contados e identificados ao mais baixo nível taxonómico possível. No total foram capturados 11 809 artrópodes, que se distribuíram em oito ordens diferentes. Os hemípteros fitófagos foram os indivíduos mais abundantes ao longo da amostragem. Relativamente aos auxiliares predadores, por ordem de importância relativa, surgiram as aranhas, os coccinelídeos e as formigas, nos dois anos de estudo. Os himenópteros parasitoides representaram 11% e 15% do total de auxiliares, respetivamente em 2018 e 2019. Verificou-se ainda que a maior abundância de aranhas foi coincidente com a maior ocorrência dos hemípteros fitófagos.
- Bioecologia e estragos de monosteira, Monosteira unicostata (Mulsant & Rey), em amendoais em Trás-os-MontesPublication . Martins, Vanessa Fernandes; Rodrigues, Isabel; Pereira, J.A.; Bento, AlbinoA amendoeira é um elemento característico da paisagem em Trás-os-Montes, onde se concentra a maior área de amendoal (19 800 ha) em Portugal. A monosteira, Monosteira unicostata (Mulsant & Rey, 1852) (Hemiptera: Tingidae) é considerada praga-chave, ocasionando estragos diretos e indiretos. O conhecimento da sua bioecologia e a correta estimativa do risco são fundamentais na tomada de decisão fitossanitária. Neste sentido, os diferentes estados de desenvolvimento de M. unicostata foram monitorizados e avaliados os estragos. Assim, semanalmente entre abril e setembro em 2018 e 2019, num amendoal de Alfandega da Fé, procedeu-se à colheita de folhas, observadas à lupa para registo do número de posturas, ninfas e adultos. Paralelamente, realizou-se a técnica das pancadas. Nas folhas, as ninfas foram observadas a partir de meados de junho, com um máximo de 0,6±1,4 ninfas/amostra em 2018 e 0,4±1,5 ninfas/amostra em 2019. Quanto aos adultos, observou-se o máximo em meados de agosto, com 0,1±0,4 adultos/amostra em 2018 e 0,1±0,2 adultos/amostra em 2019. Na técnica das pancadas, as capturas confirmam o observado nas folhas, com valores mais elevados em agosto e setembro, com aproximadamente oito exemplares/amostra. A percentagem de folhas com estragos aumentou ao longo do ano, ultrapassando os 90% em ambos os anos.
- Caraterização morfológica e físico-química de diferentes cultivares de cereja produzidas em ResendePublication . Rodrigues, Nuno; Moura, Carina Manuela Machado de; Madureira, Marta; Rodrigues, Isabel; Martins, Vanessa Fernandes; Ramos, Ana Cristina; Ferreira, Armando; Sousa, Beatriz Andreia de Lima; Pereira, J.A.A região de Resende é uma região tradicional de produção de cereja que nos últimos anos tem apostado em novas plantações e no desenvolvimento da cultura. São várias as cultivares de cereja possíveis de encontrar. Neste sentido, com o presente trabalho pretendeu-se proceder à caraterização morfológica e físico-química de frutos de cinco cultivares, tendo sido recolhidas 29 amostras de cerca de 1 kg de cereja, de diferentes produtores e de diferentes cultivares, nomeadamente: Van (9 amostras), Durona (7 amostras), Lapin (7 amostras), Summit (4 amostras) e Sunburst (2 amostras). De cada amostra foram retirados aleatoriamente 20 frutos e em cada fruto foi avaliada ao nível morfológico a massa do fruto (com e sem pedúnculo) (g), comprimento do fruto (mm), diâmetro máximo do fruto (mm); diâmetro mínimo do fruto (mm), massa do caroço (g) e relação polpa caroço. Em termos físico-químicos avaliou-se a firmeza, cor, teor de sólidos solúveis totais e acidez titulável. Os resultados indicam a existência de diferenças assinaláveis entre as cultivares em estudo. Assim, a Summit foi a cultivar que apresentou frutos mais compridos (20,52 mm ± 0,99 mm), maior diâmetro 24,94 mm ± 1,34 mm, e a variedade onde se registaram os frutos mais pesados (7,24 g ± 1,09 g). De uma maneira geral o teor em sólidos solúveis totais oscilou entre 12,79% e 16,91%, sendo os valores mais elevados registados na Summit e os valores inferiores na Durona. Ao nível da acidez, firmeza e cor também se registaram diferenças entre cultivares.
- Efeito do caulino na intensidade do ataque da mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi) e na entomofauna do olivalPublication . Martins, Vanessa Fernandes; Marrão, Rosalina; Bento, AlbinoA mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi) é considerada praga-chave na maioria das regiões olivícolas do mundo. A importância dos estragos varia de forma considerável, dependendo das condições climáticas da região e do fim a que se destina a azeitona. Em Portugal, a proteção contra a mosca-da-azeitona assenta fundamentalmente no emprego de pesticidas contra a fase larvar. Os inconvenientes da luta química conferem interesse crescente ao desenvolvimento de meios de luta alternativos. Com o presente estudo pretendeu-se avaliar o impacto da aplicação de caulino na proteção contra a mosca-da-azeitona e na entomofauna do olival. Assim, em 2017 e 2018, no início do período de postura do inseto, realizou-se o tratamento com caulino a 3%, respetivamente a 16 agosto e 2 de agosto. Cerca de quinze dias depois, efetuou-se a segunda aplicação de caulino a 2%. A avaliação do impacto da aplicação de caulino sobre a entomofauna, fez-se recorrendo à técnica das pancadas, efetuada no dia da aplicação após o tratamento (T0), 10 (T10), 20 (T20) e 30 (T30) dias após a primeira aplicação, assim como três semanas após a segunda aplicação (T60). O material recolhido foi identificado até à ordem, família, género ou espécie, tendo sido registado o número de predadores e parasitoides. Os resultados obtidos mostram, diferenças significativas na intensidade de ataque dos frutos, entre a modalidade onde se aplicou caulino e a testemunha, sobretudo nas últimas datas de amostragem. Em 2017, a última amostragem apresentou diferenças significativas entre modalidades (p<0,049). No ano 2018, registaram-se diferenças muito significativas entre modalidades, para os dois últimos tempos de amostragem (p<0,0034) e (p<.0001), respetivamente. Observou-se ainda um reduzido impacto da aplicação do caulino na entomofauna. Apenas se observaram diferenças significativas entre modalidades, no número total de predadores, na amostragem efetuada imediatamente a seguir ao tratamento.
- A mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi, 1790): avaliação da eficácia de meios de luta e impacto na fauna auxiliarPublication . Martins, Vanessa Fernandes; Bento, AlbinoA mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi, 1790), trata-se de uma pragachave da oliveira em toda a região mediterrânica, que representa um dos inimigos mais importantes na região de Trás-os-Montes. Aos prejuízos diretos devidos à queda prematura de frutos e consumo de parte da polpa, associam-se ainda, prejuízos indiretos relacionados com redução da qualidade do azeite. A realização deste trabalho consiste na avaliação de diferentes tratamentos contra a praga, alternativos à luta química. Neste contexto, instalou-se um ensaio a 16 de agosto de 2017 destinado a avaliar a eficácia e o impacto na entomofauna do olival resultante da aplicação de caulino a 5%, repelente de insetos (IR 3535) a 0,6% e repelente (IR 3535) a 0,3% + inseticida (deltametrina) a 125 ml/ha. Para avaliar o efeito dos diferentes tratamentos sobre a praga, efetuaram-se amostragens de frutos, com uma periodicidade de 10 dias entre 16/08/2017 e 23/10/2017. No laboratório, foi registada a presença de picadas e de estados imaturos da praga, bem como de orifícios de saída das larvas. O impacto dos meios de luta experimentados sobre entomofauna avaliou-se através da técnica das pancadas efetuada 0, 10, 20 e 30 dias (T0, T10, T20, T30) após o tratamento, assim como 30 dias (T60) após a 2ª aplicação de caulino, realizada a 6 de setembro. Os artrópodes recolhidos foram identificados até à ordem, família, género ou espécie e contabilizado o número de predadores e parasitoides. Os resultados obtidos mostram diferenças significativas na intensidade de ataque entre tratamentos, nas amostragens realizadas 40, 60 e 70 dias após a aplicação. Verificou-se ainda, que as parcelas tratadas com repelente e caulino registam menor intensidade de ataque da praga comparativamente às restantes modalidades, para todos os tempos de amostragem avaliados. Por outro lado, os resultados obtidos mostram, o reduzido impacto dos diferentes tratamentos sobre a entomofauna e em particular sobre a fauna auxiliar (predadores e parasitoides). Apenas se observaram diferenças significativas entre tratamentos para os predadores e aranhas na amostragem efetuada imediatamente a seguir ao tratamento e, no “Total Hymenoptera” (T60) e “outros” (T10 e T60). Nas restantes datas de amostragem, não se verificaram diferenças significativas, entre tratamentos, quer no número total de artrópodes, quer no número de predadores e parasitoides. Concluindo, de acordo com os resultados, a aplicação de repelente IR 3535 e caulino parece ser uma opção mais interessante no controlo do ataque da mosca-da-azeitona.
