Percorrer por autor "Fernandes, Tiago Miguel Baltazar"
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- Determinantes da performance financeira dos hospitais públicos e hospitais privadosPublication . Fernandes, Tiago Miguel Baltazar; Nunes, Alcina; Lopes, JoséA performance financeira é uma componente importante na avaliação das organizações. Neste trabalho, pretende-se avaliar a performance financeira dos hospitais públicos e privados em Portugal. Para o efeito, a mensuração da performance financeira será efetuada através da análise da rentabilidade dos capitais próprios (ROE) e da rentabilidade dos ativos (ROA) das organizações do setor. As cinco componentes do método DuPont estendido e o rácio da liquidez geral foram tomadas como explicativas da performance financeira. Os dados foram obtidos através da base de dados SABI. Na análise inferencial recorreu-se ao método de regressão múltipla dos mínimos quadrados (ordinary least squares). De acordo com os resultados obtidos, constata-se um subfinanciamento crónico dos hospitais públicos, com a totalidade a presentar resultados líquidos negativos, em 2019 e 2020. A maioria apresenta uma situação de falência técnica persistente, com capitais próprios negativos. No setor privado, a maioria dos hospitais apresenta lucros e capitais próprios positivos. Em 2019, as principais determinantes que se identificaram com influência estatisticamente significativa na performance financeira foram: (i) nos hospitais públicos, o efeito de alavancagem financeira, com relação ao ROE e a liquidez geral e a rotação dos ativos com relação ao ROA; (ii) nos hospitais privados, a “margem EBIT” e o “efeito de alavancagem financeira”. No caso do ROA, as determinantes foram a liquidez geral e a rotação dos ativos, nos hospitais públicos e a “margem EBIT” nos hospitais privados. Em 2020, as principais determinantes que se identificaram com influência estatisticamente significativa foram (i) nos hospitais públicos a liquidez geral e o efeito de alavancagem financeira, com relação ao ROE e o efeito fiscal e a rotação dos ativos com relação ao ROA; (ii) nos hospitais privados, a “margem EBIT” e o “efeito de alavancagem financeira”, com relação ao ROE. No caso do ROA, as determinantes foram a margem EBIT e a rotação dos ativos. Globalmente, pode afirmar-se que a performance financeira dos hospitais privados é muito melhor do que a dos hospitais públicos. Conclui-se ainda que houve um impacto negativo da pandemia COVID-19 na performance financeira dos hospitais públicos e privados, com um agravamento mais acentuado nos últimos.
