Percorrer por autor "Sousa, Virginia Figueiredo de"
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- Qualidade de vida em idosos, não institucionalizados, no distrito de BragançaPublication . Sousa, Virginia Figueiredo de; Fernandes, Adília; Pimentel, Maria HelenaAs questões relacionadas com a qualidade de vida é uma crescente preocupação. As ciências humanas e biológicas têm vindo a valorizar parâmetros mais amplos do que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou até aumento da esperança de vida (Pereira, Teixeira & Santos, 2012). São escassos os estudos realizados em amostras de idosos inseridos na comunidade. O presente estudo tem como objetivo principal avaliar a qualidade de vida das pessoas idosas (indivíduos com ≥ 65 anos), não institucionalizadas, no distrito de Bragança bem como a sua relação com variáveis sociodemográficas, avaliação sensorial, hábitos de vida e estado de saúde, capacidade funcional nas atividades instrumentais de vida diária e rede social de apoio. Trata-se de um estudo descritivo-analítico e transversal com uma abordagem quantitativa, numa amostra de 581 idosos, com uma amostragem não probabilística, acidental por conveniência. A recolha dos dados decorreu entre Setembro de 2017 e Abril de 2018. Para a recolha dos dados, recorreu-se à aplicação de um formulário sociodemográfico, ao questionário WHOQOL-Bref, para avaliar a qualidade de vida, o Índice Lawton e Brody para avaliar capacidade funcional nas atividades instrumentais de vida diária e a Escala de Recursos Sociais OARS-MFAQ, para avaliar o apoio social. Para predizer a qualidade nos seus diferentes domínios foram utilizados modelos de regressão linear simples e múltipla através do algoritmo stepwise, que filtrou as variáveis com importância. Os resultados obtidos permitem concluir que as maiores médias de QDV da WHOQOL- BREF vão para o domínio psicológico (57) e meio ambiente (56,6), as médias mais baixas vão para o domínio das relações sociais (53,1). O sexo masculino está relacionado com melhor QDV percecionada e estão mais satisfeitos com a sua saúde. Ser mulher e o aumento da idade está relacionado com pior avaliação da QDV nos 4 domínios da WHOQOL-BREF (p <0,001). A amostra estudada apresenta algum nível de independência instrumental (6,6 na escala de Lawton e Brody). A relação entre as alterações visuais e auditivas e WHOQOL BREF só foi confirmada nos domínios físico (p <0,001) e relações sociais (p <0,001). A relação entre estado de saúde e WHOQOL BREF foi confirmada nos 4 domínios da WHOQOL-BREF (p <0,001). Nas relações sociais, da escala OARS, a amostra apresentou um nível 3 que corresponde a relações sociais ligeiramente insatisfatórias, um nível que apesar de intermédio consideramos positivo. Quando analisada a sua relação com a WHOQOL BREF verifica-se que quanto maior o isolamento social maior é a degradação física, psicológica, nas relações sociais e meio ambiente. Viver acompanhado aumenta a QDV percecionada e quando não há alguém disposto a ajudar é penalizador nos 4 domínios da escala WHOQOL BREF (p <0,001). Podemos concluir que as variáveis sociodemográficas, alterações na visão e audição, o estado de saúde (polimedicação, uso de auxiliares de marcha e ocorrência de internamentos anteriores), autonomia instrumental e o nível dos recursos sociais, neste trabalho, são determinantes para a qualidade de vida e o domínio que nos merece maior atenção é o das relações sociais.
