Browsing by Author "Bastos, Alice"
Now showing 1 - 3 of 3
Results Per Page
Sort Options
- Capacitar para a 4ª idade - manual de práticas de base comunitáriaPublication . Bastos, Alice; Faria, Carla Maria Gomes Marques; Pimentel, Maria Helena; Rosas-Silva, SofiaO aumento acentuado da longevidade a que se tem assistido nas últimas décadas, e que constitui uma das maiores conquistas das sociedades tecnologicamente avançadas, bem como os desafios associados, cria oportunidades para que as Instituições de Ensino Superior (IES) assumam a sua responsabilidade para com a sociedade. Pela sua natureza, as IES reúnem condições especiais na busca de soluções abrangentes e articuladas para os desafios societais, nomeadamente em termos de educação/formação, investigação, inovação e transferência de conhecimento. No que se refere à educação/formação, fenómenos como o do envelhecimento desafiam as Instituições a desenvolver programas de formação pré e pós-graduada no sentido de capacitar novos profissionais (competentes, inovadores e comprometidos) capazes de com eles lidar e de dar resposta aos desafios que colocam. No caso concreto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), e no que ao envelhecimento respeita, a resposta a este desafio iniciou-se já em 2006 com criação da licenciatura em Educação Social Gerontológica e, posteriormente, em 2010 com o início do mestrado em Gerontologia Social. Ao longo de mais de uma década, o IPVC tem formado profissionais – gerontólogos – capazes de compreender o envelhecimento numa perspetiva multidisciplinar, positiva e integradora e, por isso, habilitados a construírem respostas inovadoras para apoiarem as pessoas mais velhas e suas famílias, bem como comunidades, a lidar efetivamente com os inúmeros desafios associados ao envelhecimento. Estes novos profissionais constituem uma mais valia para as respostas sociais de retaguarda à velhice, as estruturas públicas com responsabilidades sociais ou as organizações privadas que atuam na área do envelhecimento.
- Engagement with life and psychological well being in late adulthood: findings from community-based programs in PortugalPublication . Bastos, Alice; Monteiro, Joana; Barbosa, Raquel; Pimentel, Maria Helena; Silva, Sofia Rosas; Faria, Carla Maria Gomes MarquesHuman aging is a multidirectional, multidimensional, and multicausal process that reflects biological, psychological, and sociocultural influences, which act in distinct combinations throughout the life-span. Proactivity towards avoiding the usual aging process is needed. This study analyses the long-term effects of participation in Community-Based Programs on psychological well-being. A sample of 150 community-dwelling participants enrolled in Community-Based Programs, aged 55 to 84 years and living in three Portuguese localities were matched by age (55–64, 65–74, 75–84 years), gender, and locality with a comparison group of non-participants. We administered a multidimensional gerontological protocol which included socio-demographic information, measures of health/disease, functional ability, social network, cognitive perfor mance and psychological well-being. Hierarchical regression models were used to test the effects of Community-Based Programs on psychological well-being adjusting for remaining variables.
- Envelhecimento bem-sucedido, participação social e qualidade de vida: um estudo multicêntrico e multimétodoPublication . Bastos, Alice; Faria, Carla Maria Gomes Marques; Pimentel, Maria Helena; Silva, Sofia Rosas; Monteiro, Joana; Veiga, MiguelNas últimas décadas, vários modelos de envelhecimento bem-sucedido (EBS) contribuíram para esclarecer as relações entre qualidade de vida e bem-estar. Revisões sistemáticas têm reunido evidência sobre os contributos da participação social para envelhecer bem. Assim, estabeleceu-se como objectivo deste estudo analisar o bem-estar e qualidade de vida em iniciativas de base comunitária. Para o efeito estabeleceu-se incluir pessoas com 55+ anos a frequentar Programas de Intervenção Autárquica (PIA; Grupo Referência; n = 152) e um grupo que não frequenta este tipo de actividades (Não-PIA, Grupo Comparação; n = 152), em três zonas territoriais do país onde se ministra formação superior em Gerontologia. Na recolha de dados utilizou-se um protocolo de avaliação gerontológica multidimensional, designadamente MMSE, SWLS, Ryff-18, Lubben-6, SOC, WHOQoL-Breve, e um questionário elaborado para o efeito para avaliar características sociodemográficas e participação social. Fazem parte deste estudo 304 participantes, predominantemente mulheres (n = 114; 75%), pertencentes à terceira idade (65+ anos; 91,2%), distribuídos igualmente por Viana do Castelo (n = 104), Bragança (n = 100) e Coimbra (n = 100), média de idades de 71,5 anos (DP=5,7; Min 55 e Max 84 anos), com escolaridade inferior a 4 anos (n = 216; 71,1%), maioritariamente casados (n = 204; 67,1%). Comparando o grupo PIA (GRef) com não-PIA (GComp) para amostras emparelhadas relativamente à qualidade de vida (QoL), o grupo de referência apresenta uma média superior na faceta saúde física (dif Médias 1,1; t (151) = 2,3; p<0,03). No caso dos mais velhos (75-84 anos), observa-se que o bem-estar psicológico global é superior no GRef (dif Médias 6,2; t (43) = 3,8; p <0,001), assim como nas estratégias adaptativas (SOC-Global; diferença de médias 1,2; t (43) = 2,2; p <0,04). Nas dimensões do bem-estar psicológico observam-se diferenças significativas na autonomia (dif Médias 1,3; t (43) = 2,2; p <0,04), bem como objectivos na vida (dif Médias 2,2; t(43) = 3,7; p <0,001). Quanto à QoL, o GRef apresenta uma média superior na faceta da saúde física (diferença de médias 1,1; t(151) = 2,3; p <0,03). Porém, no grupo dos 65-74 anos os valores médios do GRef na QoL são mais elevados na saúde física (dif Médias 1,7; t(95) = 2,7; p <0,009), o mesmo se observando no bem-estar psicológico - domínio do meio (dif Médias 0,8; t(95) = 2,0; p <0,05). Relativamente ao estado mental (MMSE) não se observaram diferenças significativas entre grupos etários, o mesmo acontecendo com as relações sociais (Lubben-6). O Défice Cognitivo Ligeiro é de 16% na amostra global. Concluindo, os resultados obtidos sugerem um comportamento distinto no bem-estar e qualidade de vida (QoL) em função da participação em PIA e dos grupos etários. Claramente as pessoas não beneficiam da mesma maneira com a participação social. As Políticas Públicas devem ter estes resultados em consideração ao estabelecer medidas programáticas para o envelhecimento ativo e bemsucedido
