Percorrer por autor "Couto, Germano"
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- Currículos de enfermagem na área da atividade física: estudo transversal multicêntricoPublication . Cruz, Arménio; Queirós, Carmen; Viana, Maria Clara Roquete; Verissimo, Cristina; Petronilho, fernando; Couto, Germano; Sousa, Luis; Ferreira, Maria Salomé Martins; Souto, Nisa; Azevedo, Paulo; Ferreira, Paulo Alexandre; Queiroz, Sandra Marque; Gonçalves, Rodrigo; Pinto, Vanda; Novo, AndréA prática de atividade física regular é determinante para a promoção da saúde, prevenção de doenças e para a reabilitação da pessoa. Enquanto agentes da saúde no combate à inatividade física, os enfermeiros beneficiam de currículos académicos enriquecidos sobre a atividade física e o exercício físico para promover a literacia física da população. Objetivo: mapear unidades curriculares e conteúdos programáticos relacionados com atividade física e exercício físico nos currículos de enfermagem em Portugal. Metodologia: estudo transversal multicêntrico, amostra de conveniência de 15 escolas (8 públicas; 7 privadas), analisando planos de estudo de 2023–2024 e extraindo dados com grelhas validadas por pares. Resultados: ausência de unidades curriculares exclusivamente dedicadas à atividade física e ao exercício físico, com exceção de opções oferecidas em cursos de mestrado em Enfermagem de Reabilitação (n = 4; 14,8%). Observou-se integração dispersa destes conteúdos ao longo dos ciclos, com predominância no segundo ciclo face ao primeiro (52,5%). Conclusão: estes resultados apontam para atualização dos currículos (módulos obrigatórios de atividade física e exercício físico), reforçar o desenvolvimento pedagógico dos docentes e promover investigação e formação contínua para melhorar a avaliação, o aconselhamento e a prescrição eficaz de atividade física na prática dos cuidados de saúde.
- Integração da atividade física e exercício físico nos currículos do ensino em enfermagem em PortugalPublication . Parola, Vítor; Petronilho, Fernando; Couto, Germano; Ferreira, Paulo; Novo, André; Cruz, ArménioA inatividade física (IF) é um fator de risco para doenças crónicas não transmissíveis (DCNT), enquanto a prática regular de atividade física (AF) previne e reduz estas condições (WHO, 2020). Em Portugal, a adesão à AF é baixa: 73% nunca praticam exercício físico (EF) e apenas 22% são fisicamente ativos (EU, 2022). Os enfermeiros integrados em equipas multiprofissionais, são essenciais para promover a AF, função apoiada por regulamentos profissionais e pela CIPE (Richards & Cai, 2016; OE, 2016). A WHO (2020) reconhece-os como agentes prioritários no combate ao sedentarismo. Contudo, barreiras como falta de formação específica, baixa perceção de benefícios, insegurança e ausência de estratégias sistemáticas limitam a eficácia dessa intervenção (Calonge Pascual et al., 2020). A formação em fisiologia do exercício, avaliação física e prescrição personalizada é fundamental para melhorar a competência e motivação dos enfermeiros nesta área (de Lira et al., 2021). Em Portugal, a situação sobre a formação dos estudantes e profissionais de enfermagem nesta área não é clara, justificando-se a realização deste estudo. Caraterizar as unidades curriculares (UCs) e os conteúdos programáticos (CPs) sobre AF e EF dos currículos do 1º e 2º ciclos de enfermagem em Portugal. Estudo multicêntrico transversal, exploratório e descritivo. Amostra de conveniência, constituída por escolas públicas e privadas, de diferentes regiões de Portugal, que colaboraram voluntariamente. Colheita e análise de dados fornecidos pelas escolas participantes e análise de conteúdos programáticos dos currículos dos 1º e 2º ciclos de enfermagem das escolas participantes registados em tabelas desenvolvidas e validadas pelos investigadores. Estudo autorizado com parecer positivo de Comissão de Ética. Participaram no estudo 19 escolas, 12 públicas (63,1%) e 7 privadas (36,9%). A maioria das escolas localizam-se na região norte (n = 8; 42,1%) e região sul (n = 6; 31,5%). Confirma-se ausência de UCs com denominação explicita de AF/EF nos currículos, com exceção dos Cursos Mestrado Enfermagem Reabilitação (CMER). Existem CPs de AF/EF integrados em proporções diferentes nos dois ciclos de estudos, embora com maior proporção no 2º ciclo. No 2º ciclo, de 44 UCs, 52,3% são escolas públicas e 47,7% em escolas privadas. Considerar como limitações, existência de conteúdos de AF/EF “integrados” noutros CPs, e a análise baseada em documentos fornecidos, com risco de imprecisão. Importante contrariar a inatividade e sedentarismo, e prevenir DCNT (WHO, 2020) sendo a participação ativa dos enfermeiros fundamental nesse processo. O défice de UCs e CPs encontrado nos currículos, principalmente, no 1º ciclo de estudos, implica uma mudança de paradigma, com adoção de diversas medidas, nomeadamente, a atualização dos currículos, capacitação os docentes, incentivo da formação continua e incentivo da investigação nesta área (de Lira et al., 2021; Netherway et al., 2021), onde a envolvência de enfermeiros de reabilitação poderá ser uma mais valia.
