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Orientador(es)
Resumo(s)
O aumento do risco de incumprimento das empresas santomenses é um facto que se tem agravado ainda mais com a crise económica mundial. Isto porque, a pouca diversificação da economia, associada à sua fraca capacidade para atrair grandes investimentos diretos estrangeiros e a fragilidade do sector empresarial nacional, fazem do Estado o maior agente económico e o orçamento a principal alavanca da atividade económica. Além de aspetos macroeconómicos, existem fatores específicos da carteira de crédito que potencializam, de igual modo, o risco de incumprimento do crédito bancário por parte das empresas, nomeadamente, a taxa de juro, a maturidade, o tipo de garantia e o capital. O presente trabalho pretende analisar e identificar os fatores que contribuem para influenciar o risco de crédito das empresas santomenses, bem como analisar a evolução do risco de incumprimento das empresas. Para tal obteve-se uma amostra da carteira de clientes do setor empresarial, com 209 operações de crédito, de um balcão da cidade de São Tomé de uma das maiores instituições de STP, para o período compreendido entre 2010 e 2014. Foram usadas técnicas de estatística descritiva e testes de hipóteses bem como a análise através da regressão logit para a previsão de risco de incumprimento. Da análise descritiva da amostra não se verificou diferença no crédito concedido durante os 5 anos em estudo, o que evidencia a não alteração do nível de crédito ao longo dos anos. A maturidade média destes empréstimos é de quatro anos (4,06 ±3,27 anos), sendo que até 50% do crédito concedido tem maturidade de 3 anos e 90% tem maturidade até cinco anos. Por outro lado, observou-se uma maior concentração no sector de comércio, seguido dos serviços, o que se explica pelo facto de estes serem os setores com maior peso na economia santomense. Observou-se ainda a crescente necessidade de financiamento por parte dos sectores da agricultura, da pesca, da educação e do turismo e um aumento médio das taxas ao longo dos anos. A carteira sob análise contém 35,4% de incumpridores dos quais 6,7% destes são crédito duvidoso ou incobrável. Os incumpridores obtiveram crédito com número de prestações maior que as empresas cumpridoras. Pela regressão logística, apenas o número de prestações se mostrou como preditor com alguma significância estatística, porém possui fraco poder classificatório para os créditos em incumprimento.
Descrição
Palavras-chave
Risco de crédito Incumprimento Regressão logística São Tomé e Príncipe
Contexto Educativo
Citação
Lima, Ângela; Monte, Ana Paula; Nobre, João (2018). Risco de incumprimento das empresas santomenses ‐ análise da sua evolução. In LUSOCONF2018 I Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Relações Lusófonas. Bragança
Editora
Instituto Politécnico de Bragança
