Percorrer por autor "Gomes, Auryo"
A mostrar 1 - 6 de 6
Resultados por página
Opções de ordenação
- Efeito da aplicação de ultrassons e ácido peracético na conservação de castanhas frescasPublication . Gomes, Auryo; Lopes-da-Silva, M.F.; Pereira, ErmelindaAs castanhas frescas, por serem muitos suscetíveis a perda de peso e a danos por insetos e decomposição fúngica na fase pós-colheita, têm um tempo de vida útil limitado. Os métodos de conservação pós-colheita de castanha fresca utilizados atualmente de forma comercial apresentam limitações relevantes. Atualmente, a sua conservação pós-colheita é feita através do armazenamento à temperatura ambiente ou sob temperaturas de refrigeração e humidades relativas elevadas (90-95%). Mas antes da comercialização, os operadores industriais submetem as castanhas frescas a um tratamento por água quente, para aumentar a sua conservação e segurança alimentar, especialmente a castanha destinada à exportação. Tendo em conta a importância económica deste fruto em Portugal, justifica-se o esforço na exploração de métodos alternativos ou complementares aos existentes, que permitam disponibilizar ao mercado castanha fresca com qualidade satisfatória nas semanas seguintes à colheita. Ao consegui-lo, diminuir-se-á o seu desperdício e as perdas económicas ao longo da cadeia. Assim, este estudo teve como objetivo explorar a utilização de ultrassons, como técnica de lavagem, e a utilização de ácido peracético, como agente desinfetante, para aumentar a conservação de castanha fresca, de forma isolada ou em conjunto. Utilizaram-se castanhas frescas da variedade Longal, que foram submetidas aos seguintes tratamentos: (Q) calor (imersão em banho de água quente a 50 °C/45 min.); (P) ácido peracético (imersão em banho de ácido peracético a 262 p.p.m./15 min.); (U) ultrassons (imersão em água num banho de ultrassons a 50 Hz, 200 W/15 min.); (UP) ultrassons e ácido peracético, em simultâneo (imersão em solução de ácido peracético a 262 p.p.m., num banho de ultrassons a 50Hz, 200 W/15 min.); (S) ultrassons + ácido peracético, de forma sucessiva (imersão em água num banho de ultrassons a 50Hz, 200 W/7,5 min., seguido da imersão numa solução de ácido peracético a 262 p.p.m./7,5 min.). Imediatamente após os tratamentos (T0) e após 30, 60 e 90 dias de armazenamento das castanhas numa câmara de refrigeração industrial (a 0 - 2 oC e sem controlo da humidade relativa do ar), amostras de castanhas tratadas foram submetidas a análises físico-químicas (cor, textura, perda de massa, atividade da água, teor de humidade e teor de cinza) e microbiológicas (microrganismos a 30 °C e bolores e leveduras). Os resultados obtidos mostraram que os diferentes tratamentos pós-colheita aplicados tiveram efeitos distintos nos parâmetros físico-químicos e microbiológicos das castanhas ao longo de 3 meses de armazenamento. No final do período de armazenamento (90 dias), o tratamento de ácido peracético (P), apresentou os menores valores de perda de massa, com as diferenças a terem significado estatístico. O tratamento convencional (Q) foi o que mais promoveu a desidratação das castanhas. Os tratamentos testados não tiveram impacto na atividade da água, nem no teor de cinzas. O tipo de tratamento influenciou cor externa das castanhas nos parâmetros L*, b* e C*, enquanto o fator tempo (de conservação), influencia mais a coordenada a* e a tonalidade (h). O tratamento só com o ácido peracético (P) apresentou, de um modo geral, as menores contagens de microrganismos durante o armazenamento, mostrando ser o melhor método de preservação das castanhas. Deste modo, este método poderá constituir uma alternativa ou um complemento na descontaminação de castanhas na fase pós- colheita.
- Efeito da humidade relativa nas propriedades físico-químicas e microbiológicas de miolo de amêndoa ao longo do armazenamentoPublication . Graeff, Francieli; Fernandes, Luana; Pereira, Ermelinda; Gomes, Auryo; Pereira, J.A.; Garcia, Carolina; Ramalhosa, ElsaNo presente trabalho pretendeu-se avaliar o efeito de três humidades relativas (HR) (60, 70 e 80%) nas características físico-químicas e microbiológicas de miolo de amêndoa, armazenado a 25 °C, durante 60 dias. Em relação à atividade da água, os menores valores foram observados para a HR de 60%, após 1 e 2 meses (0,624 e 0,595, respetivamente), ao contrário da HR de 80%, para a qual não se observaram diferenças significativas ao longo do tempo. Relativamente aos parâmetros nutricionais, para cada HR ao longo do tempo, não se observaram diferenças significativas. Ao comparar as HRs entre si, as únicas diferenças significativas foram detetadas no teor de humidade após 30 dias (menores valores para 60%) e para a proteína após 60 dias (menores valores para 70%). Salvo raras exceções, não se observaram diferenças significativas nos tempos de indução, tanto para o fruto como para o óleo, para as três HRs. Quanto à qualidade micro-biológica, verificou-se um decréscimo significativo nos microrganismos a 30 °C após 60 dias, em relação ao início. Pelo contrário, nos bolores e leveduras não se observaram diferenças significativas. Em conclusão, as HRs estudadas não afetaram de forma relevante a qualidade final de miolo de amêndoa durante 60 dias de armazenamento.
- Efeito de três embalagens e do tempo de armazenamento nas propriedades físico-químicas e qualidade microbiológica de castanhasPublication . Ramalhosa, Elsa; Fernandes, Luana; Gomes, Auryo; Batista, Bianca; Barbosa, Larissa; Fidalgo, Maria do Céu; Galvão, Hilton; Pereira, ErmelindaO castanheiro (Castanea sativa Mill.) é uma cultura com grande importância económica para Portugal, sendo que as maiores áreas de cultivo se encontram no Norte do País. A castanha é um fruto que apresenta alguns problemas de conservação e de manutenção da qualidade ao longo do tempo de armazenamento, visto que é um fruto muito susceptível ao crescimento de bolores e perda de peso. O uso de diferentes tipos de embalagens pode ser uma solução para a indústria da castanha. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes embalagens - atmosfera modificada (MAP) (0,3% O2 e 31,7% CO2), polietileno (PE) e vácuo (VAC) - nas propriedades físico-químicas e microbiológicas de castanhas em fresco durante o armazenamento (1, 2, 3 e 6 meses). Os resultados mostraram que as castanhas em MAP tiveram a menor variação da cor (DE*) na casca (10,9±5,8), enquanto no interior do fruto foi o controlo (7,0±2,6). O VAC e a MAP acarretaram uma diminuição nos valores de atividade de água (aw) e da força da casca, após 6 meses de armazenamento. Ao comparar os 6 meses com o tempo zero, os valores de acidez e de sólidos solúveis totais aumentaram em todas as amostras. No final do armazenamento, só se observou um aumento significativo na contagem de microrganismos totais nas amostras controlo. Em relação aos bolores e leveduras, estes aumentaram no controlo e no PE. Em conclusão, o uso de MAP e VAC inibiu a proliferação de microrganismos.
- Efeito de três revestimentos comestíveis nas propriedades físico-químicas e qualidade microbiológica de castanhas durante o seu armazenamentoPublication . Ramalhosa, Elsa; Fernandes, Luana; Gomes, Auryo; Batista, Bianca; Barbosa, Larissa; Fidalgo, Maria do Céu; Galvão, Hilton; Pereira, ErmelindaPortugal é um importante produtor de castanha (Castanea sativa Mill.) a nível mundial. No entanto, as castanhas são um fruto muito suscetível ao crescimento microbiano e à desidratação. Os revestimentos comestíveis podem surgir como um novo tratamento para manter a qualidade da castanha durante mais tempo. Com vista a obter mais informação sobre este ponto, o presente trabalho visou avaliar o efeito de três revestimentos (proteína do soro, alginato e quitosano) nas propriedades físico-químicas e microbiológicas de castanhas, armazenadas durante 6 meses sob refrigeração. Os resultados indicaram que em todas as amostras poucas variações ocorreram no teor de humidade, atividade de água e textura ao longo do tempo de armazenamento. Pelo contrário, verificou-se uma diminuição nos valores de a*, b* e C da casca exterior em todas as amostras, e um aumento no valor de L* nas castanhas revestidas com alginato, até 3 meses. Em relação à acidez e ao teor de sólidos solúveis totais, observou-se um aumento para as amostras revestidas e controlo após 6 meses de armazenamento face ao início, bem como na contagem de microrganismos, com uma exceção. Após 6 meses de armazenamento, as amostras revestidas com quitosano foram as que apresentaram as menores contagens de microrganismos a 30 °C (4,30±0,26 log ufc/g) e de bolores e leveduras (5,24±0,11 log ufc/g). Assim, o revestimento de quitosano mostrou ter algum potencial para aumentar o tempo de vida útil da castanha, uma vez que retardou o crescimento microbiano.
- Effect of Modified Atmosphere, Vacuum and Polyethylene Packaging on Physicochemical and Microbial Quality of Chestnuts (Castanea sativa) during StoragePublication . Fernandes, Luana; Pereira, Ermelinda; Fidalgo, Maria do Céu; Gomes, Auryo; Ramalhosa, ElsaThere is a commercial requirement to extend the shelf-life of chestnuts. This study aimed to determine the effect of different packages (modified atmosphere packaging (MAP) (0.3% O2 and 32% CO2), polyethylene (PE) and vacuum (VAC)) on physicochemical and microbial properties of raw chestnuts during storage (1, 2, 3 and 6 months). The results showed that the storage time and packaging type influence chestnuts properties. VAC and MAP showed a decrease in the aw, maximum force, and hardness values of the fruits at the end of storage. All treatments may also cause color modifications in the fruit. Total acidity and total soluble solids values remained similar between samples, although they increased in the first two months of storage. During the storage period, there was a significant increase in microorganism counts in the control and PE samples, being observed germination after one month in the latter situation. On the contrary, the use of MAP and VAC could significantly control the proliferation of the microorganisms; however, after 3 to 6 months, the chestnuts lost quality, showing a fermented smell.
- Physicochemical properties and microbial control of chestnuts (Castanea sativa) coated with whey protein isolate, chitosan and alginate during storagePublication . Fernandes, Luana; Pereira, Ermelinda; Fidalgo, Maria do Céu; Gomes, Auryo; Ramalhosa, ElsaChestnuts (Castanea sativa Mill.) were subjected to three different coatings - chitosan, alginate and whey protein - and stored under refrigeration (0 °C, 90% HR) during 6 months. The shell color parameters a*, b* and C showed a tendency to decrease in all samples, while L* increased in alginate coated chestnuts. Application of coatings had no effect on moisture, water activity (aw), as well as in the color inside the fruit and texture parameters (maximum penetration force and hardness). On the contrary, acidity and total soluble solids increased during storage in coated samples. The chitosan coating reduced chestnuts microorganisms’ counts after 6 months of storage, compared to the control. In conclusion, chitosan coating improved the microbial quality of chestnuts, so it is a possible preservation alternative and an effective method to solve the problem of microbial growth in chestnuts throughout storage.
