Percorrer por autor "Faria, Adriana Cristina"
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- Variação estacional dos teores de açúcares em azinheira, giestas e urzePublication . Faria, Adriana Cristina; Morais, Jorge Sá; Dias, L.G.; Cortez, José Pauloazinheira (Quercus rotundifolia), a giesta-amarela (Cytisus striatus), a giesta-das-vassouras (Cytisus scoparius) e a urze (Erica australis) são espécies comuns no nordeste transmontano e geralmente consumidas por ungulados domésticos e silvestres. Para aumentar o conhecimento sobre o comportamento alimentar dos animais, nomeadamente a influência dos níveis de açúcares na escolha destes alimentos, foram avaliados os teores de sacarose, glicose e frutose ao longo das estações do ano. O material utilizado correspondeu à parte aérea foliar e foi recolhido em Aveleda e Varge (Parque Natural de Montesinho, Bragança), em áreas de mato misto com azinheiras dispersas. A coleta ocorreu durante a primavera (março-junho 2021 e março 2022), verão (junho-setembro 2021), outono (setembro-dezembro 2021) e inverno (dezembro 2021-março 2022). Após as coletas mensais, as amostras foram secas entre 60-65ºC, durante 48h, em estufa. A determinação dos açúcares foi efetuada por HPLC-RI em extratos de água desionizada, utilizando 0,5g de matéria seca (MS) (25mL e agitação a 650rpm durante 7,5min, a 36ºC) (FARIA et al., 2021). Os dados obtidos (3 réplicas) foram analisados pela Análise de Variâncias (ANOVA) de dois fatores, seguido pelo post-hoc de Tukey, e foram considerados estatisticamente significantes quando p<0,05. Segundo a ANOVA, não há efeito significativo apenas quando se analisa a MS e a interação entre espécie e estação. O post-hoc mostrou que algumas espécies possuem teores iguais, dependendo da estação. Na maioria das estações, as espécies alcançaram um teor médio de MS superior a 40%, com menores valores na primavera e maiores no outono. Para a sacarose, todas as espécies obtiveram um teor superior a 3% e o período do ano em que os valores foram mais elevados variou consoante a espécie. Para a glicose, os menores valores verificaram-se no outono e os maiores na primavera. A frutose não foi detetada em todas as estações nem em todas as espécies avaliadas; a giesta-das-vassouras foi a única espécie em que a deteção ocorreu em todas as estações; por outro lado, não foi detetado na giesta-amarela. Na urze, a frutose esteve presente no verão e outono, e na Azinheira durante a primavera. Em suma, existem variações estacionais dos teores de açúcares nas espécies avaliadas.
- Variação estacional dos teores de compostos fenólicos totais em esteva e giesta-das-vassourasPublication . Faria, Adriana Cristina; Morais, Jorge Sá; Dias, Luís G.; Cortez, José PauloA esteva (Cistus ladanifer) e a giesta-das-vassouras (Cytisus scoparius) são espécies comuns em Trás-os-Montes, estando presentes em áreas visitadas por ungulados silvestres e domésticos. Tendo por base a deteção de plantas consumidas de forma diferenciada ao longo do ano, pretendeu-se aumentar o conhecimento sobre o comportamento alimentar dos ungulados silvestres e sobre o ciclo fisiológico estacional destas plantas. Para esse efeito, estudou-se a influência das estações nos teores de compostos fenólicos totais (CFT). O material de estudo correspondeu à parte aérea foliar de giesta e de esteva, nomeadamente a parte terminal dos ramos do ano, tendo sido colhido na proximidade das aldeias de Aveleda e Varge (Parque Natural de Montesinho, Bragança), em áreas com mato misto e azinheiras dispersas. A recolha de amostras ocorreu entre março de 2021 e março 2022 e seguidamente colocadas em estufa ventilada, a uma temperatura entre 60-65ºC, durante 48h. Para a determinação dos compostos fenólicos totais, as amostras foram moídas e feita uma extração com água desionizada considerando 0,5g de cada amostra e adicionados 25mL de água desionizada. Agitou-se em placa de agitação magnética a 36⁰C, durante 7,5min a 650rpm (Faria et al., 2021). Já para os mensurar foi utilizado o método de Folin-Ciocalteu (Singleton & Rossi, 1965). Os dados obtidos (3 réplicas) foram analisados pela Análise de Variâncias (ANOVA) de dois fatores, seguido pelo post-hoc de Tukey, e os resultados foram considerados significantes quando p<0,05. A ANOVA mostrou que há efeito significativo da estação do ano e interação entre estação e espécie sobre os teores em CFT. Na esteva, o maior teor de compostos fenólicos totais se concentrou durante o verão, e o menor durante o outono. Já com a giesta, o maior teor de CFT foi encontrado durante o inverno e o menor durante a primavera.
