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Título: Efeito de longo prazo de um coberto de leguminosas semeadas em olival de sequeiro na fertilidade do solo, no estado nutricional das plantas e na produção de azeitona
Autor: Rodrigues, M.A.
Dimande, Paulo
Ferreira, Isabel Q.
Freitas, Sara
Correia, Carlos
Moutinho-Pereira, José
Fernandes-Silva, Anabela
Bacelar, Eunice
Arrobas, Margarida
Palavras-chave: Cobertos vegetais
Olea europaea
Gestão do solo
Nutrientes nas folhas
Disponibilidade de azoto no solo
Data: 2014
Resumo: O uso de coberturas vegetais em olivais tradicionais de sequeiro continua a não ser uma opção dos olivicultores transmontanos. A maior parte dos produtores continua a mobilizar os seus olivais e um grupo restrito, ainda que progressivamente crescente, utiliza herbicidas. De facto, apesar das vantagens reconhecidas às coberturas vegetais, designadamente no controlo da erosão hídrica e no incremento da matéria orgânica do solo, os cobertos vivos são difíceis de gerir e tendem a reduzir a produção de azeitona devido à competição da vegetação herbácea pela água. A utilização de cobertos vegetais de leguminosas semeadas de ciclo curto pode introduzir algo mais que os cobertos vegetais de vegetação natural e facilitar a adoção da tecnologia por parte dos produtores. As leguminosas conferem igual proteção contra a erosão do solo, introduzem matéria orgânica e fixam azoto, sendo este último aspeto determinante para a redução dos custos de produção e para viabilizar o modo de produção biológico. Se forem escolhidas espécies de ciclo curto, o efeito sobre a competição pela água é reduzido. Neste trabalho comparam-se três tratamentos de gestão do solo, designadamente: um coberto de leguminosas anuais de ressementeira natural (11 espécies/variedades); um coberto de vegetação natural fertilizado com 60 kg N ha-1 ano-1; e um coberto de vegetação natural sem fertilização. Apresentam-se resultados de produção de azeitona de cinco colheitas (desde o ano da instalação do ensaio até ao quarto ano de gestão dos cobertos), do estado nutricional (em particular azotado) das oliveiras ao longo dos quatro anos de ensaio e da fertilidade do solo no fim desses quatro anos. Os resultados mostram um efeito favorável do coberto das leguminosas semeadas na fertilidade do solo e no estado nutricional das árvores, mesmo comparado com o talhão em que se aplicaram 60 kg N ha-1 ano-1. As produções foram sendo progressivamente mais elevadas ao longo dos anos no talhão de leguminosas semeadas. Os totais acumulados em cinco colheitas foram 85,1, 68,6 e 54,6 kg azeitona por árvore, respetivamente nos tratamentos leguminosas semeadas, vegetação natural com N e vegetação natural sem N.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/15600
Aparece nas colecções:CIMO - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus

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