Percorrer por autor "Couto, Sandra"
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- Do consenso à prática: reabilitação da disfagia em doentes críticos pós-extubaçãoPublication . Brandão, Frederico; Couto, Sandra; Costa, Susana; Oliveira, Isabel; Novo, AndréA disfagia pós-extubação é uma complicação frequente em doentes submetidos a ventilação mecânica invasiva, com incidência estimada em 41%1. Esta condição associa-se a pneumonia por aspiração, prolongamento do internamento, desnutrição e aumento da morbilidade e mortalidade2. A identificação precoce e a implementação de programas de reabilitação são fundamentais para minimizar riscos e otimizar resultados em saúde3. Contudo, a evidência científica na área dos cuidados intensivos é escassa, reforçando a necessidade de consensualizar intervenções aplicáveis à prática clínica. Validar, através de consenso de peritos, um conjunto de intervenções de enfermagem de reabilitação para a pessoa com disfagia pós-extubação, de forma a estruturar um programa de reabilitação passível de futura aplicação clínica. Estudo metodológico, utilizando o método Delphi modificado em três rondas, com um painel de peritos multidisciplinar representativo da realidade nacional (enfermagem de reabilitação, medicina intensiva, terapia da fala, fisiatria e nutrição). Foram definidos critérios a priori: consenso ≥75% de concordância; análise mista (estatística descritiva e análise de conteúdo); priorização final por aplicabilidade clínica. Foram validadas 13 intervenções prioritárias. Destaca-se a necessidade de rastreio sistemático da disfagia a partir de 1 hora pós-extubação (quando clinicamente seguro), avaliação clínica obrigatória perante rastreio positivo e avaliação instrumental sempre que necessária. Recomendam-se programas individualizados que incluam exercícios de fortalecimento e reabilitação respiratória, treino vocal, estimulação sensorial, terapia orofacial e mobilidade cervical. A neuroestimulação deve ser aplicada de forma criteriosa e a telerreabilitação surge como ferramenta emergente para continuidade de cuidados e capacitação da família/cuidadores. Este estudo fornece uma base consensual de intervenções, que poderá orientar investigações futuras quanto à eficácia e segurança clínica, consolidando o papel do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na gestão da disfagia em contexto de cuidados intensivos.
- Risco ergonómico dos profissionais de saúde em unidades de cuidados intensivos: estudo observacional baseado no método REBAPublication . Costa, Susana; Couto, Sandra; Brandão, Frederico; Couto, Germano; Oliveira, Isabel; Novo, AndréAs tarefas de posicionamento e transferência de doentes em unidades de cuidados intensivos estão associadas a lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho, dada a combinação de posturas forçadas, esforços de elevação e manuseamento em espaços frequentemente constrangidos. Estas exigências, repetidas ao longo dos turnos e muitas vezes realizadas sob pressão assistencial, aumentam a carga biomecânica e o risco de microtraumas cumulativos, justificando a implementação de medidas ergonómicas e de apoio técnico. Objetivo O objetivo deste estudo consiste em identificar o risco ergonómico em unidades de cuidados intensivos. Métodos Estudo quantitativo, descritivo e observacional, envolvendo uma amostra de 61 profissionais em contexto real de cuidados. O risco ergonómico foi avaliado por meio de observação estruturada, realizada ao longo dos turnos e centrada nas tarefas críticas de posicionamento e transferência, utilizando o método Rapid Entire Body Assessment (REBA), que permite quantificar a carga postural global e estabelecer níveis de ação para intervenção. Resultados A pontuação média foi 10,7 (desvio-padrão 2,12), evidenciando um nível de risco globalmente muito elevado. Na distribuição categorial, 57,9% das observações situaram-se em risco muito alto, 30,5% em risco alto e 11,6% em risco médio, indicando que a larga maioria das situações requer ação imediata ou rápida ao abrigo dos níveis de intervenção definidos pelo método. Discussão/Conclusão Verificou-se exposição intensa às questões investigadas, o que exige intervenções imediatas orientadas para reduzir a carga biomecânica e padronizar procedimentos. Prioriza-se a disponibilização e o uso consistente de ajudas técnicas (como lençóis deslizantes, pranchas de transferência, gruas), a formação prática recorrente com feedback à equipa e a reorganização de tarefas e fluxos para garantir duplas nas transferências, acessibilidade do equipamento e tempos operacionais seguros.
- Validação do instrumento de rastreio da disfagia em doentes pós-extubação: gugging swallowing screen for intensive care unitsPublication . Brandão, Frederico; Costa, Susana; Novo, André; Oliveira, Isabel; Couto, SandraA disfagia pós-extubação (DPE) é uma complicação frequente em doentes sujeitos a ventilação mecânica invasiva. O seu aparecimento impede a ingestão segura de alimentos e líquidos, aumentando assim o risco de aspiração consequentemente de pneumonia. O rastreio precoce após a extubação previne complicações associadas. Determinar as propriedades psicométricas da versão em português europeu do Gugging Swallowing Screen for Intensive Care Units (GUSS-ICU). Participaram 51 doentes de um Serviço de Medicina Intensiva. O GUSS-ICU foi aplicado, no mínimo, 1 hora após a extubação. Para a medida de validade foi usado como critério a avaliação clínica realizada por um enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação e para o cálculo da fiabilidade inter-observadores, foi realizada uma segunda aplicação do GUSS-ICU por outro enfermeiro, cego à primeira avaliação, ambas num período inferior 24 horas da extubação. A disfagia foi identificada em 74,5% dos casos quandoavaliada pelo GUSS-ICU, e em 66,7% dos casos pela avaliação clínica, com uma associação estatisticamente significativa entre ambos os métodos (χ2 = 29,6; p < 0,001). Os valores de sensibilidade, especificidade e área sob a curva foram de 93,3%, 53,3% e 0,766, respetivamente. Foi obtida uma fiabilidade inter-observadores de grau moderado (k = 0,530).
