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BEEHOPE: um projeto de conservação das subespécies nativas de abelha da Europa Ocidental (linhagem M) à escala Europeia
Publication . Neves, Cátia J.; Vilas-Boas, Miguel; Rodrigues, Pedro João; Ventura, Paulo J.C.; Legout, Hélène; Douarre, Vincent; Houte, Sylvie; Odoux, Jean F.; Estonba, Andone; Miguel, Irati; Montes, Iratxe; Sime-Ngando, Télesphore; Dealbac, Frédéric; Labat, Jean-Charles; Champin, Luc; Colombet, Jonathan; Guyot, Samuel; Mallet, Noel; Grenier, Claude; Biron, David G.; Garnery, Lionel; Pinto, M. Alice
A abelha melífera, Apis mellifera L., é um organismo extremamente importante em termos económicos, agrícolas e ambientais pois presta um serviço ecossistémico essencial, como é o caso da polinização. Porém, um número crescente de factores tem ameaçado este organismo chave, incluindo a introdução de novos parasitas e predadores, a perda e fragmentação de habitat, a má nutrição, as alterações climáticas, os agroquímicos e a perda de diversidade genética. Em adição ao declínio mundial das populações de abelha melífera, a distribuição das subespécies nativas da Europa tem sido crescentemente ameaçada pelo comércio de abelhas de subespécies exóticas e até de linhas genéticas artificiais (e.g. buckfast). O comércio de abelhas tem conduzido não só ao estabelecimento de colónias inadaptadas e mantidas artificialmente, como também à introdução dos seus parasitas, com as consequências nefastas que daí advém. Vários estudos genéticos conduzidos na Europa têm revelado que muitas populações nativas de abelha melífera estão adaptadas ao clima e flora local. Essas populações são interessantes para serem estudadas e preservadas num contexto de uma apicultura sustentável. O projeto BEEHOPE, financiado pela BiodivERsA ERA-Net, pretende estabelecer, ao longo de um gradiente Norte/Sul, diversos apiários para a conservação do fundo genético das populações nativas de abelha melífera da Europa Ocidental. Estes apiários de conservação terão como missão: (i) servir de base à caracterização da diversidade genética e eco-etológica das abelhas da linhagem da Europa Ocidental (M), (ii) preservar a diversidade genética dessas populações, (iii) constituir uma reserva de diversidade para a indústria apícola e apicultores, (iv) servir para estudar o impacto da abelha domesticada na manutenção da diversidade florística local, e (v) servir de base à utilização da abelha como um bio-coletor e como bio-indicador da qualidade ambiental. Nesta comunicação o projeto BEEHOPE será apresentado, dando-se especial enfase à componente que está a ser desenvolvida em Portugal.
Adaptação local na abelha ibérica
Publication . Henriques, Dora; Wallberg, Andreas; Chávez-Galarza, Julio; Neves, Cátia J.; Costa, Filipe Oliveira; Webster, Matthew T.; Pinto, M. Alice
Perceber a base genética do processo de adaptação permite uma previsão de como os organismos poderão responder a mudanças ambientais. A sequenciação de genomas a baixo custo, juntamente com os avanços das ferramentas estatísticas e computacionais possibilitam a compreensão da base genética da adaptação. O objectivo deste trabalho é o estudo da adaptação local da abelha ibérica, tendo como base algoritmos que permitem a incorporação de dados genéticos e ambientais. A Península Ibérica constituiu um local de interesse para este tipo de estudos por ser constituída por uma diversidade climática como Mediterrânico e Atlântico. Foram sequenciados 86 genomas de indivíduos distribuídos em 3 transectos (Atlântico, Central e Mediterrâneo) de forma a representar a diversidade climática existente na Península Ibérica. Em cada ponto de amostragem os dados de latitude e longitude foram recolhidos e variáveis ambientais foram retiradas das bases de dados WorldClim e Climatic Research Unit. Os métodos LFMM e Samβada, que integram informação genética e ambiental foram utilizados para procurar sinais de selecção. A vantagem destes métodos é que se pode perceber quais as variáveis ambientais que exercem uma pressão selectiva e que genes estão associados a cada variável. No total foram identificados 1289449 SNPs, dos quais 2193 mostraram estar significativamente associados com variáveis ambientais. Estes estão localizados em 826 genes. No conjunto das variáveis ambientais utilizadas, a longitude, latitude e precipitação apresentaram um maior num de SNPs associados. Foram encontrados genes com diversas funções, por exemplo quatro genes parecem relacionados com o desenvolvimento do sistema imunitário e este encontram associados à longitude, para a latitude proteínas de ligação parecem ser predominantes, já na precipitação aparecem genes relacionados com a morfogénese, actividade transportadora transmembranar e actividade olfactória. Este estudo representa primeira tentativa de compreender a base genética da adaptação local a partir de genomas completos.
Apiário teste do SMARTBEES instalado e avaliado pelo Instituto Politécnico de Bragança: resultados de um ano de avaliação
Publication . Neves, Cátia J.; Ventura, Paulo J.C.; Uzunov, Aleksandar; Büchler, Ralph; Bienefeld, Kaspar; Pinto, M. Alice
O projecto Europeu FP7 intitulado “Gestão sustentável de populações resilientes de abelha melífera” (“Sustainable Management of Resilient Bee Populations”), com o acrónimo “SMARTBEES”, teve início a 1 de novembro de 2014. As atividades de investigação do SMARTBEES abrangem toda a Europa e estão distribuídas por nove Ações. A Ação 6, intitulada “Testes de campo e seleção de populações locais de abelhas” (“Field testing and selection of local bee populations”) e coordenada pelo Instituto da Abelha em Kirchhain, Alemanha, é particularmente interessante para os apicultores de toda a Europa. No âmbito da Ação 6 estão a ser testadas colónias de diferentes subespécies Europeias relativamente às características apícolas tradicionais as quais incluem a produção de mel, a docilidade e o enxameamento. Para além destas, estão também a ser avaliadas características associadas à resistência à varroa, incluindo comportamento higiénico, comportamento de “grooming”, e VSH (“Varroasensitive hygiene”), entre outras. A colaboração de Portugal na Ação 6 teve início no outono de 2015 com a instalação de quatro apiários teste (Nisa, Leria, Castelo Branco e Bragança). Neste artigo são apresentados os resultados obtidos no período de outubro de 2015 a setembro 2016, no apiário teste do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
Projeto BEEHOPE 2015
Publication . Pinto, M. Alice; Neves, Cátia J.; Vilas-Boas, Miguel; Rodrigues, Pedro João; Ventura, Paulo J.C.; Garnery, Lionel; Legout, Hélène; Douarre, Vincent; Houte, Sylvie; Odoux, Francois; Estonba, Andone; Miguel, Irati; Montes, Iratxe; Mallet, Noel; Grenier, Claude; Labat, Jean-Charles; Champin, Luc; Colombet, Jonathan; Guyot, Samuel; Sime-Ngando, Télesphore; Dealbac, Frédéric; Biron, David G.
O projeto BEEHOPE, com o título original “Honeybee conservation centres in western Europe - an innovative strategy using sustainable beekeeping to reduce honeybee decline”, foi um dos 10 aprovados na área da biodiversidade do 5º concurso transnacional (2013-2014) BiodivErsA/FACCE-JPI (http://www.biodiversa.org/766), subordinado ao tema “Promover sinergias e reduzir o compromisso entre o abastecimento de alimentos, biodiversidade e serviços dos ecossistemas”. A diversidade nativa das populações de abelha melífera (Apis mellifera) da linhagem da Europa ocidental (M) tem vindo a ser crescentemente ameaçada pela introdução massiva de colónias da linhagem da Europa oriental (C, onde se incluem as subespécies A. m. ligustica, A. m. carnica, A. m. macedónica etc.), e também por outros fatores bióticos (Varroa e vírus associados, Nosema etc.) e abióticos (pesticidas, perda e fragmentação de habitat, alterações climáticas etc.). É neste contexto que surge o projeto BEEHOPE, o qual tem por objetivo último contribuir para a conservação da diversidade genética das populações de abelha melífera da linhagem M.
A study of local adaptation in the Iberian honeybee (Apis mellifera iberiensis) using a reciprocal translocation experiment
Publication . Lopes, Ana; Neves, Cátia J.; Ventura, Paulo J.C.; Vilas-Boas, Miguel; Rodrigues, Pedro João; Garnery, Lionel; Biron, David G.; Pinto, M. Alice
In Europe, several translocation experiments suggested that native populations of Apis mellifera are adapted to local climate and flora. However, so far, no study has been conducted on the Iberian honeybee, Apis mellifera iberiensis. The goal of this study was to assess the existence of genotype-environment interaction (GEI), and consequently local adaptation, in the Iberian honeybee. In 2015 two apiaries were set up, each one with 36 colonies (18 of the origin Bragança and 18 of the origin Vila do Bispo), in two latitudinal extremes of Portugal: Bragança (north) and Vila do Bispo (south). Several traits of the 36 colonies were measured for almost 2 years, including: number of brood and pollen cells, honey yield, survival, and Varroa destructor infestation. The analyses were performed using t-Student and Mann-Whitney tests to compare those traits between the two origins in the same apiary and the same origin between the two apiaries. The survival analysis was performed using the Cox proportional hazard model in R. Colonies of the southern origin Vila do Bispo showed a tendency to collect more pollen and consequently they produced a higher number of brood cells, had a higher varroa infestation level and a lower survival rate than colonies of the origin Bragança in both locations. Honey yield was the only trait that showed existence of GEI, and therefore local adaptation, since the local honeybees had a higher honey production in their apiary of origin. Additionally, the differences between the two origins were sharper in more favourable environments where the honeybees can better express their genetic potential. Our findings highlight the importance of protecting local honeybee diversity in a period of increasing selection pressures such as climate change, agricultural land overuse and novel pathogens and parasites.

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Funding agency

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Funding programme

3599-PPCDT

Funding Award Number

BiodivERsA/0002/2014

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