Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10198/5299
Título: Repovoamento de rios: estratégias diferenciais no uso de recursos entre trutas selvagens e domésticas
Autor: Teixeira, Amílcar
Cortes, R.
Rodrigues, R.
Data: 2008
Citação: Teixeira, Amílcar; Cortes, R.; Rodrigues, R. (2008) - Repovoamento de rios: Estratégias diferenciais no uso de recursos entre trutas selvagens e domésticas. In XIV Congresso Ibérico de Limnologia AIL.Huelva
Resumo: O recurso aos repovoamentos de truta (Salmo trutta L.) em rios de aptidão salmonícola de Portugal é ainda hoje uma das principais técnicas de gestão de populações piscícolas usadas no sentido de incrementar o potencial pesqueiro das massas hídricas. Apesar do longo historial de sucessivos repovoamentos, são poucos os estudos realizados ao nível dos potenciais impactos ecológicos resultantes da introdução de trutas criadas em cativeiro no meio selvagem. No presente estudo, a análise dos repovoamentos efectuados nos troços de cabeceira dos rios Sabor e Baceiro, situados no Nordeste de Portugal, revelou a existência de estratégias diferenciadas no uso de recursos disponíveis entre as trutas nativas e domésticas. Relativamente ao uso do habitat, os métodos de observação sub-aquática e de PIT-telemetria (passiva) coincidiram na detecção duma sobreposição diminuta entre ambas as populações. A profundidade total, a cobertura e a elevação do ponto focal foram as variáveis do microhabitat que mais contribuíram para a discriminação no comportamento observado. As trutas de cativeiro, contrariamente à maioria das suas congéneres nativas ocuparam preferencialmente microhabitats mais profundos, sem cobertura (refúgio), com posições focais mais elevadas e menores velocidades da corrente. Por outro lado, foram também observado padrões de alimentação distintos, tendo sido apenas detectada alguma sobreposição de dietas das trutas domésticas com as trutas nativas dominantes. Os potenciais impactos negativos dos repovoamentos sobre as populações autóctones, mostraram-se limitados em termos espaciais e temporais, como confirma a monitorização dos movimentos dos peixes, avaliada através de métodos de rádio-telemetria e marcação-recaptura, onde foi registada uma elevada dispersão, maioritariamente no sentido de jusante, dos peixes introduzidos. A diminuição rápida da condição do peixe, a variação dos parâmetros hidrológicos e a vulnerabilidade à predação foram factores que contribuíram decisivamente para a baixa eficácia dos repovoamentos.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/5299
Aparece nas colecções:ARN - Resumos em Proceedings Não Indexados ao ISI/Scopus

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