Percorrer por autor "Travassos, Francisco"
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- Avaliação funcional de pacientes hemodialisados com insuficiência renal crónicaPublication . Novo, André; Travassos, Francisco; Teixeira, Fernanda de Souza; Múrua, Aldo; Azevedo, José; Paz Fernández, José António deA insuficiência renal crónica (IRC) caracteriza-se pela perda da capacidade do rim em eliminar substâncias tóxicas, concentrar urina e conservar electrólitos, com consequente alteração das restantes funções renais (Basile, 2008). A perda grave da função renal é uma ameaça de primeira ordem para a vida e requer a remoção dos resíduos tóxicos que não podem ser depurados com suficiente eficácia por outros sistemas orgânicos, assim como a restauração do adequado volume e composição dos líquidos corporais – diálise. Se a perda da função renal é irreversível restam duas opções: transplante renal ou diálise crónica (que na ausência de transplante renal, é inevitável para manutenção da vida).Desde 1977, com o estudo pioneiro de Jette et al. que está bem documentado que os pacientes renais crónicos, submetidos a hemodiálise, estão limitados na sua capacidade física global entre 60 e 70% do esperado para a sua idade, quando comparados com indivíduos saudáveis (Johansen, 1999), sendo que a maior parte dos pacientes com IRC são sedentários (Painter et al., 2000; Johansen et al., 2000; O’Hare et al., 2003).
- Avaliação funcional e efeitos de um treino aeróbio em pacientes hemodialisados com insuficiência renal crónicaPublication . Novo, André; Travassos, Francisco; Teixeira, Fernanda de Souza; Hernández Múrua, Aldo; Azevedo, José; Paz Fernández, José António deObjectivo: estudar os efeitos de um treino aeróbio sobre a condição física e a qualidade de vida de pacientes hemodialisados com IRC. Metodologia: o estudo teve a duração de 18 semanas. Em função dos dados ergoespirométricos desenvolveu-se um programa individualizado de treino, em tapete rolante ou cicloergómetro. O treino teve a duração de 14 semanas, com uma frequência de 3 vezes por semana, realizando-se nos 30 minutos prévios à sessão de hemodiálise. Discussão de resultados: os homens alcançaram melhores resultados nos testes efectuados, comparativamente com as mulheres. Depois do período de treino, observou-se uma tendência positiva no grupo de treino no teste sentar e levantar, não se observaram alterações significativas no teste de força de preensão manual, observou-se uma melhoria significativa no grupo treinado no teste levantar e caminhar e não houve alterações significativas nas diferentes manifestações de força avaliadas. O grupo de treino melhorou o VO2pico em 9% e o grupo controlo piorou 9,8% mas esta diferença não foi significativa. Conclusões: os pacientes estudados apresentam a capacidade aeróbia e a força diminuídas quando comparados com a população saudável das mesmas características. O treino aeróbio não produziu as adaptações descritas habitualmente na população saudável. É necessário identificar os pacientes que apresentam as condições mínimas para que o treino seja eficaz.
- Avaliação funcional e efeitos de um treino aeróbio em pacientes hemodialisados com insuficiência renal crónicaPublication . Novo, André; Travassos, Francisco; Teixeira, Fernanda de Souza; Hernández Múrua, Aldo; Paz Fernández, José António de; Azevedo, JoséIntrodução: o músculo-esquelético dos pacientes com IRC está marcadamente afectado. As diferentes alterações metabólicas experimentadas por estes pacientes têm como consequência a debilidade muscular, a fadiga, uma menor tolerância ao exercício e uma reduzida habilidade para gerar força. Objectivo: estudar os efeitos de um treino aeróbio sobre a condição física de pacientes hemodialisados com IRC. Método: o estudo teve a duração de 18 semanas. Na primeira semana procedeu-se à explicação dos detalhes do estudo aos pacientes e procedeu-se à recolha dos dados das histórias clínicas dos 123 pacientes. Na segunda semana procedeu-se à avaliação de provas funcionais de manifestações de força e efectuaram-se ergoespirometrias. Em função dos dados ergoespirométricos desenvolveu-se um programa individualizado de treino, em tapete rolante ou cicloergómetro. O treino teve a duração de 14 semanas, com uma frequência de 3 vezes por semana, realizando-se nos 30 minutos prévios à sessão de hemodiálise. Uma vez finalizado o programa de treino, procedeu-se à avaliação das mesmas provas da segunda semana. Discussão de resultados: os homens alcançaram melhores resultados nos testes efectuados, comparativamente com as mulheres. Depois do período de treino, observou-se uma tendência positiva no grupo de treino no teste sentar e levantar, não se observaram alterações significativas no teste de força de preensão manual, observou-se uma melhoria significativa no grupo treinado no teste levantar e caminhar e não houve alterações significativas nas diferentes manifestações de força avaliadas. O grupo de treino melhorou o VO2pico em 9% e o grupo controlo piorou 9,9% mas esta diferença não foi significativa. Conclusões: os pacientes estudados apresentam a capacidade aeróbia e a força diminuídas quando comparados com a população saudável das mesmas características. O treino aeróbio não produziu as adaptações descritas habitualmente na população saudável. É necessário identificar os pacientes que apresentam as condições mínimas para que o treino seja eficaz.
- Exercício físico com doentes hemodialisadosPublication . Novo, André; Travassos, Francisco; Teixeira, Fernanda de Souza; Hernández Múrua, Aldo; Paz Fernández, José António de; Azevedo, JoséIntrodução: Desde 1977 que se demonstro que os doentes hemodialisados têm baixo nível de capacidade física. Desde essa altura, o exercício físico planificado começou a ser aceite como intervenção terapêutica, atrasando a deterioração fisiológica, funcional e psicológica que comummente se desenvolvem devido à doença renal crónica, mas também devido à adopção de um estilo de vida pautado pelo sedentarismo. Objectivo: avaliar a qualidade de vida, a condição funcional e diferentes manifestações de força de cada um dos doentes hemodialisados da Clínica NordDial de Mirandela, com o intuito de implementar um programa de exercício físico naquela Unidade. Método: efectuámos avaliação prévia a 123 doentes, no dia seguinte a sessão de hemodiálise. Após avaliação clínica e analítica, aos que mostraram capacidade funcional mínima, foram efectuados os seguintes testes: preensão manual, levantar e sentar, levantar e andar, força isométrica e dinâmica dos quadricípides e ergoespirometria, com análise de gases e monitorização electrocardiográfica. Imediatamente antes e depois de cada prova de esforço foi efectuada uma gasimetria, com amostra de sangue capilarizado do lóbulo da orelha, Aplicámos, ainda, o questionário de estado de saúde SF-36v2. Finda a fase de avaliação inicial, foi proposto aos doentes que não apresentavam critérios de exclusão que participassem, durante 14 semanas, num programa de exercício fisco. Discussão de resultados: os doentes avaliados tinham uma média de idades de 66.1 anos. Nos testes de preensão manual, levantar e sentar, levantar e andar, nos de força isométrica e dinâmica e nos questionários de qualidade de vida observámos valores claramente abaixo do esperado, quando comparados com população saudável da mesma faixa etária. Durante as ergoespirometrias pudemos observar uma capacidade funcional claramente diminuída, uma vez que os doentes alcançaram uma potência mecânica média de 90W, quando o esperado para esta faixa etária seriam 145W. Em consonância com este resultado, também se verificou que os valores de frequência cardíaca máxima se encontram longe dos 144bpm esperados (FCmáx = 115bpm). Conclusão: à dificuldade de prescrição de exercício físico resultante da própria doença junta-se, ainda, a idade avançada dos nossos doentes. Os resultados mostraram que a capacidade funcional e aeróbia destes doentes está claramente diminuída, quando comparados com população saudável da mesma faixa etária. Tendo em conta estes resultados, foi implementado um programa de exercício físico seguro e supervisionado, prescrito de forma progressiva e individualizada, com bicicletas reclinadas e tapetes rolantes, 30 minutos antes de cada sessão de hemodiálise.
- A força muscular como parâmetro de avaliação nutricional em hemodiálisePublication . Rodrigues, Rosária; Novo, André; Travassos, Francisco; Castro, Rui; Azevedo, JoséA desnutrição proteico-calórica (DPC) é muito comum nos doentes insuficientes renais em hemodiálise (HD). Parece existir uma associação da DPC com a morbilidade cardíaca e a inflamação. A DPC aumenta a mortalidade e morbilidade destes doentes e a avaliação nutricional é crucial para a sua detecção. Os depósitos proteicos viscerais podem ser avaliados por parâmetros bioquímicos (albumina, creatinina, colesterol) mas as proteínas somáticas necessitam de técnicas de avaliação da composição corporal, como a Bioimpedância. O teste de força de pressão da mão (“handgrip strength” – HGS) é um bom índice prognóstico e de perda de massa muscular, reflectindo o grau de dependência dos doentes. O HGS é utilizado para avaliar o desempenho geral dos músculos, pela determinação da força de pressão produzida por uma pressão máxima. O nosso estudo teve como objectivo comparar os resultados do HGS com a composição corporal avaliada por BIA e com o estado nutricional dos doentes. Material e métodos: Foi efectuado um estudo de corte transversal para avaliar o HSG e o estado nutricional de doentes em HD regular. Foram avaliados 126 doentes em hemodiálise de altofluxo, dos quais foram incluídos apenas 93 doentes. Factores de exclusão: inflamação aguda ou crónica, amputações e doença vascular grave. Recolhemos dados como a idade, sexo, história clínica, co-morbilidade, estatura, peso pós-diálise e de referência (SBW), % SBW, cinética da ureia e ainda os resultados da BIA e HGS. Resultados: Foram classificados como desnutridos 23 doentes (25%). Na comparação desnutrição/bom estado nutricional por BIA, verificamos que não existiam diferenças significativas na massa gorda. Os indivíduos desnutridos apresentavam valores inferiores de reactância, ângulo de fase, massa magra e muscular. Estes doentes desnutridos apresentavam, por outro lado, valores superiores de resistência e de relação Na/K. No HGS verificou-se que os desnutridos revelavam força muscular inferior, em relação aos doentes com bom estado nutricional (21,5±8,4/29,5±10,1; P<0,01). Os resultados do HSG correlacionaram- se positivamente com a massa muscular (r=0,58;P<0,01), reactância (r=0,25;P<0,05), ângulo de fase(r=0,46;P<0,01), massa celular (r=0,27;P<0,01) e índice de massa celular (BCMI r=0,46;P<0,01) mas correlacionaram-se negativamente com a resistência (r= -0,44;P<0,01) e a idade (r= -0,36;P<0,01). Relativamente aos parâmetros bioquímicos, verificamos que os resultados do HGS se correlacionaram positivamente com a albumina (r=0,33;P<0,01) e creatinina (r=0,30;P<0,01) e de forma negativa com a proteína C reactiva (r= -0,22;P<0,05) e IL-6 (r= -0,26;P<0,05). Conclusão: O HGS, teste simples, barato e não invasivo, pode identificar doentes em hemodiálise regular com risco elevado de desnutrição. A sua integração na avaliação nutricional dos nossos doentes permitiu essa identificação, de forma concordante com os métodos analíticos clássicos e com a BIA.
- Functional evaluation of patients undergoing hemodialysis with chronic kidney diseasePublication . Novo, André; Teixeira, Fernanda de Souza; Múrua, Aldo; Azevedo, José; Alves, Maria José; Paz Fernández, José António de; Travassos, FranciscoThe chronic kidney disease (CKD) is characterized by the loss of the kidney’s ability to eliminate toxic substances, concentrate urine and conserve electrolytes, with subsequent alteration of the remaining kidney function. The severe loss of kidney function is a first-order threat to life and requires the removal of toxic waste that cannot be debugged with sufficient effectiveness for other organ systems, as well as the restoration of an adequate volume and composition of body fluids - dialysis. If the loss of renal function is irreversible patients have two options: kidney transplant or chronic dialysis. Since 1977, with the pioneering study by Jette et al., it is well documented that patients with CKD on hemodialysis are limited in their overall physical capacity between 60 and 70% of that expected for their age, compared with healthy patients [1] and most CKD patients are sedentary [2], [1]. With this study, our main objective is to evaluate the functional status of hemodialysis patients with CKD. León University, León, Spain The study was carried out by the NorDial Clinic (Mirandela city – Portugal) in a total population of 123 patients. We met the exclusion criteria defined by the American College of Sports Medicine. Tests: anthropometric measurements, sit-to-stand, up and go, handgrip strength and blood tests. Material: Tefal scale accurate to ± 100g, metric stadiometer (Detecto D52, USA), chair of 46cm, 8 memory stopwatch with precision 1/100 seconds (Bravo, Spain), cone with 40cm, manual hydraulic dynamometer Jamar®60.5% of the patients of our study were men. This data is extremely variable in publications on hemodialysis. The average age of our participants is 63.46 years (women) and 61.16 years (men). But more important than biological age is the time on hemodialysis, since we know that the mortality of these patients increases in proportion to years of treatment. The men in our sample were on hemodialysis for 4.42 years and women for 6.17. In the sit-to stand 60s test both men and women were able to reach an average of more than 30 repetitions (35.76±9.66 and 32.26±8.46 respectively). These values are higher when compared with other studies [3]. It is widely reported that patients undergoing hemodialysis have marked skeletal muscle dysfunction and that this dysfunction is also observed in handgrip strength. The values found in this study (175.91±51.35N for women and 321.1±84.1 for men, both for right hand) agree with the findings in the scientific literature. Comparing men and women, we observe lower values of strength in women as showed in other studies, which is perfectly described by the metabolic and structural differences. This is an important result due to the relationship between handgrip strength and quality of life [4]. The up-and-go test is a classic test to assess the mobility and walking capacity and is strongly related to lower limb strength and balance. In our study the results of this test were 7.6±3.05s and 9.37±3.78, for men and women respectively – results slightly higher than others published in other investigations like in [5]. As it is well known, the internal milieu of hemodialysis patients suffer numerous homeostatic changes derived from many factors, making it difficult to interpret analytical results, comparing men and women. Anyway, we found no baseline differences in the data published by other researchers relating to hemoglobin and hematocrit, since there is a consensus on the minimum tolerable to keep these patients through the dosage of erythropoietin. The anthropometrics results of our patients are similar to other publications. b) The overall functional capacity of our patients is lower than healthy population. c) The overall functional capacity of our patients is higher than shown by other studies.
- Functional evaluation of patients undergoing hemodialysis with chronic kidney diseasePublication . Novo, André; Teixeira, Fernanda de Souza; Múrua, Aldo; Azevedo, José; Alves, Maria José; Paz Fernández, José António de; Travassos, FranciscoThe chronic kidney disease (CKD) is characterized by the loss of the kidney’s ability to eliminate toxic substances, concentrate urine and conserve electrolytes, with subsequent alteration of the remaining kidney function. The severe loss of kidney function is a first-order threat to life and requires the removal of toxic waste that cannot be debugged with sufficient effectiveness for other organ systems, as well as the restoration of an adequate volume and composition of body fluids - dialysis. If the loss of renal function is irreversible patients have two options: kidney transplant or chronic dialysis. Since 1977, with the pioneering study by Jette et al., it is well documented that patients with CKD on hemodialysis are limited in their overall physical capacity between 60 and 70% of that expected for their age, compared with healthy patients [1] and most CKD patients are sedentary [2], [1]. With this study, our main objective is to evaluate the functional status of hemodialysis patients with CKD. León University, León, Spain The study was carried out by the NorDial Clinic (Mirandela city – Portugal) in a total population of 123 patients. We met the exclusion criteria defined by the American College of Sports Medicine. Tests: anthropometric measurements, sit-to-stand, up and go, handgrip strength and blood tests. Material: Tefal scale accurate to ± 100g, metric stadiometer (Detecto D52, USA), chair of 46cm, 8 memory stopwatch with precision 1/100 seconds (Bravo, Spain), cone with 40cm, manual hydraulic dynamometer Jamar®60.5% of the patients of our study were men. This data is extremely variable in publications on hemodialysis. The average age of our participants is 63.46 years (women) and 61.16 years (men). But more important than biological age is the time on hemodialysis, since we know that the mortality of these patients increases in proportion to years of treatment. The men in our sample were on hemodialysis for 4.42 years and women for 6.17. In the sit-to stand 60s test both men and women were able to reach an average of more than 30 repetitions (35.76±9.66 and 32.26±8.46 respectively). These values are higher when compared with other studies [3]. It is widely reported that patients undergoing hemodialysis have marked skeletal muscle dysfunction and that this dysfunction is also observed in handgrip strength. The values found in this study (175.91±51.35N for women and 321.1±84.1 for men, both for right hand) agree with the findings in the scientific literature. Comparing men and women, we observe lower values of strength in women as showed in other studies, which is perfectly described by the metabolic and structural differences. This is an important result due to the relationship between handgrip strength and quality of life [4]. The up-and-go test is a classic test to assess the mobility and walking capacity and is strongly related to lower limb strength and balance. In our study the results of this test were 7.6±3.05s and 9.37±3.78, for men and women respectively – results slightly higher than others published in other investigations like in [5]. As it is well known, the internal milieu of hemodialysis patients suffer numerous homeostatic changes derived from many factors, making it difficult to interpret analytical results, comparing men and women. Anyway, we found no baseline differences in the data published by other researchers relating to hemoglobin and hematocrit, since there is a consensus on the minimum tolerable to keep these patients through the dosage of erythropoietin. The anthropometrics results of our patients are similar to other publications. b) The overall functional capacity of our patients is lower than healthy population. c) The overall functional capacity of our patients is higher than shown by other studies.
- A relação entre a IL-6 e a desnutrição proteico-calóricaPublication . Rodrigues, Rosária; Novo, André; Travassos, Francisco; Castro, Rui; Azevedo, JoséA desnutrição proteico-calórica (DPC) associada a um estado inflamatório crónico é comum nos doentes IRC em HD. Parece existir uma associação da DPC com a produção de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina-6 (IL-6). Esta relação ainda não está totalmente esclarecida mas elevações da IL-6 podem ser responsáveis pela diminuição do apetite, perda de peso, hipoalbuminémia, aumento do catabolismo proteico, lipólise e resistência à insulina. Além disso, a IL-6 é um factor preditivo de mortalidade em doentes IRC. Objectivo: Estudar a relação entre os marcadores inflamatórios IL-6, proteína C reactiva e a DPC. Material e métodos: Foi efectuado um estudo de corte transversal para avaliar a desnutrição proteico-calórica através de BIA e de um estudo analítico de doentes em HD na nossa Clinica. Foram avaliados 100 doentes IRC em HD de alto-fluxo. Recolheram-se os seguintes dados: idade, sexo, história clínica, co-morbilidade no início da HD, BIA e valores analíticos (IL-6, albumina, proteína C reactiva, dose de diálise e colesterol total). Resultados: Foram considerados desnutridos homens com índice de massa celular (BCMI)<10,5 e mulheres com BCMI<7,5. A amostra foi dividida em doentes com menos ou mais de 65 anos (n=48; n=52 resp.). Verificamos que os doentes mais novos apresentam valores superiores de BCMI (11,3±8,7 vs 8,7±1,9; P<0,01), albumina (4,0±0,2 vs 3,9±0,2; P<0,01) e inferiores de IL-6 (6,9±4,6 vs 10,7±8,2; P<0,01). Não encontramos diferenças nestas faixas etárias na proteína C reactiva. Constatamos existir correlação positiva entre a IL-6 e a proteína C reactiva (r=0,49;P<0,01) e correlação negativa entre a IL-6 e a albumina (r=-0,21;P<0,05). Observamos correlação negativa entre a albumina e a proteína C reactiva (r=-0,37;P<0,01) e positiva entre a albumina e o colesterol (r=0,22;P<0,05). Quando dividida por género (65 homens e 35 mulheres), verificamos que nos homens existem diferenças significativas entre os doentes desnutridos/bem nutridos nos valores de IL-6 (10,8±9,1 vs 7,3±4,9;P<0,05), albumina (3,9±0,3 vs 4,1±0,1; P<0,01) e proteína C reactiva (0,7±0,6 vs 0,4±0,2;P<0,01). Neste mesmo género verifica-se uma correlação negativa entre a massa muscular e a IL-6 (r=-0,25;P<0,05). Relativamente às mulheres não existem correlações significativas entre as desnutr/bem nutridas nos valores séricos de IL-6 e albumina, mas as doentes desnutridas apresentam valores mais elevados de proteína C reactiva (0,7 0,6vs0,4 0,2;P<0,01). Também observamos, neste género, que existe correlação negativa entre a IL-6 e a massa magra (r= -0,35;P<0,05). Conclusão: No nosso grupo de doentes IRC em HD, a IL-6 sérica aumentou com a idade e nos homens associou-se com desnutrição. A proteína C reactiva também se encontra aumentada nos indivíduos desnutridos. Podemos concluir que a proteína C reactiva, utilizada na prática clínica, é um método mais barato de avaliação do estado inflamatório dos doentes em hemodiálise e revelou-se mais sensível nessa determinação no sexo masculino.
- A sarcopenia como indicador de prognóstico de mortalidade nos doentes em hemodiálisePublication . Rodrigues, Rosária; Oliveira, Bruno; Azevedo, Pedro; Azevedo, José; Travassos, Francisco; Pedroso, Sofia; Novo, André; Pereira, Orlando; Rodrigues, Tânia; Castro, Rui; Correia, FloraA Sarcopenia é a perda de massa e força na musculatura esquelética, que ocorre com o envelhecimento. Nos doentes em HD, vários fatores potenciam a perda de massa e função musculares, pelo que a sarcopenia pode ser muito comum nestes doentes. Além das consequências físicas negativas como aumento de ocorrência de quedas e limitações para as atividades de vida diária, pode promover alterações sistémicas que condicionam um aumento da morbilidade e mortalidade dos doentes. Este trabalho tem como objetivo avaliar a sarcopenia e o estado nutricional, de uma amostra de doentes em HD, determinando retrospetivamente o valor da sarcopenia como preditivo de mortalidade, durante um período de 7 anos. Material e Métodos: Amostra: o estudo incluiu 93 doentes em HD (60,2% homens; 20,4% diabéticos), com uma média de idades de 65,0±13,9 anos (mediana=67,5) que estavam em HD há cerca de 5,0±4,7 anos (mediana=3,59). A maioria realizava HDAF (91,5%), 3 vezes por semana (86%), por FAV (89,4%), com um tempo médio de 10,8±1,6 horas de HD/semana. Os doentes foram avaliados, no início do estudo, por BIA (BIA 101) e dinamometria (JAMAR). Foram recolhidos parâmetros antropométricos (peso, altura, IMC e % peso de referência) e analíticos (albumina, creatinina, colesterol total, proteína C reativa e IL6). Foi feita a avaliação nutricional pela SGA (escala 7 pontos). Diagnosticou -se a sarcopenia de acordo com o consenso europeu (EWGSOP – 2010). Assim, foram considerados com sarcopenia os doentes com Índice de Massa Não Gorda (IMNG= massa não gorda em kg/ altura2) < ao percentil 20, para o sexo e faixa etária, da população de referência NHANES (Homem: <18,1 kg/m2; Mulher: <14,6 kg/m2), avaliado por BIA 101; e com valores de força muscular < ao percentil 10, para o sexo, faixa etária e braço utilizado, dos valores de referência da população espanhola, avaliada por dinamometria (JAMAR). Resultados: Durante o período de estudo faleceram 16 doentes (17,2%). A prevalência da sarcopenia, no início do estudo, foi de 17,2%. Os doentes diagnosticados com sarcopenia foram os mais idosos (63,1±14,5 vs 73,8±4,5; p<0,05) e desnutridos (81,3% dos doentes com sarcopenia com score de SGA<6 e média score de SGA de doentes sem e com sarcopenia: 6,4±0,7 vs 5,6±0,9; p<0,001). Os doentes sarcopénicos apresentaram valores inferiores de: IMC (22,6±2,7 vs 25,5±4,1; p<0,01) e % de peso de referência (82,9,6±15,3 vs 98,6±15,9; <0,001), ângulo de fase_BIA (5,7±1,5 vs 7,2±1,6; p<0,05), massa celular em kg_BIA (19,8±5,1 vs 26,9±8,2; p<0,01), índice de massa celular_BIA (7,8±1,6 vs 10,3±12,9; p<0,01), creatinina (7,2±1,9 vs 8,7±2,4; p<0,05), albumina (3,8±0,3 vs 4,0±0,2; p<0,05) e colesterol total (129,7±37,6 vs 149,0±36,2; p<0,05). Identificaram -se, nos doentes sarcopénicos, valores superiores de: % água extracelular_BIA (47,7±7,2 vs 41,7±5,9; p<0,01), relação Na/k _BIA (1,0±0,35 vs 0,85±0,18; p<0,05), proteína C reativa (0,87±0,81 vs 0,57±0,39; p<0,05) e IL6 (11,3±9,2 vs 7,8±5,3; p<0,05). De acordo com a análise de Kaplan -Meier, a sarcopenia foi um preditor de mortalidade na amostra estudada (Long Rank=16,1; p<0001). Conclusão: A prevalência de sarcopenia, observada na amostra de doentes em hemodiálise, foi de 17,2%. A condição de sarcopenia foi capaz de distinguir os doentes com comprometimento do estado nutricional e da composição corporal. A sarcopenia pode ser um indicador de prognóstico de mortalidade dos doentes em hemodiálise.
