Percorrer por autor "Cavichi, Lucas V."
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- Avaliação da composição nutricional e atividade antioxidante do caule e folhas de trapoeraba (Commelina erecta L.)Publication . Cavichi, Lucas V.; Fernandes, Ângela; Liberal, Ângela; Canan, Cristiane; Amaral, Joana S.; Barros, LillianNos últimos anos tem-se verificado um crescente interesse por plantas silvestres, dada a sua composição rica em nutrientes. Commelina erecta, popularmente conhecida como trapoeraba ou erva de santa-luzia, é oriunda de países tropicais, sendo atualmente descrita como Planta Alimentícia Não Convencional (PANC)1. Inúmeros estudos reportaram os seus efeitos benéficos para a saúde, funcionando como antiviral, anti-hemorrágico e antimicrobiano, sendo ainda consumida em saladas e pós cocção1. O presente estudo teve por objetivo avaliar a composição nutricional (lípidos, proteína, cinzas, ácidos gordos e ácidos orgânicos) de diferentes partes comestíveis da planta, nomeadamente do caule e folhas de C. erecta, tendo ambos sido colhidos durante e após floração da planta. Procedeu-se ainda à avaliação da atividade antioxidante nos extratos aquosos medindo a inibição da peroxidação lipídica usando o ensaio de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). A composição proximal foi avaliada segundo os procedimentos oficiais da AOAC. Os ácidos orgânicos foram determinados por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a um detector de fotodíodos (HPLC-DAD) e os ácidos gordos por cromatografia gasosa e deteção de ionização de chama (GC-FID). Em ambos os períodos de colheita, verificou-se um teor de proteína significativamente superior nas folhas comparativamente aos caules. No pós-floração, observou-se um aumento de 8x e 15x do teor de lípidos do caule e folhas, respetivamente. Os ácidos gordos (AG) polinsaturados foram o grupo predominante em todas as amostras (44.8-62.8%), sendo o ácido α-linolénico o maioritário nas folhas e o linoleico nos caules. Após a floração, verificou-se um aumento de AG saturados e decréscimo de monoinsaturados nos caules, ocorrendo o oposto nas folhas. A amostra que apresentou um perfil de AG mais adequado do ponto de vista nutricional foram as folhas colhidas após floração. No que respeita os ácidos orgânicos, em todas as amostras o shikímico foi o maioritário, seguido pelo ascórbico, oxálico e málico. No que respeita a avaliação da atividade antioxidante, foram observadas diferenças significativas entre as amostras avaliadas, sendo amostra de caule pós floração apresentou a melhor atividade com um valor de EC50 de 43 ± 1 μg/mL. De uma maneira geral, os resultados obtidos indicam que os caule e folhas de C. erecta podem ser uma fonte vegetal relevante de nutrientes e compostos antioxidantes, confirmando o interesse da sua inclusão na dieta como PANC.
- Avaliação da composição química e atividade biológica de duas espécies de trapoeraba, Commelina erecta e Commelina benghalensisPublication . Cavichi, Lucas V.; Amaral, Joana S.; Barros, Lillian; Canan, CristianeAo longo dos séculos, as plantas silvestres têm sido utilizadas por diferentes culturas como recursos medicinais e alimentares dada a sua composição química e nutricional rica em compostos com propriedades funcionais. Nos últimos anos, dada a crescente procura por parte dos consumidores aliada a novas tendências gastronómicas e finalidades industriais, tem havido um aumento de interesse neste tipo de plantas bem como por compostos bioativos extraídos a partir de fontes naturais. A utilização de plantas silvestres na alimentação, nomeadamente de plantas alimentares não convencionais (PANCs), representa uma fonte de subsistência para comunidades rurais, sendo atualmente consideradas uma alternativa sustentável e que permite a diversificação alimentar e o consumo por um número crescente de pessoas. Por isso, diferentes PANCs têm sido alvo de diversos estudos, uma vez que, para algumas espécies, o conhecimento quanto ao seu valor nutricional, químico e à presença de compostos bioativos é ainda escasso. Assim, o presente estudo teve como objetivo principal contribuir para o conhecimento de duas espécies de ervas daninhas vulgarmente conhecidas como Trapoeraba, Commelina erecta e Commelina benghalensis, com vista ao estímulo da sua inclusão numa dieta saudável e balanceada. Para o efeito foi avaliado o perfil nutricional (proteinas, lipidos, cinza, hidratos de carbono e energia)e químico (açucares livres, ácidos orgânicos, ácidos gordos, tocoferóis e compostos fenólicos) de diferentes partes das espécies referidas (caule, folha e flor) e em diferentes estádios de desenvolvimento (pré e pós-floração), bem como as propriedades bioativas (atividades antioxidante, citotóxica e antimicrobiana) de diferentes extratos das mesmas. As trapoerabas apresentaram um interessante perfil nutricional, que se revelou similar ao descrito para PANC’s popularmente consumidas, apresentando os glúcidos como os macronutrientes encontrados em maior quantidade. Foram detetados 4 ácidos orgânicos, 18 ácidos gordos, maioritariamente PUFA, e tendo sido identificado a presença de todas as isoformas de tocoferol. No que respeita o teor de tocoferóis, este foi particularmente elevado na amostra de folha pós-floração de C. benghalensis. Quanto à composição em compostos fenólicos, foram detetados 13 compostos. Entre eles vários derivados de apigenina, composto com potencial bioativo, tendo sido esta a aglicona com maior frequência entre as partes edíveis avaliadas. Ambas as espécies apresentaram resultados promissores no que respeita a avaliação de bioatividades, especialmente para a atividade antimicrobiana, na qual todas as partes avaliadas demonstraram eficácia contra bactérias e fungos, com algumas amostras a revelaram atividade superior aos dois aditivos alimentares testados como controlo positivo. De salientar ainda os resultados de citotoxicidade obtidos para a linha celular de cancro de mama (MCF-7) para o extratos hidroetanólico da flor. Em suma, os resultados obtidos suportam o uso das trapoerabas em medicina tradicional, bem como das folhas e caules na alimentação. Desta forma, pode ser interessante quer o desenvolvimento de estudos adicionais com vista ao seu possível uso com finalidades conservantes quer a promoção da sua inserção em novos pratos gastronómicos de modo a retirar maior proveito do seu potencial nutricional e bioativo.
- Chemical composition and biological activity of Commelina erecta: an edible wild plant consumed in BrazilPublication . Cavichi, Lucas V.; Liberal, Ângela; Dias, Maria Inês; Mandim, Filipa; Pinela, José; Kostić, Marina; Soković, Marina; Kalschne, Daneysa Lahis; Fernandes, Ângela; Canan, Cristiane; Barros, Lillian; Amaral, Joana S.In recent years, the interest in products of natural origin has boosted the exploitation and use of plants as food and sources of bioactive compounds, especially wild plants widely used in different cultures for several purposes. Commelina erecta is a wild edible plant (WEP) traditionally used as food and medicine, about which few studies exist. Thus, this study aimed at enhancing the knowledge about its nutritional, chemical and bioactive profile, considering different plant parts and development stages, in order to increase its inclusion in the diet of South American communities. The nutritional profile was found to be similar to other WEP frequently consumed in Brazil. Thirteen phenolic compounds (HPLC-DAD-ESI/MS) were tentatively identified, with apigenin, luteolin and quercetin derivatives being the most abundant. Fructose and oxalic acid were the major sugar and organic acid, respectively, in the aerial parts of C. erecta, and four isoforms of tocopherols were also identified. Regarding the plant’s antioxidant activity, the EC50 values varied between 18.4 and 1060 µg/mL in the inhibition of lipid peroxidation assay (TBARS) and between 53 and 115 µg/mL in the oxidative haemolysis inhibition (OxHLIA) assay. The hydroethanolic extract obtained from stems at the flowering stage also presented anti-inflammatory activity. In general, all the extracts evidenced promising antimicrobial activity. Altogether, these results reinforce the traditional use of this plant species as food and medicine to support the diet of needier populations and also promote food sovereignty and sustainability.
- Commelina erecta as a source of natural bioactive compoundsPublication . Cavichi, Lucas V.; Fernandes, Ângela; Mandim, Filipa; Pinela, José; Canan, Cristiane; Amaral, Joana S.; Ferreira, Isabel C.F.R.; Barros, LillianPlants are an important source for the discovery of new products of medicinal value and unique sources for food additives, flavors, and other compounds with industrial value Commelina erecta L. (Commelinaceae) is an herbaceous flowering plant, popularly known as “trapoeraba” and “erva-de-santa-luzia”. In folk medicine, C. erecta has been used as antiviral, for the treatment of haemorrhages, skin rashes and sores, and for the treatment of infections [1]. Moreover, it is also used as a wild edible plant in salads, preserves or decorating the dishes [1]. The present study aims at evaluating the bioactive potential, namely, antioxidant, cytotoxicity to tumor and non-tumor cell lines, and anti-inflammatory activities of the stem and flower of C. erecta. Antioxidant activity was evaluated in the hydroethanolic extracts by two in vitro assays measuring inhibition of lipid peroxidation using thiobarbituric acid reactive substances (TBARS) assay and antihaemolytic activity (OxHLIA). The cytotoxicity was tested using four human tumor cell lines: AGS (gastric adenocarcinoma), CaCo (colorectal adenocarcinoma), NCI-H460 (non-small cell lung cancer), MCF-7 (breast carcinoma), as well a non-tumor culture from African green monkey (Vero). Anti inflammatory activity was determined based on the nitric oxide (NO) production by a murine macrophage (RAW 264.7) cell line. Significant differences between the evaluated extracts were observed, the hydroethanolic extract showed the best activity in the TBARS assay for the stem sample, with EC50 value of 0.63±0.01 mg/mL. On the other hand, in the OxHLIA assay, flower hydroethanolic extract present an IC50 of 5.1±0.2 μg/mL, value required to protect half of the erythrocyte population from the hemolytic action caused the used oxidative agent at Δt = 60 min. Stem sample presented effective results in the inhibition of the tested tumor cell lines, namely, AGS, CaCo and MCF-7, while flower is more effective against NCI-H460. Both extracts exhibited toxicity against non-tumoral cell lines, denoting that these extracts have cytotoxicity. The in vitro anti inflammatory potential of extracts was evaluated by measuring NO inhibition and the most effective extract was the flower with an EC50 values of 41±1 μg/mL. These results indicate that stems and flowers of C. erecta might be a potential source of natural biomolecules for pharmaceutical and food applications.
