Percorrer por autor "Borges, Larissa Alice Monteiro Alves"
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- Transporte Inter-hospitalar da Pessoa em Situação Crítica: Realidade dos Enfermeiros numa Ilha de Cabo VerdePublication . Borges, Larissa Alice Monteiro Alves; Magalhães, Carlos PiresO transporte inter-hospitalar da pessoa em situação crítica é uma atividade essencial no sistema de saúde, especialmente em regiões geograficamente fragmentadas ou com recursos limitados. Este processo visa o transporte seguro e eficaz da pessoa em situação crítica entre diferentes estruturas de saúde. Objetivo Geral: Conhecer a realidade dos enfermeiros relativamente ao transporte inter- hospitalar da pessoa em situação crítica, numa ilha de Cabo Verde. Metodologia: Estudo qualitativo, envolvendo uma amostra de nove enfermeiros, a quem se aplicou uma entrevista semiestruturada para auscultar as suas perceções e práticas (vivências) relativamente ao transporte inter-hospitalar da pessoa em situação crítica. Para a análise dos dados qualitativos recorreu-se à análise de conteúdo. Resultados: Obteve-se uma amostra predominantemente do sexo feminino, com uma média de idades de 40,9 anos e uma vasta experiência profissional. Quanto ao conceito da pessoa em situação crítica, a amostra enquadra-o maioritariamente como o doente com necessidade de meios avançados de monitorização/doente que corre risco de vida. Quanto ao conceito de transporte inter-hospitalar da pessoa em situação crítica (TIHPSC), a amostra associa à transferência do doente para uma estrutura com condições avançadas/cuidados especializados e diferenciados. No que concerne às fases do TIHPSC (decisão, planeamento e efetivação) a maioria da amostra reconheceu apenas as duas últimas. A amostra destacou como principais dificuldades relativamente ao transporte da pessoa em situação crítica: a falta de recursos materiais e humanos, a inexistência de protocolos claros e a comunicação unilateral das estruturas de saúde. No que concerne aos materiais disponíveis para o TIHPSC, enquadrados ao nível da estrutura de saúde e ambulância, de um leque de 20 materiais apresentados para seleção, apenas 11 foram selecionados. Entre os nove enfermeiros entrevistados, 100% afirmaram ter acesso a recursos essenciais. As estratégias adotadas pelos enfermeiros para superar as dificuldades envolvem adaptação aos recursos disponíveis e mobilização de apoio médico e de enfermagem. Conclusão: A discrepância na identificação das três fases do TIHPSC ressalta a necessidade de uma maior clareza e consenso na compreensão e prática deste processo. Apesar da disponibilidade de recursos básicos, há uma necessidade evidente de investimento em equipamentos mais avançados, como desfibriladores e dispositivos de monitorização. As dificuldades expressadas relativamente ao transporte inter-hospitalar da pessoa em situação crítica podem impactar negativamente ao nível da rotina dos enfermeiros, bem como na segurança e bem-estar dos doentes. Face aos resultados propõe-se um leque de estratégias de melhoria, como o maior investimento em recursos materiais e humanos, a criação de equipas específicas para o TIHPSC, o estabelecimento de parcerias para formação e capacitação contínua em urgência/emergência, entre outros.
