Percorrer por autor "Zago, Daniele"
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- Efeito da aplicação de bioestimulantes na qualidade dos frutos e respetivos azeites da cv. CobrançosaPublication . Zago, Daniele; Rodrigues, Nuno; Nava, Gilmar AntônioA olivicultura apresenta grande importância para os países da bacia do Mediterrâneo, pelo seu valor económico, social e cultural. Em Portugal, a região de Trás-os-Montes é considerada uma das mais importantes regiões produtoras de azeites, ocupando atualmente o segundo lugar na produção nacional. Na região os olivais são caracterizados por parcelas pequenas, onde as oliveiras estão plantadas em modo tradicional e em regime de sequeiro. Nos últimos anos, perante situações de clima extremo, têm-se gerado problemas relacionados com a falta de recursos hídricos, ocasionando algumas situações de stresses na produção das oliveiras. Torna-se assim necessário encontrar soluções para mitigar esses efeitos. Várias empresas do sector agrícola começam a lançar no mercado diferentes produtos com efeito protetor, contudo, pouco ainda se sabe sobre os efeitos na composição e qualidade dos produtos da oliveira. Assim, o presente trabalho teve como objectivo avaliar o efeito da aplicação de diferentes bioestimulantes à base de extratos de algas em oliveiras da cv. Cobrançosa, ao nível da morfologia e atividade antioxidante dos frutos e composição e qualidade dos respetivos azeites. Para isso, em um olival tradicional de Trás-os-Montes, selecionou-se 100 plantas, divididas em 5 blocos com 20 plantas cada, em que foi efetuada aplicação dos bioestimulantes (T1) e-Dalgin, (T2) Fitoalgas Green (T3) Algaman Be (T4) Dalgin Mg. Nos frutos e endocarpos avaliou-se o peso, diâmetro e comprimento. Através dos extratos metanólicos das azeitonas determinou-se a atividade antioxidante pelos métodos DPPH, fenóis totais e poder redutor. Nos azeites, avaliou-se os parâmetros de qualidade (acidez, índice de peróxidos, K232 e K268), o perfil sensorial, assim como a estabilidade oxidativa e a atividade antioxidante (DPPH, ABTS e fenois totais). Nos frutos e endocarpos apenas T3 (Algaman B) respondeu significativamente. A atividade antioxidante através do DPPH variou de 42,86% a 34,48%, fenóis totais 38,68 a 37,11 mg ác. Gálico/g de amostra e poder redutor 123,66 a 104,64 mg Trolox/g de amostra. Nos azeites, os valores obtidos por meio dos parâmetros de qualidade permitiram classificá-los como azeite virgem extra. A estabilidade oxidativa não apresentou diferenças significativas nos tratamentos variando de 21,9 a 22,8 horas. Na atividade antioxidante o tratamento com Fitoalgas Green obteve os menores valores. Os azeites apresentaram maior sensação de amargo e picante. Verificou-se também que a aplicação de bioestimulantes levou a um decréscimo da sensação de frutado e sensações de outros frutos.
