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Orientador(es)
Resumo(s)
O fósforo é um macronutriente importante estimando-se que 2/3 dos solos agrícolas
do globo apresentem limitação deste nutriente para o crescimento das plantas. Por outro
lado, as rochas de onde os fertilizantes fosfatados são fabricados são um recurso finito
esperando-se que se esgotem nos próximos 50 a 100 anos. No interior norte de Portugal, os
solos parecem apresentar níveis baixos a muito baixos de fósforo quando o diagnóstico é
feito por análises de terras, o que leva os laboratórios a recomendar habitualmente
quantidades elevadas de fósforo. Contudo, não está demonstrado experimentalmente que
as oliveiras respondam à aplicação de fósforo. Neste trabalho reportam-se resultados de
1808 amostras de solos e 2252 amostras de folhas com vista a caraterizar a situação
nutricional do olival. Os resultados mostram que a análise de solos em comparação com a
análise de folhas sobrestima a necessidade de fósforo, identificando 65% de situações de
solos com teores baixos ou muito baixos e ainda 22% de solos classificados com teores
médios o que totaliza 87% dos solos até esta categoria e que implicaria uma recomendação
de fertilização com fósforo. Pela análise foliar apenas 16% das amostras se encontram em
níveis de deficiência, o que originaria muito menores aplicações de fósforo. Assim um
diagnóstico baseado em análises de tecidos vegetais parece ser muito mais conservador e
económica- e ecologicamente aceitável que um sistema baseado em análises de terras.
Descrição
Palavras-chave
Oleae europaea Análise de terras Análises foliares Fertilidade do solo Estado nutricional das árvores
Contexto Educativo
Citação
Arrobas, Margarida; Ferreira, Isabel Q.; Rodrigues, M.A. (2018). Estado nutricional em fósforo do olival transmontano avaliado por análises de terras e foliares. In 8º Simpósio Nacional de Olivicultura: livro de resumos. Santarém
