Percorrer por autor "Martins, Rita"
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- Dispersão e controle biológico de doenças recém introduzidas no ecossistema do castanheiro no MinhoPublication . Moura, Luísa; Santos, Fernando; Martins, Rita; Coelho, Valentim; Gouveia, Maria EugéniaA introdução de espécies não nativas, invasores e agressivas é considerado uma das maiores ameaças para a perda de biodiversidade nos ecossistemas. O cancro do castanheiro é uma doença muito destrutiva causada pelo fungo Cryphonectria parasitica (Murrill) M.E. Barr, detetada pela primeira vez em Portugal em 1992, e que rapidamente se dispersou por todas as áreas de produção de castanha, causando prejuízos graves, e afetando o ecossistema do castanheiro. O único meio de luta eficaz consiste na aplicação de estirpes hipovirulentas (Cryphonectria hypovirus - CHV1). A diversidade da população de C. parasitica na região do Minho traduz um sistema não uniforme no que respeita à estrutura das populações patogénicas do fungo. A elevada diversidade encontrada e a hipovirulência natural observada, sugere que esta poderá ser uma estratégia de luta a explorar, para o tratamento da doença nesta região.
- Perfil de utilização de fontes de carbono de isolados Virulentos e Hipovirulentos de Chryphonecria parasiticaPublication . Moura, Luísa; Santos, Fernando; Martins, Rita; Coelho, Valentim; Gouveia, Maria EugéniaO fungo Cryphonectria parasitica responsável pela doença do cancro do castanheiro é muito agressivo, levando à morte das árvores hospedeiras. Cryphonectria hypovirus 1 (CHV1) infeta C. parasitica e reduz a virulência do fungo (hipovirulência) alterando a sua morfologia em meio de cultura (pigmentação e capacidade de esporulação). O controlo biológico por hipovirulência tem sido usado na Europa, desde os anos 80 e tem demonstrando bons resultados no tratamento da doença, assim como acontece também em Portugal. Variações genéticas e fenotípicas de isolados hipovirulentos podem afetar o seu desempenho no controlo do cancro do castanheiro, pelo que a seleção de isolados passa pela caraterização biológica, incluindo a sua capacidade de esporulação. A avaliação do perfil de utilização de fontes de carbono dos isolados hipovirulentos poderá contribuir para uma melhor compreensão do seu metabolismo, complementando assim a sua caracterização biológica. O perfil metabólico de isolados portugueses virulentos e hipovirulentos de C. parasitica, foi avaliado em microplacas Biolog FF. Culturas puras de cada isolado foram cultivadas em meio PDA a 25 °C na ausência de luz durante 7 dias. Os mesmos isolados foram expostos à luz do laboratório para indução da formação de esporos durante 5 dias. As estirpes hipovirulentas não formam esporos em condições de luz natural, pelo que foi induzida a sua produção. Os isolados hipovirulentos inoculados em placas de PDA (7 dias a 25º) foram colocadas numa câmara de cultura durante 15 dias a 25ºC, com fotoperíodo de 18 horas e 10.000 lux. Suspensões de micélio e de conídios induzidos pela luz a 10.000 lux foram utilizadas para inoculação de Microplacas Biolog FF e incubadas a 25ºC durante 7 dias na ausência de luz. A densidade óptica a 490 nm (atividade mitocondrial) foi determinada usando um leitor de microplacas Biolog e o equipamento ASYS UVM 340 (Hitech GmbH) para cada placa, em intervalos de 24 h durante 7 dias. Verificou-se que os hidratos de carbono, aminoácidos, aminas/amidos, polímeros e outros compostos foram mais consumidos pelos isolados hipovirulentos quando se utilizou suspensões de micélio obtido na ausência de luz, o que sugere uma adaptação ecológica e estabelecimento destes isolados (CHV1) após a sua introdução em castanheiros doentes no campo. Contrariamente, o perfil metabólico obtido a partir de esporos revelou maior atividade dos isolados virulentos na utilização dos compostos testados. Este estudo permitirá relacionar os perfis metabólicos obtidos a partir de micélio e de esporos das estirpes hipovirulentas com as suas características biológicas, em avaliação no âmbito do Projeto BioChestnut.
